Cuidado sociedade civil!! vão privatizar a USP

imagem de Rildson

Diante de tudo o que vem sendo observado na USP, desde a reitoria passada, e agora intensificado nesta gestão do nazi-tucano-reitor, não resta dúvida de que a privatização da USP é o objetivo a ser atingido. Professores denunciam a prática de locação de espaços que pertencem à comunidade universitária - e, por serem públicos, por extensão, ao povo - para organizações privadas. Os estudantes que são os destinatários legais desses espaços, estão sendo expulsos à base de borrachada pela polícia. Com a recusa, já antiga, da reitoria em investir em mais espaços de acolhimento dos estudantes que não podem se manter na capital, e de acordo com o que se vê dos atos desta gestão, conclui-se que o objetivo é elitizar ainda mais a Universidade, e no extremo disso, promover a debandada daqueles estudantes que não representam as camadas oriundas daquela elite.
Se se fizer um levantamento da vida pública deste reitor, não haverá surpresa ao constatar ocorrências similares por onde passou. E já que o cargo em questão é de exclusiva responsabilidade do Governador de Estado que escolhe pessoalmente seu ocupante (na ocasião, o Serra), percebe-se que tal prática está inserida em uma política de estado, ou seja, o estado paulista tem como propósito a gradativa privatização desta universidade, coisa que segregará ainda mais a população de baixa renda de uma formação superior razoável, já que, para os estudantes que pertencem as famílias mais abastadas, pagar tal mensalidade não seria um problema, em si, maior do que ter como concorrentes, profissionais saídos das camadas periféricas, os quais trazem consigo uma outra visão de mundo contrastante com tal apropriação dos meios de produção e concentração de riqueza.
Precisamos urgentemente de uma intervenção pública, pois se trata de mais um bem da população que lhe é sub(traído). Já que o governo federal se omite em relação a esse drástico problema, que a comunidade uspiana prejudicada por essa rapinagem, procure organizar-se em associações e assim, reverter esse processo que suja a imagem, tanto da Universidade quanto da democracia( já que essa última é uma palavra tão endeuzada).
E, a propósito: não poderia deixar de expor aqui minha opinião sobre a polícia fazer greve e pedir o apoio da população. Que moral eles tem para isso, se quando trabalhadores se organizam para reivindicar melhorias, os milititares aparecem com seu arsenal, despejando-o com fúria excessiva contra os grevistas nas ruas? É de se pensar.