|
capa
números anteriores
busca
número atual
ISSN
1980-4016
|
|
|
Grande área: literatura - prosa
| :. A intersecção de gêneros discursivos na crônica de Fernando Bonassi |
| Isabel Gueselha de Almeida CASCELLI |
| |
O trabalho propõe uma abordagem congregadora entre a Análise do Discurso e a Teoria Semiótica. Assim, far-se-á uma análise interna do plano de conteúdo e de expressão e uma externa que insere o texto num contexto sócio-histórico. Busca-se a intersecção dos gêneros discursivos por meio do plano de expressão e volta-se o olhar para o aquém- e o além-texto. |
| :. Literatura negra sob a perspectiva semiótica: o dito e o não-dito |
| Silvia Regina Lorenso CASTRO |
| |
Para a semiótica, o texto é um todo de significação capaz de reunir, ainda que parcialmente, as condições contextuais de sua leitura. Seguindo essa orientação, esse capítulo procura depreender o processo de valorização temática e figurativa na construção de narrativas literárias produzidas por enunciadores criadores de uma poética chamada afro-brasileira. Integram essa poética algumas propostas literárias que se desenvolvem em diferentes percursos. Um desses percursos está indicado nas 27 edições dos Cadernos Negros, publicados pela organização Quilombhoje, em São Paulo. Com vistas ao trabalho de análise recorremos às concepções teóricas da semiótica greimasiana. Como aporte complementar, fazemos uso da proposta dos regimes de interação e estilos de vida, de Eric Landowski, com objetivo de esboçar uma tipologia da enunciação negra na literatura brasileira. |
| :. A retórica de Tapiiraiauara ou considerações para uma análise tensiva da alusão |
| Dilson Ferreira da CRUZ |
| |
Obter a adesão do interlocutor é o propósito de todo retórico e também do narrador de Tapiiraiauara, de Guimarães Rosa. À mão de linguagem, por equivalência de afetos, ele obtém seu intento. A semiótica tensiva auxilia a explicar sua ventura ao mostrar que a persuasão envolve, com freqüência, um jogo tensivo de ausências e presenças. |
| :. Esaú e Jacó ou o ser e o fazer |
| Dilson Ferreira da CRUZ |
| |
Em Esaú e Jacó, Machado de Assis faz uma notável reflexão sobre o ser e o fazer, a qual acaba por evidenciar a imperfeição que envolve todos, especialmente um dos atores centrais do romance: o Brasil. |
| :. Identidade e persuasão em Machado de Assis |
| Dilson Ferreira da CRUZ |
| |
Este trabalho procura realizar uma abordagem semiótica do conceito retórico de ethos, buscando mostrar sua relação com os valores assumidos pelo enunciador no contrato veridictório. Com esse objetivo, serão analisados alguns exemplos extraídos da obra de Machado de Assis, autor que faz da identidade um dos seus temas centrais. |
| :. O éthos na economia da teoria semiótica |
| Francisco Elias Simão MERÇON |
| |
Uma das vias de aproximação da retórica à semiótica é aquela que integra a noção de éthos na relação de manipulação entre os actantes narrativos e no processo de figurativização dos atores. Para ilustrar tal propósito, iremos nos valer de um trecho da novela A Metamorfose, do escritor Franz Kafkai. |
| :. Mecanismos de construção da polifonia na obra O jogador , de Dostoiévski |
| Danilo Chiovatto SERPA |
| |
Procuramos herdar a noção bakhtiniana de polifonia e descrevê-la semioticamente. Examinaremos mecanismos de construção do sentido do plano do conteúdo, a articulação destes com a forma do gênero, passando pelo percurso narrativo. Das relações imanentes do sentido, a polifonia será descrita. Serão feitos apontamentos sobre a sátira menipéia e a carnavalização. |
|
|
|