
...parece que está colocada na USP uma ótima oportunidade para se observar na prática as velhas questões já postas por autores ainda abordados (como não poderia deixar de ser) pela comunidade filosófica uspiana. O homem é mau por natureza e precisa de um Estado Leviatã, monstruoso? O homem precisa apenas de um Estado gerenciador pois a natureza má do homem não está mais acima da sua capacidade de organização em tendências de grupos? O homem que se baste a si mesmo e que se associe apenas se o propósito disso for o bem coletivo sem privilegiar quem quer que seja mesmo que para isso se tenha de abrir mão de uma vontade, uma vez que a natureza humana é boa o suficiente para isso?
Democrácia? será que somos tão ingênuos?
Maconha? A grande questão é realmente essa?
Direitistas da USP e filósofos acanhados, vamos todos voltar aos livros e à reflexão objetiva.
A Universidade é pública, isso quer dizer que não pertence nem a um nem a outro grupo, mas a todos os cidadãos. E ela tem que estar preparada para conviver com a diversidade, caso contrário privatizem-na, como é o desejo dos tucanos, coisa que não é mais segredo há muito. Se o caminho for esse, preparem a polícia mesmo, porque vão precisar. Será que não é isso mesmo o que está por trás da coisa toda? Se formos procurar, acharemos inclusive muitos professores alimentando esse tipo de idéia. Ô se tem, aqui mesmo na FFLCH!
Na Esalq-USP de Piracicaba, os portões estão fechados para quem não pertencer àquela instituição pública, ou seja, quem não apresentar a velha carteirinha não entra. Sujo, né!!?