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Eventos

Seminário CEPAME "Realidade e conhecimento na Idade Média"
Organização: Prof. José Carlos Estêvão
Dias 15 e 22 de maio de 2012 das 19h30 às 21h30 - Sala 14
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315
Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais
Cartaz do evento


Cadernos Espinosanos - Estudos sobre o século XVII
Publicação do Grupo de estudos espinosanos da USP,
Publicação no site http://www.fflch.usp.br/df/espinosanos/25.html
O grupo de estudos Espinosanos convidam todos a enviarem artigos para o próximo número, até o dia 30 de MAIO.
As normas para publicação estão no endereço
http://www.fflch.usp.br/df/espinosanos/publicar.html


Palestra "Conhecimento Fenomenal e Materialismo Contextualista
Prof. Dr. Wilson Mendonça (Centro de Ética e Filosofia da Mente - UFRJ)
Dia 26 de abril de 2012 às 18 horas - Sala 113
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315
Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais
Cartaz do evento


32º Encontros Nietzsche reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros
Dia 15 de maio de 2012
Brasil - Portugal
Departamento de Filosofia - Universidade de São Paulo
Organização: GEN – Grupo de Estudos Nietzsche
Release do evento
Ficha de inscrição


Seminar "Series on Latin Palaeography"
Profa. Greti Dinkova (PIMS - Toronto)
Dia 07 a 25 de maio de 2012, das 14h as 18h - Sala 10
Organizador: Prof. José Carlos Estêvão
Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 – Cidade Universitária – S. Paulo
Cartaz do evento
Ficha de inscrição


Colóquio internacional Rousseau 300 anos
Comemoração do tricentenário do nascimento de J. J. Rousseau
De 17 a 21 de setembro de 2012 - das 14 às 23 horas
Locais:
Departamento de Filosofia da USP
Departamento de Filosofia da PUC/SPDepartamento de Filosofia da USP
Cartaz do evento


Eventos anteriores...

Mais informações pelo e-mail
eventosdf@usp.br
ou pelo telefone 11 3091 3761

Histórico do departamento

O primeiro período, que vai da fundação em 1934 até cerca de 1957, corresponde à época das Missões Francesas, isto é, de professores franceses que para aqui vieram com a tarefa específica de criar e constituir as diretrizes básicas do curso bem como formar os futuros docentes. A segunda fase, que colocaríamos entre 1958 e 1968, corresponde à consolidação do estilo de trabalho que conferiu ao Departamento o seu caráter específico no panorama filosófico-universitário do País. Sob a influência, a um tempo diversificado e confluente, de Granger, de Guéroult, de Goldschmidt, estabeleceram-se padrões técnicos e críticos de trabalho filosófico e de estruturação acadêmica favorecidos pela postura politicamente aberta dos então catedráticos João Cruz Costa e Lívio Teixeira.

A terceira fase inicia-se com a crise política de 68, quando sobrevieram as cassações que puseram em risco a própria sobrevivência do curso. A Reforma Universitária impôs à graduação uma estrutura rígida que forçou a introdução de novas disciplinas e o atendimento a diretrizes quantitativas de formação (créditos).

O estilo de trabalho, consolidado no segundo período que mencionamos acima, prescrevia para a graduação objetivos de formação técnica e crítica, centrado numa abordagem analítica da História da Filosofia, que visava a dar ao aluno instrumentos teóricos para a compreensão das lógicas internas dos sistemas filosóficos. A preocupação dominante era o adestramento para a pesquisa de acordo com padrões herdados da historiografia francesa recente. Antes da Reforma Universitária tal trabalho podia ser desenvolvido de forma intensiva, uma vez que o currículo era constituído por um número relativamente reduzido de disciplinas, com pequena carga horária semanal e ministradas ao longo de um ano. Estas características conjugavam-se com exigências rigorosas no tocante à carga de leitura e trabalho aprofundado com os sistemas e autores tratados nas disciplinas.

Com o advento da Reforma Universitária, os objetivos mantiveram-se enquanto definidores do caráter do curso, mas as condições de atingi-los tornaram-se cada vez mais problemáticas, devido a vários fatores. Em primeiro lugar há que se considerar a necessidade da introdução de novas disciplinas obrigatórias e optativas, a ampliação da carga horária semanal e a semestralidade, tudo isto imposto pelo regime de créditos que passou a vigorar. Tais modificações reduziram muito a possibilidade de trabalho intensivo nos moldes que descrevemos acima. O aumento do número de vagas, imposto pelas circunstâncias históricas do início dos anos 70, a unificação do vestibular e a deterioração do Segundo Grau são igualmente fatores que vêm dificultando extremamente a compatibilização dos objetivos do curso com as condições concretas do alunado que ingressa na Universidade. Mas sobretudo devemos citar, como elemento preponderante deste quadro desfavorável, a ausência da Filosofia no currículo do Segundo Grau, falha que tende a ser sanada atualmente.

É evidente que, nas condições atuais, o adestramento para a pesquisa não pode ser mantido, enquanto objetivo, com a predominância que possuía anteriormente. Este objetivo deve ser colocado em equilíbrio com dois outros, que são a formação  profissional do docente de Segundo Grau, tendo em vista a reintrodução da disciplina no currículo, e a formação complementar de estudantes de outras áreas, formados ou não, que procuram o curso. Não consideramos, entretanto, que deva haver uma separação drástica entre preparar para a pesquisa e preparar para a docência no Segundo Grau: deve haver, pelo contrário, um equilíbrio entre as duas finalidades principais do curso, de modo a não excluir, discriminatoriamente, uma ou outra das opções do aluno.

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