Professores Eméritos
Apresentação
Para o Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, o título de Professor Emérito, outorgado a alguns de seus membros nestes últimos anos, tem um significado muito especial, considerando a trajetória notável desta geração de professores, que, além de terem cumprido seu papel como professores, pesquisadores e formadores dos novos quadros, enfrentaram o período difícil da ditadura militar, pela qual foram perseguidos, afastados de suas funções acadêmicas, alguns deles e presos ou exilados, além daqueles que, tal como sobreviventes de uma guerra insana, mantiveram vivo o Departamento, ameaçado de extinção.
Estes professores nos deixaram um legado comum, cujos traços vale a pena ressaltar: a aspiração universalista que permite tomar distâncias em relação a qualquer fundamentalismo, a autonomia do pensamento face às formas religiosas da representação da sociedade e da história, a exigência de rigor na consideração dos conceitos herdados da tradição, a função crítica da filosofia em relação ao nosso tempo e, enfim, a independência da filosofia em relação aos poderes constituídos. Estes princípios regeram a sua história, do ponto de vista do desempenho de suas funções na vida acadêmica, na docência e na pesquisa, mas orientaram também as suas tomadas de posição diante daquele difícil momento vivido pelo nosso país.
Assim, esta homenagem a nossos professores eméritos
se desdobra numa homenagem aos cidadãos eméritos que foram e
ainda são.
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![]() - 2005 Gilda Rocha de Mello e Souza (20.05.1999) |
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![]() José Arthur Giannotti (25.06.1998); |
![]() Ruy Fausto (27.08.1998); |





