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:. vol. 5, n. 1

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ISSN
1980-4016

volume 5, número 1

junho de 2009


A P R E S E N T A Ç Ã O


2009 ficará registrado, na revista Estudos Semióticos, pela passagem do regime anual para a semestralidade, sob a direção de Francisco Elias Simão Merçon e Mariana Luz Pessoa de Barros. No momento em que duplica sua frequência de publicação, o periódico, mantendo suas orientações globais quanto ao tipo de material selecionado e a seu modo de ação no cenário da pesquisa, atravessa uma série de mudanças, ora mais, ora menos evidentes para o observador externo.

Como vem ocorrendo ao longo dos anos, a Comissão Editorial foi novamente reforçada pela incorporação de colegas que, de imediato, já trouxeram sua contribuição à avaliação dos artigos recebidos, seguindo o mesmo método da leitura de textos sem identificação de autoria, parâmetro fundamental para que se julguem, não os enunciadores, e sim os enunciados.

Paralelamente, o processo das revisões de texto após a aprovação dos artigos aperfeiçoou-se graças à intervenção de duas equipes que releram e corrigiram, coordenadas pelos novos editores responsáveis, tanto os artigos propriamente ditos quanto seus elementos paratextuais e, em especial, os resumos em português e em língua estrangeira. Com a repartição das tarefas, pudemos fazer um acompanhamento mais criterioso das diferentes etapas de preparação de texto e correção das provas.

Mas o leitor dos Estudos Semióticos notará, além disso, as mudanças na forma de apresentação dos artigos. Nesse quesito, é mais apropriado falar numa pequena revolução na revista. Quem quiser fazer uma ideia de qual é a diferença da água para o vinho, compare simplesmente o conjunto das características visuais de qualquer artigo dos números anteriores com um da presente edição. Tal evolução, que tem a assinatura de Francisco Merçon, não se fez da noite para o dia. Merçon repensou, de ponta a ponta, a forma de apresentação dos documentos publicados pela revista, conservando sempre em mente o compromisso entre a legibilidade prática de suas páginas e o prazer estético de quem as percorre. No que se refere à ferramentaria tecnológica, a troca do software proprietário MS Word pelo programa aberto LaTeX permitiu um salto qualitativo que se evidencia logo ao primeiro relance. Ninguém deve se iludir ao constatar a redução do número de páginas dos PDFs da presente edição, em cotejo com as edições precedentes: a extensão média dos trabalhos permanece a mesma. A redução em questão decorre naturalmente das novas disposições da tipografia e da diagramação global, a um só tempo mais racionais e mais belas. A fim de se conferir maior transparência ao processo editorial, foram acrescentadas, de resto, informações sobre as datas de recebimento e de aprovação para cada texto; quanto à data de publicação, corresponde, para todos os artigos, ao dia do fechamento deste número do periódico. Isso posto, continuamos antes de mais nada motivados, como sempre, pelo que têm a dizer os trabalhos reunidos.

Basta consultar rapidamente o sumário para notar os domínios de textos e práticas sociais sobre os quais incidem os artigos desta edição. Não se pode deixar de assinalar a proporção relativamente elevada de contribuições acerca da escola, do discurso didático-pedagógico ou da educação em geral. As artes visuais estão igualmente bem contempladas, tanto no que se refere à imagem fixa quanto à imagem em movimento. Outra presença constante no periódico, os trabalhos sobre textos literários, na atual edição mostrando um singular predomínio da prosa. A semiótica da canção, também habitual em nossas páginas, torna a comparecer em dois estudos cujas abordagens esclarecem aspectos complementares dos objetos focalizados. Vale salientar, enfim, que a reflexão crítica em torno das noções teóricas se deixa apreender, de uma forma ou de outra, nos escritos deste número e, com particular nitidez, no artigo de Adail Sobral sobre a epistemologia greimasiana em suas relações com a investigação linguística e fenomenológica.

Entre as evoluções recentes, é preciso mencionar, por último, a indexação internacional da revista no Directory of Open Access Journals, grande base de dados on-line que reúne periódicos acadêmicos do mundo todo. Para integrar o DOAJ, uma revista deve preencher certos requisitos, entre os quais a presença de uma comissão editorial, a explicitação das regras de apresentação das contribuições, o controle do material publicável por especialistas da área (processo de leitura anônima dos artigos), o acesso irrestrito e gratuito ao conjunto do conteúdo de cada número. Ao ser inserida nesse repertório, a revista reafirma sua vocação de veicular à comunidade em geral a pesquisa em curso nos estudos semióticos e nas áreas afins.

Agradecendo àqueles que estiveram conosco na elaboração de mais esta edição, desejamos a todos uma proveitosa leitura dos trabalhos aqui publicados, marcando novo encontro com os leitores para o próximo mês de novembro.


Ivã C. Lopes
Editor Adjunto