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Ritmo e oralidade na poesia brasileira
por Roberto Zular (DTLLC-FFLCH-USP)

A idéia da apresentação, menos que uma palestra, é trazer um pequeno mas significativo número de poemas que coloquem em questão o que fazemos quando analisamos o ritmo na poesia.
Partindo da noção básica de que toda análise do ritmo é uma interpretação, procuraremos pontuar como a leitura dos poemas ganha consistência quando atentamos para sua oralidade. Como propõe Henri Meschonnic, teórico que guiará nosso percurso, trata-se aqui de uma concepção do oral que não se confunde com a fala ou a escrita, mas funciona como um terceiro termo a desestabilizar essas noções.
 

 

Roberto Zular é professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH/USP. Doutorou-se em Literatura Francesa com a tese “No Limite do país fértil – os escritos de Paul Valéry entre 1894 e 1896”. É autor dos livros Escrever sobre escrever: uma introdução crítica à crítica genética, Dois ao cubo – alguma poesia francesa contemporânea e Criação em processo: ensaios de crítica genética (org.).


Sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Das 11h30 às 13h00
Prédio de Letras USP, sala 260