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A escrita do rébus e do anagrama em textos visuais
por Eduardo Peñuela Cañizal

Uma das formas escriturais que conferem ao texto fílmico peculiaridades poéticas provém de arranjos expressivos em que o rébus e o anagrama se manifestam de maneira explícita ou implícita. Na palestra trataremos de analisar essas singularidades no filme Cidadão Kane.

Docente da Pós-Graduação em Artes da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), o professor Eduardo Peñuela Cañizal é um dos principais semiólogos em atividade no país. Ao longo de várias décadas de atuação profissional, teve participação central em importantes realizações, tais como a fundação do Centro de Estudos Semióticos A. J. Greimas (Ribeirão Preto, 1973) e, na mesma época, a criação do periódico Significação - Revista Brasileira de Semiótica (série surgida em 1974, sendo portanto a mais longeva publicação da área de semiótica no país), do qual é atualmente o editor-chefe. 

Suas inúmeras publicações se distribuem em livros e revistas do Brasil e de outros países. Podem ser salientados, entre os livros que escreveu ou organizou: La Consagración del Instante (co-autoria com Edward Lopes, Instituto de Cultura Hispánica, USP, 1969); Duas Leituras Semióticas (São Paulo, Perspectiva, 1977); O Mito e sua Expressão na Literatura Hispano-Americana (co-autoria com Edward Lopes, São Paulo, Duas Cidades, 1982); Surrealismo. Rupturas Expressivas (São Paulo, Atual, 1986); Um Jato na Contramão. Buñuel no México (org., São Paulo, Perspectiva, 1993); Urdidura de Sigilos. Ensaios sobre o Cinema de Almodóvar (org., São Paulo, Annablume, 1996); O Olhar à Deriva. Mídia, Significação e Cultura (org., ao lado de Kati Caetano, São Paulo, Annablume, 2004). 


 

Sexta-feira, 28 de março de 2008
Novo horário do FAPS: das 09h00 às 10h30
Prédio de Letras USP, Sala 260