Sobre o Projeto - Grupo de Pesquisa - Transcricoes - Contato - Arquivos - Comunidades - Links

Pagina Inicial

WEB-INFweb.xml

  • Data 13/07/2010
  • Estado Amapá
  • Cidade Bom Despacho
  • Regio
  • Conversas
    • Conversa com D. Umbelina do minuto 0:13:30 a 0:27:00
    • Conversa com D. Umbelina do minuto 0:40:30 a 0:49:59
    • Conversa com D. Umbelina do minuto 27:00 a 40:30
    • Conversa com D. Umbelina do minuto 0:00 a 13:30

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Baixar esta conversa
Conversa com D. Umbelina do minuto 0:13:30 a 0:27:00
Informante: D. Antónia

INFORMANTE 01
NOME: Umbelina
SEXO: F

INFORMANTE 02
NOME: ININTELIGÍVEL
SEXO: M

INF1: Que resgataram, né, que a Helena Barros começo falá lá, o pessoal foram... e, né,
descobrindo e que... que eles eram mesmo.
DOC1: Humhum.
INF1: Que tinham vindo num sei da onde. Só que eles sabiam, mas como a gente num... num tinha conhecimento, né, nós...
DOC1: É.
INF1: ...nós realmente num tinha conhecimento.
DOC1: É, e vocês que...
INF1: A gente num...
DOC1: ... são mais novos, essas histórias vocês nem ouviam mais...
INF1: ... num ouvia.
DOC1: ... né? Quando criança.
INF2: Num ouvia mais porque num falava.
INF1: Mas é que tinha pessoas que sabiam muito disso, mas a gente num conseguiu
perguntá que num tinha nem ideia...
DOC1: Hum...
INF1: ... né, que tinha um sinhô ali... um...
DOC1: Foi uma surpresa pra vocês...
INF1: Foi...
DOC: ... saber disso?
INF1: Foi.
INF2: Foi. É verdade, porque aí an... porque ante... ante disso eles quiseram té vendê
esse terreno ainda, aí foi por isso...
INF1: Pois é, foi descoberto mais através desse terreno...
INF2: ... foi por causa disso que foi descoberto...
INF1: ... que essa terra...
INF 2: ... que aí o meu...
INF 1: ...era do estado.
INF2: ...esse o irmão dela que é o meu cunhado, aí ele já começou já a
entra na... na... na... luta pa... por causo que, pra onde era que a gente ia, se vendesse
o... o... a... o terreno? Pra onde era que esse povo... esse povo iu? Que todo tempo ele...
ele luto por cau’dessa terra, meu cunhado.
DOC1: Humhum.
INF2: Ele... ele... ele de mandato de... da... da... da associação, ele foi presiden’da associação do mandato, num foi? Do mandato. Ele lutava todo tempo por isso ‘té que conseguiu, né, os documento dela.
DOC2: Mas quem ia vende a terra?
INF1: Era um pessoal num eram nem daqui...
INF2: É, era um pessoal que num era daqui.
INF1: ... de fora... que eles sabiam que a terra era do estado, né, que a gente num tinha
documento da terra.
DOC1: Queriam tomá essa terra...
INF2: É...
DOC1: ...de vocês?
INF2: ...queriam tomá. Aí por isso...
DOC1: Hum, entendi.
INF1: Foi assim que a gente foi descobrindo já...
DOC1: Humhum.
INF1: ...através desse...da terra, né, a gente foi lutando pá consegui pá vê se num tomava. E já através disso a gente...foi já descobrindo...
DOC2: Quer dizê...
INF1: ...que a gente era remane [INTERRUP]
DOC2: ... quer dizê que a terra, é do município de Tracuateua, essa terra aqui. É?
INF1: É.
INF2: É. Faz parte...é.
IINF1: Então fazia parte do estado.
DOC2: Então fazia parte do estado essa terra?
INF1: Era. Que não tinha documento.
DOC2: Mas vocês nunca tiverum documento nenhum daqui?
INF1: Tiveram. As pessoa mais antigo. Só que morreram, num sei, a gente num sabe o
que fizeram, né com o documento...
DOC2: Por exemplo, tu num tens o documento desse... desse espaço aqui, dessa tua terra aqui, tu num tens?
INF2: Não.
INF1: Não.
DOC2: Não?
INF1: É só um.
INF2: É só um documento da...da...comunidade...
DOC2: É um documento coletivo?
DOC1: Da comunidade...
INF2: ...é...é coletivo o documento.
DOC1: ...certo.
DOC2: Nenhum desses moradores tinha algum documento daqui...
INF1: Não. Só o...
DOC2: ... de terra?
INF1: ... [ININT] que ele conseguiu tira um antes da gente tira o...
DOC2: O coletivo?
INF2: É.
DOC1: Ah, certo.
INF1: É, ele conseguiu tirá um pra ele. Teve uns... um lá da frente, lá próximo lá da
estrada tirou uma outra parte, a gente fico só com o meio.
DOC1: Sim, entendi.
INF1: E num tirarum de toda porque num podiam, né, que ti... que era ocupada, onde num era ocupada eles conseguiram tirá.
INF2: E requererum, fizerum o requerimento ININT.
DOC2: Mas...
INF2: ININT
DOC2: ...mas e... mas ele num pagô nada por essa terra?
INF1: Esse... esse senhô?
DOC2: Esse senhô aí que tirô.
INF1: Pagou.
DOC2: Ele pagou?
INF1: Pagou.
DOC1: Comprou de quem já tava lá...
INF1: Não...
DOC2: Não.
INF1: ... ele pagou o documento...
DOC2: Ele pagou a documen...
INF1: ... pra ele e ficou com a terra.
INF2: ININT
DOC1: Ah... ah... sim... sim.
INF2: Que esse documen... esse... esse pedaço de terra aí... aí ele... ele num tinha... num
tinha moradô, nesse pedaço. Daí até agora ele vendeu p’um... p’um... p’u... p’um homem lá de Bragança. Aí ele num tinha... num tinha ninguém, aí ele morava em Belém, passô muitos tempo pa Belém. Ele morava aqui só que ele foi pa Belém e aí passô muitos tempo pra lá e sem ninguém... sem ninguém sabê aí ele mandô medi todinho, té o sub... té o... que é primo meu, é o sobrinho dele também... que esse home que vendeu é o meu tio...
DOC1: Humhum.
INF2: ...aí nós trabalhava aí na terra, só que num... ninguém num morava na terra, aí
trabalhava na terra, ninguém num morava. E aí ele mandô esse meu... meu primo
medi a terra. Meu primo pegava, pensando que ia sê luzido também, aí media a terra de
noite, pra ninguém sabê. Mediu a terra todinha aí deu pra ele, pa Belém, ele...fez o
documento todinho da terra, mandou o docu... fez o documento. Aí depois cum... quando o documento já tava pronto ele veio pra cá. Aí depois que veio pra cá passou parece que veio só mesmo só pá desdobrá e passou um ano e pouco aí, pegou e vendeu a terra, foi embora... deixou só num...esse que mediu ele deixou só num pedacinho... foi embora.
DOC2: [ININT] eu só não entendi uma coisa.
DOC1: Entendi.
DOC2: Se isso aqui é um documento coletivo, como é que ele vende terra aqui?
INF1: Ele já tinha... ele já tinha...
DOC2: Ah, ele já tinha?
INF2: Já tinha antes de sair... antes de...
DOC1: Ah, antes de sair ele... ININT
DOC2: Mas é... pois é.
DOC1: Ele já tinha.
INF1: Ele já tinha... é coletivo só essa parte aqui do meio.
DOC1: É.
INF2: Que é o do ININT
DOC2: É do meio?
INF1: É só aqui no meio, que tá vendido essa frente aqui e lá na frente de novo na beira
da estrada, tá vendido.
DOC2: Tá vendido?
INF2: É.
INF1: É... ININT...
DOC2: Então essas casas aqui...
INF1: ...ININT só aqui do meio...
DOC2: ...essas casas aqui, que tão construídas novas, é do... é do...
INF2: É do terreno...
DOC2: ...é do terreno...
INF2: ...do terreno...
DOC2: ... coletivo.
INF2: ...do coletivo, é, é verdade.
DOC2: Aquela casa que vai ali na dona Maria José é coletiva?
INF2: É.
INF1: É.
DOC2: ... da... da... do seu irmão?
INF2: É.
INF1: É.
INF2: Coletivo também.
DOC2: Também coletivo?
INF1: É...é só essa parte. Passando do rio não é mais, já é fora. Passando do rio aqui.
DOC2: Então, eles vieram fazê a medição do terreno até essa parte do rio?
INF1: Foi.
INF2: Foi.
DOC2: De lá pra cá, de lá num dá mais?
INF2: Porque antes... porque aqui tinha... morava gente e aí pra lá, num morava gente
também, e aí eles fizeram só da parte que tava desocupada, que num... o pessoal
trabalhava, mas num morava ninguém, aí eles quiseram medi...
INF1: Aí quando descobriram...
INF2: ... aí requererum pra eles. Quando eu...
INF1: ... o documento aí é que não pode fazer mais nada. Já tava resistrado no INCRA e tudo e...
DOC2: Então, saiu a certificação que a comunidade é remanescente de quilombos de... e
quilombolas Jurussaca.
INF2: É.
DOC2: Vocês estão tranquilos quanto a isso?
INF2: Agora tamo.
INF1: Estamos.
DOC2: Quer dizê, ninguém vai chega aqui e dizê: “Olha, pode vendê essa terra.”
INF2: É verdade.
DOC2: Não pode?
INF2: Num pode.
DOC2: Já está isso certificado...
INF2: É.
DOC2: ...inclusive pelo INCRA...
INF1: É.
DOC2: ...porque eu sei de um documento do INCRA que tá a certificação dessa terra aqui...
INF1: Pois é, ta certificado...
DOC2: ...certificado como comunidade quilombola.
INF1: Quilombolas, é.
DOC2: Então vocês estão tranqui... Agora, é... Umbelina, e essas cri...quan...desde quantos anos você trabalha nessa escola?
INF1: Desde quantos anos?
DOC2: Desde quando, aliás?
INF1: Eu trabalho...
DOC2: Porque você trabalhô em Bragança...
INF1: ... aqui desde...
DOC2: Hum...
INF1: ... 1983.
DOC2: Desde 83?
INF1: Desde 83.
DOC2: Que já era escola assim?
INF1: Não.
INF2: Ah, era a escola {o informante ri}
DOC2: Como é que ela era essa escola?
INF1: Era...
INF2: Escola...
INF1: ...a gente construía uma barraca de palha, né, {o informante ri} com palha.
Aí num tinha cadeira, na época, nada...
DOC2: De barro, né?
INF1: ... era de barro...
DOC2: De barro.
INF1: ... de barro.
DOC2: Hum...
INF1: Aí colocava umas tauba, né, pra sentá e outras pá colocá o caderno em cima {o
informante ri}.
DOC1: Ham-ham... sei...
INF1: É, né {o informante ri}. E aí a gente trabalhava assim.
DOC2: E esse material vinha da onde? Caderno?
INF1: A gente... caderno? Essa parte a gente comprava.
DOC2: Lápis, tudo?
INF1: Tudo. Tinha que comprá tudo.
DOC2: E agora?
INF1: Agora tá continuando assim...
DOC2: Eles compram?
INF1:... veio só até que algum uns dois anos, nem lembro qual foi o ano que veio, né, material, esse caderno. Agora não vem mais não, tem que comprá.
DOC2: E livro?
INF1: Livro vem.
DOC2: Vem?
INF1: Vem.
DOC2: O livro didático?
INF1: É.
DOC2: Vem pra você?
INF1: Vem.
DOC2: Nesse livro didático tem a questão colocada da lei, é...que fala que o currículo
tem que contê um conteúdo que discuta a história do negro na... no... no... no... na
disciplina história?
INF1: Se tem e se vem...
DOC2: Se vem? É...esse material?
INF1: Não.
DOC2: Não?
INF1: Não.
DOC2: Nenhum material vem? É isso mesmo? Você tá sabendo disso? Dessa lei?
INF1: Não.
DOC2: Não? Então... em algum tema... ta... você trata na escola sobre esse histórico
aqui? Ma...bem assim: “Hoje nós vamos trabalhar a história de Jurussaca.” Você trata isso na escola?
INF1: Não, não, não.
DOC2: Por quê?
INF1: Porque a gente ainda não se acostumou {o informante ri}, né, eu acho que é falta de costume. {O informante tosse}
DOC2: Mas não somos remanescentes quilombolas?
INF1: {o informante ri}Somos, mas...
DOC2: Isso não é... isso não é... não é discutido na escola?
INF1: Não... não... não, isso é pouco discutido.
DOC2: E que que cê acha disso?
INF1: Não sei...Eu acho que tem que sê, né, discutido.
DOC2: Tem que sê?
INF1: Tem que sê. Se a gente acaba deixando de lado, o trabalho é pouco, né...
DOC1: Deixa isso de lado, né?
INF1: É, a gente...
DOC1: ...acaba deixando.
INF1: ...acaba deixando.
DOC1: Hum.
INF1: É verdade. {o informante ri}
DOC2: Como é que é... e... a... e... e... os... e... os... e o movimento dessas crianças aqui,
como é que é, Umbelina? Como é que eles fi... como é que depois da escola, o que faz...
que essas crianças fazem?
INF1: Hum... que é que eles fazem? Eles ficam... a maior parte dos menino mesmo
ficam andando por aí, pela rua.
DOC2: E... e... e o restante dos pais, todos trabalham na... que que eles fazem, esses
pais?
INF1: Eles trabalham também na roça, alguns. Alguns ficam pela rua.
DOC2: E fazem o que?
INF1: Eles trabalham pouco, assim... num são não...de trabalhá assim, tê cuidado de tê
aquela roça que... pra sobrevivê. Tem pessoas que até se descuidam...tem pessoas que
nem têm roça aqui.
DOC2: Tem gente que mora aqui...
INF1: Aí tem aposentado na casa, né, e eles sobrevive deles.
DOC1: Ah, sim.
DOC2: Pois é.
INF1: ININT
DOC2: Você num trabalha né, eu ia perguntá. Agora, tem gente que trabalha fora daqui, da comunidade pra Tracuateua? E que mora aqui?
INF1: Não.
DOC2: Ninguém trabalha... que mora aqui ninguém trabalha em Tracuateua? Nem em
Bragança?
INF1: Não. Que mora aqui não.
DOC2: O que...é... essas criança... vocês têm a noção, você como professora...você tá...
você tem essa clareza mais assim. Esses pais, quando fala de...comunidade... quilombola... de descendência negra, como é que eles vê... como é que eles veem isso?
Eles têm essa noção? Como é que é isso, Umbelina?
INF1: Num sei ININT
DOC2: E aí?
INF1: Ixe... Eles são uma pessoa que num se preocupa, assim... quase que não... a
gente tá falando, se você faz uma reunião, tá falando, é só lá mesmo e pronto e acabou.
Eles são despreocupado mesmo...
DOC1: É só ali, né?
INF1: É só ali...
DOC1: Na hora...
INF1: ... enquanto tivé na reunião tá conversando, tudo bem. Depois...pronto...eles num são...
INF2: É pouca gente que dá o ouvido assim pra escutá uma coisa que tão discutindo
na...
INF1: É...ININT
INF2: ...na reunião... que as criança tudo participa da reunião do... dos quilombo porque
quase todo me... quase todo mês não, todo mês...
INF1: Todo mês tem.
INF2: ... tem reunião da... da associação.
DOC1: Ah, as crianças participam?
INF2: Participa todo mundo, o... a... os... o... as... os home, o... a... os menino, as
menina... todo mundo, os velho, todo mundo participa. Só que eles são assim que nem
nós tamo falando, são... num dão atenção assim p’as coisa que tá sendo discutido lá,
parece que lá a gente di... a... discute uma coisa lá mesmo acabô e pronto.
DOC1: Saiu de lá...
INF1: É...
DOC1: ...da reunião ININT
INF2: ...acabou-se, pra eles tudo tá bom.
DOC2: Mas Umbelina, eu vou ficá ba... eu vou ficá querendo te ININT batendo numa
tecla aqui.
INF1: {o informante ri}
DOC2: O que significa... porque... você mora numa comunidade remanescente de
quilombo...
INF1: Isso.
DOC2: Eles entendem o que é isso? Esse pessoal, esse pais, eles entendem a dimensão
disso?
INF2: Eles entendem.
DOC2: Eles entendem?
INF2: Eles entende.
DOC2: Eles entendem que são remanescentes de es...
INF2: São.
DOC2: ... de escravos?
INF1: Eles entendem.
DOC2: Entendem?
INF1: Só que... quando a gente acaba querendo fazê uma coisa pra resgatá mais...
DOC2: Sim, isso... resgatá.
INF1: ... eles já não se interessam por isso. É isso que eu digo que eles acabam num se
preocupando, né... {o informante ri}
DOC2: O que que eles falam, assim?
INF1: Não sei... se a gente quer resgatá alguma coisa como a gente já tentô e aí
refazê... a gente tenta fazê muita coisa aí pra vê se resgata às vezes a... até o jovem, né, a
gente quer fazê alguma coisa com os jovens, aí eles acabam desistindo... como a
capoeira, né, veio pr’aí...
DOC2: Sim.
INF1: ... começaram com uns vinte jovens, depois foram desistindo...
DOC1: Num vai adiante, né...
INF1: É... aí quer dizê, eu acho assim que a gente...tão ali por tá, quer dizê, num se
interessam mesmo. Aí no começo tá bom aí depois eles vão acabando desistindo, sei lá
{o informante ri}...e eu num sei...
DOC2: Uma empolgação inicial...
INF1: ...tem hora que a gente já nem sabe o que fazê mais.
DOC2: Inicialmente, né, começa aí eles: “Eh..dep...novidade”.
INF1: É. E isso depois rapidinho desaparece e aí pronto.
INF2: A gente, a vez... a gente, a vez eu tô aqui conversando com ela assim à boca da noite nós tamo acordado aí conversando, que tem muito menino aí já, que é tão...




FICHA TÉCNICA DA TRANSCRIÇÃO

COLETADO POR: Ednalvo Apóstolo Campos & Maria Célia Virgolino
TRANSCRITO POR: Bruna Laila Ferreira Fávero
EDITADO E MONITORADO POR: Vanessa Botasso Valentini
SUPERVISÃO TÉCNICA: Francisco João Lopes
COORDENADORAS: Prof. Dra Margarida Taddoni Petter & Prof. Dra Márcia Santos Duarte de Oliveira

Sobre o Projeto - Grupo de Pesquisa - Transcricoes - Contato - Arquivos - Comunidades - Links

Pagina Inicial