O(s) Mito(s) do Herói e

Édipo expõe o enigma da Esfinge
Jean Auguste Dominique Ingres, 1808
Musée du Louvre, Paris
Image from  Joconde
© Musée du Louvre, © Direction des Musées de France, 1999
as Figurações do Poder
 

Francisco Marshall   e
     Francisco Murari Pires
 

Apresentação

1. Introdução

Do ponto de vista epistemológico, é necessário que se distinga o estudo do herói, tal como inaugurado na própria antigüidade, do estudo sistemático do mito do herói, da forma como proposto a partir do século XIX e até hoje em desenvolvimento. No primeiro caso, como nas tradições dominantes até o século XIX, aspectos de carisma, liderança e grandeza são diretamente contemplados, fazendo-se, muitas vezes, a correlação possível com a situação dos poderes e lideranças políticas do plano histórico, inclusive de um ponto de vista crítico (como, e.g., no caso de Luciano de Samósata), mas freqüentemente expressando admiração. Esta tradição, muito diversificada, estende-se até a obra de Thomas Carlyle (On Heroes, Hero-worship and the Heroic in History), publicada em 1841, e que exatamente consolida um plano de descrição e celebração da grandeza de lideranças, em sua relação histórica com as tradições do herói, inclusive as religiosas. Este tipo de leitura, aliás, não obstante a evolução da crítica humanística, continua a ser praticado até os dias atuais, como ideologia política ou ingenuidade hermenêutica.

Um novo capítulo inaugurou-se com as obras de Edward Tylor (1871) e Johann Georg von Hahn (1876), quando o mito do herói passou a ser submetido a um tratamento analítico mediado por métodos e categorias típicos do cientificismo do século XIX, em que, pondo-se diversas mitografias em contexto comparativo, esperava-se obter leis e padrões de recorrência. No primeiro caso (Tylor), era buscada a correlação entre os mitos de heróis e estruturas mentais recorrentes; este foi um princípio efetivo para todas as demais abordagens do mito do herói desenvolvidas no âmbito da psicanálise, em especial na obra de Otto Rank, discípulo de Freud[1]. Von Hahn, por seu turno, enfocando especialmente o mundo ariano, dá início ao trabalho de decomposição dos episódios recorrentes dos mitos de heróis, identificando similaridades visando a descrição de padrões e tipologias. A descrição dos episódios e sua ordenação em uma estrutura tornaram-se, após isso, um padrão da análise, reafirmado e modulado em vários momentos, mas até hoje eficiente como critério para o indiciamento da presença, no todo ou em parte, do mito do herói.

Nesta fecunda vertente do humanismo, que terminou por envolver vários campos da Lingüística, da Antropologia, da História, da Psicologia, da Sociologia e da Ciência Política, deve-se destacar, acima de tudo, o marco referencial de Vladimir Propp (1997; original: 1928), célebre por sua análise estrutural do conto maravilhoso russo, onde o herói aparece em meio à sucessão dinástica. A estrutura de episódios de Propp afasta-se um pouco do padrão histórico do mito do herói, mas o método de análise, de tipo estruturalista, é basicamente o mesmo praticado por folcloristas no Ocidente, tal como no caso de Lord Raglan (1956), da escola mito-ritualista de James Frazer, a quem devemos um dos mais abrangentes trabalhos de compilação e análise comparativa do mito do herói. Este tipo de abordagem, decompondo a estrutura de episódios e identificando os elementos comuns ou universais em contextos mitográficos variados foi desenvolvido também por De Vries (1963), Binder (1964) e Sellier (1970), entre outros. Nem sempre há concordância na quantidade de episódios destacados e em sua definição, mas há elementos recorrentes que asseguram ao menos um núcleo consensual de momentos da trajetória do herói. Aqui não caberá realizar esta síntese, por razão de espaço e por ser ela própria um dos objetivos do presente projeto de pesquisa.

Abordando o mito do mago também a partir do mesmo viés de segmentação da estrutura episódica recorrente, o trabalho de Butler (1993) oferece uma referência comparativa a mais, evidenciando o quanto o mito de herói e seus correlatos pertence a uma tradição cultural mais ampla, firmemente plantada em estruturas de narrativa reproduzidas em plano trans-histórico. Esta tradição de estudos tem, mais recentemente, um corolário na obra de Alan Dundes (in Segal, 1990), o qual, ao examinar o paradigma atual da análise do padrão heróico, compara e sintetiza criticamente as mais relevantes propostas de decomposições episódicas (Von Hahn, Rank e Raglan). A partir deste paradigma, como folclorista, Dundes volta-se para uma das problemáticas mais pródigas e arriscadas dos estudos do mito do herói: a vida de Jesus, um tema cuja moderna abordagem historiográfica vem se desenvolvendo desde o princípio do século XIX, com a obra de David Friedrich Strauss, Leben Jesu (1835, cf. Dundes in Segal, 1990: 183), não sem grandes riscos e problemas, como diagnosticado por Schweitzer (1968).

Antes de Dundes, a biografia de Jesus Cristo já fora posta em plano histórico e comparativo, junto a biografias de heróis, também por Moses Hadas e Morton Smith (1965), os quais trouxeram para o estudo do mito do herói a análise dos gêneros literários relacionados à memorialização e celebração do herói no contexto da Roma imperial: a biografia e a aretalogia. Este segundo gênero, desaparecido junto com muitos costumes sociais da Roma antiga, tratava da celebração de biografias de Deuses e heróis, com fins lúdicos e didáticos, muitas vezes como récitas em banquetes e festividades; assegurava, por isso mesmo, divulgação bastante significativa. A biografia, por seu turno, surgida no alvorecer do Império Romano e logo consolidada como gênero, sob a pena de Plutarco e outros seus contemporâneos, especializou-se como formato próprio para a perpetuação das memórias e narrativas que aqui diretamente nos concernem: vidas de heróis. Ao contrário do ensejado por Momigliano (in Finley, 1989: 166-95), entretanto, interessa-nos aqui não a proximidade entre biografia e história, mas sim as correlações com outros suportes de memorialização, como a épica, o drama e os evangelhos, narrativas relacionadas ao mito do herói.

Além da biografia e da aretalogia, um terceiro gênero, típico da Antigüidade Tardia, pode nos levar ao encontro dos dados biográficos de tipo heróico: o panegírico e formas correlatas de encômio, onde exatamente se destacavam os feitos e virtudes de autocratas e de autoridades eclesiásticas, tendendo a se aproximar de padrões de celebração e memorialização típicos do mundo greco-romano. Dirigidos a cristãos e pagãos, e igualmente escritos por cristãos e pagãos cientes de sua identidade (como, e.g., Juliano e seu panegírico de Constâncio), estes discursos abrem-nos a possibilidade de se verificar intromissões de significados entre classicismo e cristianismo, relacionados à trajetória de glória imperial e, por conseguinte, flertando com o mito do herói. Cabe aplicar a este corpus documental os princípios do método comparativo, em busca dos episódios e referências que nos esclareçam quanto à presença ou não do mito do herói, e, em caso positivo, em que grau e com que impacto social e histórico.

A reflexão contemporânea sobre o mito do herói está informada não apenas por estas tradições hermenêuticas desenvolvidas no campo dos estudos de mito e folclore em plano comparativo, mas também pelos interesses advindos de outros campos das Ciências Humanas, notadamente da Ciência Política e de certa vertente da historiografia relacionada à história política (Félix & Elmir, 1998), interessadas, especialmente, nas categorias de liderança construídas sobre a plataforma de significados oferecida pelo mito do herói, em uma tradição plenamente atuante como ideologia política, inclusive no Brasil contemporâneo. Efetivamente, o estudo do mito do herói oferece como resultado códigos de informações extremamente proveitosos para a compreensão de múltiplos contextos, em especial aqueles em que se destaca algum grande líder, ocasião em que logo aparecem, cooperantes, as ideologias de poder presentes no mito do herói.

É essa recorrência do mito que exatamente confere o grau de relevância histórica e social para seu estudo ostensivo, pois permite que se desvelem, a partir das matrizes conformadas na antigüidade, os princípios que regem a transmissão deste código de ideologização do poder para contextos históricos posteriores, até a contemporaneidade. Abre-se o campo, ao final, para a posterior decifração dos diversos horizontes de recepção do mito do herói, com o que muitas vezes mais se evidenciará o caráter seminal da experiência histórica clássica e sua permanente atualidade.

 

2. Interrogações Críticas

Nesse século e meio de investigações modernas, de meados do XIX a fins do XX, por variados enfoques analíticos e hermenêuticos (historiográficos, psicológicos ou psicanalíticos, antropológicos e etnográficos, folclóricos, literários), a teleologia dos estudos orientou-se primordialmente por determinar o padrão biográfico estrutural (seqüência dos episódios típicos de vida) subjacente (e, portanto, supostamente determinante) às tradições narrativas que memorizaram os mitos, as lendas e as histórias de inúmeras figuras heróicas da Antigüidade.

O empenho analítico foi sempre desenvolvido no sentido de constituir epistemologicamente o padrão heróico, quer primeiro o estabelecendo por operações indutivas a partir de um dado corpus documental reduzido (recorte empírico de conjuntos seletivos de tradições documentadas), quer logo também ampliando seus horizontes de constatação por aplicação a novos conjuntos documentais não contemplados de início, num movimento de aspirações universalizantes. Tratou-se, essencialmente, de identificar os traços ou elementos tópicos comuns ou similares empiricamente constatáveis nas tradições de episódios biográficos das mais variadas figuras heróicas, com destaque especial para as tradições históricas (míticas ou lendárias) dos heróis fundadores (de cidades, reinos, dinastias, impérios, religiões, instituições culturais). Assim aproximaram-se e correlacionaram-se as histórias (mitos e lendas) de Sargão de Accad, Moisés, Édipo, Perseu, Ciro o Grande, Cipselo, Rômulo e Remo, Jesus Cristo, Judas Iscariotes ... e muitos, muitos outros personagens, cujas tradições biográficas constatassem a manifestação do padrão heróico a estruturar suas respectivas memorizações de narrativas “biográficas”. A ambição epistemológica por que se mobilizaram tais estudos foi a de apreender empiricamente o arquétipo original subjacente e fundante de todas elas, assim atualizado historicamente nas mais diversas, e mesmo afastadas (espacial e cronologicamente) culturas e povos. Algo como o arquétipo do imaginário heróico da humanidade, pelo qual respondem as narrativas tradicionais de todas essas culturas e povos.

Paralela à constituição epistemológica do padrão caminha sua consciência crítica, quer, por um lado, no sentido de afirmar ou corroborar sua consistência e operacionalidade investigativa uma vez postulada sua universalidade como a resolução de tese hermenêutica para as similitudes e identificações constatadas, quer, por outro, a antes apontar ainda suas limitações, especialmente metodológicas de derivação, quer por  insuficiências quer por deficiências analíticas. O que nos leva a uma série de interrogações.

Assim, de fato, tem-se propriamente um ou o padrão heróico, ou antes  proposições de padrões originariamente distintos (Hahn, Rank, Raglan) e, ainda,  recompostos, recombinados e mais ou menos sinteticamente reformulados (Butler, Sellier, Poucet, Dundees, Cornell)?

Os distintos padrões tendem a atrelar-se a seus precípuos recortes empíricos de documentação, sendo a eles mais propriamente adaptados ou condicionados em sua aplicabilidade? E qual o alcance desta aplicabilidade? Antes restrito, assim implicado na medida em que sua melhor precisão e rigor vale mais ou menos para cada figura heróica dependendo de sua maior ou menor afinidade ou similitude com uma figura heróica modelar que o fundamenta? A tendência é a de que os mitos de memorização clássica grega (dentre eles especialmente o de Édipo) projetem tais modelos? De uma figura heróica para outra a constatação da atualização do padrão varia em maior ou menor grau, não apenas em termos de presença contra ausência de determinados tópicos, mas também de diversas ordenações seqüenciais na trama de alguns deles?

Por outro lado, o padrão universal postulado é antes avaliado não pela sua plenitude integral de estruturação episódica, mas sim pela verificação de apenas um ou outro de seus tópoi constituintes (a criança exposta, o nascimento de uma virgem, a amamentação por animais...)? A validade da verificação “universalizante” deste tópico singular projeta ou induz ou mesmo implica a do padrão como um todo, a qual, todavia, não se verifica empiricamente?

Qual a consistência, em termos de historicidade (moderna versus antiga), de conceber-se a estruturação episódica do padrão segundo uma seqüencialidade linear que responde por uma idéia de cronologia biográfica da figura heróica?  Assim, a somatória compósita dos diversos relatos que narram fatos (míticos, lendários ou históricos) respeitantes a uma dada figura (referida pelo nome Édipo, por exemplo), supõe a eles subjacente uma concepção fundante de “vida ou biografia” por ordenação de seqüenciamento cronológico linear que aparece apenas fragmentaria e parcialmente memorizada naqueles distintos relatos, que assim se complementariam e suplementariam na memorização da “vida” do herói?

E estariam os relatos dos mitos, lendas e histórias das figuras heróicas supondo uma cronologia estruturadora do seqüenciamento das distintas etapas de temporalidade de vida ou existência das mesmas? Respondem tais relatos episódicos tópicos por nossas categorias de acontecimentos e de períodos?

Para a inferência indutora dos acontecimentos ou fatos típicos da “vida” do herói a partir dos diversos relatos que os documentam, a análise inevitavelmente opera por procedimentos redutores dos informes memorizados - quer obliterando especificidades diferenciadoras entre eles quer ignorando as distinções de óticas sobrepostas por que se narram diversamente os acontecimentos (sejam pelas falas dos diferentes sujeitos-personagens representados ou narrados sejam pelas memorizações dos distintos sujeitos-autores dos textos memorizantes em sua historicidades específicas) – antes assimilando, por supressão das diferenças, apenas os informes referenciadores de um suposto fato unívoco homogêneo?

Em termos mais gerais, os mitos, assim estruturados em conformidade com a tese do “arquétipo”, supõem estruturas psíquicas profundas, universais, panculturais, a-históricas (assim como a linguagem?), produtos de uma forma particular de pensar ou (des)organizar o tempo e o cosmo e ao mesmo tempo estruturas ordenadoras da matéria do pensamento (ver Mauss, Lévi-Strauss, Vernant...)? Ou, do contrário, são produtos da cultura também e mesmo em termos dos arcabouços que os sustentam e organizam? Há culturas sem mito? É possível falar em mito na (pós-)modernidade?

Outras interrogações procuram situar a problemática da categoria do heróico no âmbito das representações ideológicas das figuras institucionais de poder, consoante suas diversas dimensões históricas de memorização. O polo de reflexão inaugural respeita certamente à Antigüidade, quer Oriental quer Clássica. Todavia, não se restringe exclusivamente a ela, pelo que intenta-se ampliar a área da reflexão por outras temporalidades cujas representações acerca da questão do poder assumam configurações de similitude, quer concordantes quer dissonantes,  com os delineamentos da categoria do heróico na sua configuração histórica antiga.

 

3. Proposições e Atividades

A teleologia do presente projeto não postula, de princípio, nem a pretensão de asseverar ou corroborar a consistência epistemológica do padrão heróico (em o aperfeiçoando no sentido de superar as deficiências e insuficiências ainda vigentes em suas formulações atuais) nem de negar ou recusar sua validade investigativa. Pensamos orientar o desenvolvimento do mesmo realizando o percurso investigativo-analítico também no sentido inverso ao tramado pela epistemologia de constituição do padrão. Este partiu dos diversos textos memorizadores das histórias heróicas, reduziu suas diferenças e mesmo eliminou suas (alegadas) contradições, para alcançar no fim a estrutura padronizada da vida do herói. Desejamos, paralelamente, percorrer também o caminho de volta, partindo do cabedal hermenêutico dos padrões constituídos e retornar à leitura dos distintos textos memorizantes, apreciados pelas especificidades diferenciadas de suas singulares determinações históricas de memorização. Aos ensejos desse retorno hermenêutico, promover uma reflexão dialética de crítica mútua entre esses dois polos documentais (corpus de textos originais e cabedal de interpretações modernas). A priori, portanto, não vislumbramos eliminar informações, mas sim, antes, valorizar o tesouro que elas compõem ensejando um enriquecimento das múltiplas apreensões de sentidos que cada figura-nome heróico projeta pela multiplicidade de feitos e ações conexos de sua fama memorizante, especialmente voltado para o resgate da historicidade de cada precípua memória que os suporta historicamente.

Mesmo estando em contínua transformação, recebendo as cargas de informações e determinações próprias de cada contexto histórico, o culto de heróis desde sempre esteve investido de um caráter coletivo, ligado à veneração comunitária de certo ente sacralizado cujo poder protetor e propiciatório poderia atingir toda a comunidade cultora. O temor e reverência pelo espírito de mortos ilustres, assim como a expectativa pela permanência de poderes positivos – protetores ou purificadores –, movia parentes e vizinhos aos altares de mortos, celebrados, muitas vezes, como heróis, e sempre agregando comunidades. Este caráter comunitário permitiu aos cultos de heróis assumir posição central nos processos de reorganização da vida coletiva que levaram, na época arcaica, à emergência da polis (Snodgrass, 1980; Polignac, 1984; Whitley, 1986 e Alcock & Osborne, 1996).

Assim, pretendemos examinar o imaginário social e político relativo à figura do herói (em sua gama variada de apresentações: rei, guerreiro, sábio, mártir), como mito de sustentação de lideranças em plano político (ideologia do poder) e religioso (veneração e culto, messianismo, martírio, magia e sabedoria). Consoantemente alimentar a reflexão mais ampla sobre o mito do herói, operada no seio do humanismo contemporâneo, compreendendo as sociedades antigas e também sua recepção em plano trans-histórico.

Um dos primeiros passos do projeto visa justamente a constituir o corpus documental dos textos originais em traduções para a língua portuguesa, valendo-se quer de traduções já existentes quer de novas (ou dos textos faltantes ou de revisões críticas das atuais traduções). No mesmo sentido, pretendemos disponibilizar, também em traduções para a língua portuguesa, a leitura de excertos e passagens significativas das obras modernas que teorizaram a elaboração do padrão ou que as abordaram sinteticamente por reflexões críticas.

Um segundo passo almeja institucionalizar ensejos de reunião, interação e debate acadêmicos, em âmbito interdisciplinar por especialistas nacionais e internacionais, que reflitam a problemática do heróico através de congressos, seminários e cursos de periodicidade regular nos centros universitários articulados pelo Projeto (Universidade de São Paulo e Universidade Federal do Rio Grande do Sul).


[1] Mesmo tendo renegado a ascendência freudiana, Rank tornou-se uma referência na interpretação psicanalítica, onde encontraremos duas referências cruciais nas obras de Joseph Campbell (1973) e do helenista e mitógrafo, também de vertente junguiana, Karl Kerényi (e.g., 1995 e 1998).


Bibliografia

Heros

   em construção / under construction