Cátedra dispõe de importante acervo documental e bibliográfico, formado inicialmente por doação da CNCDP (Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses) e do Instituto Camões. Mais recentemente, recebemos a doação de parte da Biblioteca do professor Cid Guimarães (titular do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo).

Biblioteca

A biblioteca da Cátedra conta hoje com cerca de 4.000 volumes, de edições críticas e fac-similares de documentos e de atualização historiográfica. De acordo com os princípios de intercâmbio estabelecidos nestes anos, esse acervo é parte fundamental da Cátedra e deve ser mantido a ela integrado, como exigência das Instituições Portuguesas a ela consorciadas, para a atualização permanente, de forma a funcionar como gabinete privilegiado de pesquisa e leitura, do corpo permanente e dos pesquisadores visitantes.

Centro de Documentação sobre o Atlântico (CENDA)

Como centro de referência e de pesquisa, a proposta do CENDA é, de um lado, elaborar guias de fontes sobre os temas em pauta, reunir inventários já realizados por instituições nacionais e internacionais e, de outro, disponibilizar conjuntos de documentos impressos e manuscritos, seja por meio da reprodução em microfilmes de material proveniente de diferentes instituições, seja da aquisição de compilações documentais já publicadas. Além disso, objetiva-se incrementar a bibliografia existente junto à Cátedra, sobretudo com a atualização da produção mais especifica sobre os temas relacionados ao projeto.

Elaborando instrumentos de pesquisa de uso coletivo, bem como a manutenção de uma infra-estrutura adequada, espera-se melhorar as condições da pesquisa acadêmica, disponibilizando o material e os instrumentos básicos para sua realização. Com isso, em suas ações concretas, indicar-se-á, entre outros exemplos, a importância de acervos ainda pouco explorados como o do IEB/USP, em sua notável coleção de obras impressas relativas ao tráfico e aos estabelecimentos europeus na África, ou mesmo a riqueza do material sobre a África locado na Biblioteca Nacional, bem como a significância de compilações já realizadas que viabilizam, em parte, a pesquisa histórica. Tais como os volumes da Monumenta Missionária Africana, organizados por Antonio Brásio e as iniciativas de Beatrix Heintze referente às fontes da história de Angola.

Iniciativa do Projeto Temático Dimensões do Império Português, a ênfase do Centro incide, prioritariamente, em temas e coleções relacionados à história da África Ocidental e Oriental, e à diáspora da época moderna. Entre os séculos XV e XVIII, no amplo processo de conquistas, colonização e acumulação, as conexões com o continente africano e os experimentos nas ilhas atlânticas (Açores, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe etc) foram fundamentais não só como precursores das ações encetadas no Novo Mundo, do comércio aos empreendimentos colonizadores, como também, mais tarde, dos negócios com os escravos, elemento central do funcionamento do sistema atlântico. O longo e constante intercâmbio entre América portuguesa e a África, intermediado pelo tráfico negreiro, assinala o significado das sociedades africanas para o entendimento da história do Novo Mundo e, no contexto do Império português, para as formas de contato com outros povos e culturas. Em termos da administração ultramarina portuguesa, a articulação entre África e Brasil vai se fortalecendo a partir da segunda metade do XVII, como se constata na extensa correspondência entre governadores de diferentes partes do Império.

Laboratório de Estudos de Cartografia Histórica (LECH)

O Laboratório reúne bibliografia, teses, bancos de dados e documentação sobre a cartografia, manuscrita e impressa, produzida no âmbito do antigo Império colonial português e, mais particularmente, sobre a América portuguesa até a Independência. A iniciativa tem como objetivo disponibilizar informações e suscitar estudos na área de cartografia histórica, promovendo, simultaneamente, intercâmbios entre disciplinas afins (urbanismo, geografia humana e física, história da arte e do livro, história da ciência, Antropologia e etc).

Entre os projetos já realizados, destacamos a realização de uma exposição sobre a cartografia histórica da capitania de São Paulo, sob a curadoria científica de Beatriz Bueno e Iris Kantor, que foi exibida por 16 meses no Museu Paulista, de março de 2005 a junho de 2006. Um outro projeto de grande importância para os estudos da cartografia histórica brasileira é a formação da Coleção Almirante Max Justo Guedes, discípulo de Jaime Cortesão e um dos principais estudiosos da cartografia histórica em nosso país. Além dos projetos assinalados, estamos formando de um banco de dados de cartografia digital, que dará acessibilidade à documentação do LECH, incluindo, também, outros acervos cartográficos pertencentes às diferentes unidades da USP.

No âmbito da Universidade de São Paulo, o LECH conta com os apoios institucionais da Laboratório de Estudos sobre Urbanização, Arquitetura e Preservação (LAP) da FAU, do Museu do Ipiranga (MP), do IEB / Biblioteca Guita e José Mindlin. No âmbito nacional, estabelecemos parcerias com os seguintes centros: mapoteca do Itamaraty, divisão de Cartografia da Biblioteca Nacional, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Museu de Astronomia do Rio de Janeiro, Centro de Referência em Cartografia Histórica (Diamantina- MG) e, finalmente, com o Ministério da Cultura (projeto Resgate).