Conversa com Dona Maria José
- Data 13/07/2010
- Estado Amapá
- Cidade Milho Verde
- Regio
- Conversas
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:9:33 a 0:14:20
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:14:20 a 0:19:06
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:26:05 a 0:31:09 do vídeo 03
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:04:55 a 0:09:50 do video 05
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:19:06 a 0:23:53
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:04:21 a 0:08:43 do vídeo 03
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:17:24 a 0:21:45 do vídeo 03
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:21:45 a 0:26:05 do vídeo 03
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:33:36 a 0:38:23
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:08:43 a 0:13:04 do vídeo 03
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0: 38:23 a 0:42:10
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:13:04 a 0:17:24 do vídeo 03
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:00:00 a 0:04:55 do video 05
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0: 46:56 a 0:53:00
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:00: 0 a 0:04:46
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:04:46 a 0:09:33
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:00:00 a 0:04:21 do vídeo 03
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:42:10 a 0:46:56
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:23:53 a 0:29:40
- Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0: 29:40 a 0:33:36
- Conversas
Conversa com Dona Paré e Seu Vitorino do minuto 0:33:36 a 0:38:23
Informante: D. Antónia
INFORMANTE 1:
NOME: José Antônio do Carmo ("Seu Vitorino")
SEXO: M
IDADE: 63 anos
NATURAL DE: Belo Horizonte/MG
NIVEL DE ESCOLARIDADE: Não informado.
INFORMANTE 2:
NOME: Maria Aparecida da Silva Martins
SEXO: F
IDADE: 50 anos
NATURAL DE: Bom Despacho/MG
NIVEL DE ESCOLARIDADE: Não informado.
{INF2 ri}
INF1: tá ou num tá Dé?... as ocaia tá tudo bom...
CIRC1: p’a levá? pra levá?
INF2: ININT
INF1: eu não...
INF2: ham?
CIRC2: [As menina] também, né, [bonita], né.
INF1: As me... As menina... as menina vem aqui ó...
DOC: a [Eliane é linda] né.
INF1: Vem aqui ININT
CIRC1: p’a levá?
INF2: [gozando].
INF1: Oi, as menina vêm aqui ficá de cuxipa à noite.
INF2: Ai, Dé... Tá assim Dé?
INF1: Ó... ó... ó... que... ó... ó... que... A hora que ele fecha o conjolo...
INF2: ham...
INF1: As ocaia vem... cuxipa em cima da... do rodê...
INF2: Oh Dé... tá assim?
CIRC3: Quem é esse [bolado]?
INF 1: As menina num veio fazê cena aqui, elas vem ININT bastante...
CIRC3: ININT [robá a rosa] ININT
INF 1: ... depois eu vô ali é p’o conjolo do conena... entendeu?”
INF 2: ‘Ocê acaba aí que eu vô leva ‘ocê p’o seu conjolo, viu cuete?
INF1: Ah, num vai não...
INF2: Vô... eu prometi po sua... ocora lá.
INF1: ham... não. Num vô ININT um dia lá agora não... Júlia, seu pai tem dinheiro, fia? Ingura... Tem, Júlia?”
CIRC4: ININT
INF 2: ‘Tchô te ajudá...
CIRC5: Seu ININT
CIRC6: Oxe, ININT ele engasga.
INF 2: Ô Vitório...
INF1: ham?
INF2: ...eu vou levá ‘ocê, viu?
INF 1: Oi... Viriango veio? Na casa... na casa, no conjolo aí do cuete ali...
INF2: ham...
INF1: Que caxa um...
INF2: baseado... E aí?
INF1: É... o... e o cuete injirô co’ela aqui... no conjolo aqui, a ocaia viriango...
INF2: Hum...
INF1: Enfiô… a teta?
INF2: Hmm... [a luva.]
INF1: É. Enfiô dento da... da cuxipa dela.
INF2: Nossa senhora!
INF1: É...
INF2: Da ocainha ali?
INF1: É.
INF2: camonim?
INF1: É...
INF 2: hum... tá com o vidro?
INF1: [Juro.] a ocaia. Ma... ela arrespundia ela maiava ela...
DOC: nossa.
INF1: ...no rosto.
INF2: A... a soldado tava craçando droga na moça que chegô aqui...
DOC: Hum...
INF1: É e...
INF2: ... Pôs a luva e foi procurá ali...
INF1: Foi
DOC: Ah, tá.
INF1: Aí... Mandaro virá o janô pa ele ficá ININT e o janô ele tá vindo.
INF2: {INF2 ri} Ô Iara...
INF1: E eu daqui...
INF2: ININT vamo ‘bora?
INF1: ... E eu daqui com o ININT, né... “Vamo”. Falei: “oi... ó... sô viriango avura eu também... falei pro senhor?” Falei: “Ó, sô viriango avura. “Ai, mano, ININT, desculpe.” Falei: “Ó... não pode maiá a ocaiazinha aí não que o... a ocaiazinha é catita.”
INF 2: Ele falô p’o cara que ele era soldado tamém...
DOC: hum-hum
INF2: ... avura... que ele era INTERRUP.
DOC: que ININT
INF2: ... era...
INF 1: É...
INF 2: E o cara foi, acreditô ele falô {INF2 ri}
INF 1: “Ele pegô... eu falei: “Ó, não pode banhá na ocaiazinha aí não que a ocaiazinha é... é catita.”
INF 2: Num pode batê na menina, né.
DOC: É...
INF 1: É... de menor...
INF 2: Aí ele parô?
INF 1: É... ele falô: “o senhor num... me desculpa... eu falei: ININT
INF 2: “E achô o... o imbondo?
INF 1: Não. Ele revirô o janô dela p’um lado p’o ôtro...
INF2: Aí Dé... Ó {INF2 ri}
INF1: ... [depois foi no] cuxipa e...
INF2: Ai Dé...
DOC: Num achô nada.
INF2: ... que que cê tá caçando, ó? {INF2 ri}
INF1: Num achô nada não...
INF2: Ó aí [Ana Laura] o seu olho tá...
DOC: {DOC ri} Tá bom, né? [Fica meio apertado] o jantar... Mas é... Seu [Vitorino]...
INF1: Eles tiraro no cuete ocora ali... Vinte e cinco... espinho de porco...
INF2: Qual cuete?
INF1: Cuete ocora... Cuete ocora do sengue... Tirô... espinho de... bananêra... dele... cê entendeu? Vinte e cinco... no... no janô... caxaro dois...
INF2: Oua!
INF1: Eh... Ele tá com o... com o tinhambe... assim ó...
CIRC6: Oh, tio... ININT onde que o... o....
INF1: ... de espinho de bananêra… cê entendeu, né?”
INF2: ham... entendi...
INF1: Eles tava tudo... pro... matuaba, né, aí foi o... foi... foi ele... levantô o erpide dele... ININT [daqui] também caxa...
INF2: Entendeu, Iara?
INF1: [Aqui] também caxa...
INF2: caçando droga...
DOC: hum-hum
INF 1: Aí o...
INF 2: Vasculhô o cara de todo o jeito, lá...
{DOC ri}
INF1: Aí o cuete falô assim, né: “oh... faz assim não gente. Tô com o janô doeno.
{INF2 e DOC riem}
INF1: ININT
INF2: Mas foi ali no... no... conjolo no...?
INF1: No... não lá no... no conjolo do cuete lá no sengue.
INF2: Ah... tá
INF1: Não... na... é aonde tem gombê...
INF2: Hum
INF1: ... lá onde tem gombê... lá onde tem gombê... caxô nele [bastante] matuaba, e depois, [eles viero] de volta e caxaro nele dois... dois cangura...
INF 2: Hum...
INF1: Cê entendeu? Caxô com... eh... com [dois] ININT cangura...
CIRC6: Cê pode dá ININT?
INF1: foi no vizinho... caxaro cinco canambora, né... oi ININT
INF2: Catô dele?
INF1: Caxô... caxô dele dois... dele foi dois cangura...
INF2: Hum
INF1: ... dos vizinho era as canambora.
DOC: Hum
INF1: E fizero INTERRUP
INF2: O cara foi lá roubô, né...
DOC: É a... pegô...
INF2: É...
DOC: ...as galinhas.
INF1: É... Aí, injirô pro conjolo do... a... do cuete aí [chego] ele de matuaba e ...
CIRC6: Minha boca tá ardendo ui...
INF1: ... Foi fazê os canambora e...
INF2: ININT
INF1: “Não!... Pegaro as galinha, fizero as galinha e chego embaixo da...
INF2: ham...
INF1: ... matuaba.
INF2: desse cuete aí?
INF1: É... do cuete ocora... ocora apagô... lá o... o conjolo de fazê cureio... caxá undara... chama imbuete d’aqui... imbuete de INTERRUP
FICHA TÉCNICA DA TRANSCRIÇÃO
COLETADO POR: Margarida Taddoni Petter, Elisa Bordon e Vanessa Bottasso Vlentini
TRANSCRITO POR: Débora de F. R. Guisso
EDITADO E MONITORADO POR: Everton Machado
SUPERVISÃO TÉCNICA: Francisco João Lopes
COORDENADORAS: Prof. Dra Margarida Maria Taddoni Peter & Prof. Dra Márcia Santos Duarte de Oliveira