FAPS 29.04.2011

A semiótica como teoria gerativa

por Marcello Modesto (DL-FFLCH-USP)

Historicamente, adotando uma visão saussureana de Língua como um fato social, a Semiótica tem se preocupado em descrever como se constrói a significação de objetos linguísticos e não-linguísticos, mas não tem se preocupado com a produção desses objetos significantes. Entretanto, a teoria da significação é madura o suficiente para auxiliar na descrição das faculdades mentais dos seres humanos. Uma visão internalista da Semiótica contribuiria grandemente para o desenvolvimento de outras disciplinas como a psicologia, a ciência da cognição e a filosofia. Minha intenção, portanto, é demonstrar que essa visão internalista da teoria greimasiana é não só possível, como também provável. De um certo modo, a proposta é inescapável: as formas linguísticas, usadas para comunicação ou para introspecção, são sempre uma discursivização do pensamento. Dessa constatação inicial, podemos explorar questões muito complexas sobre a organização das faculdades mentais humanas, sua origem e desenvolvimento na espécie humana. Paralelamente, essa guinada teórica necessitaria uma melhor descrição da derivação (ou geração) das estruturas semióticas. O projeto é muito amplo e audacioso, portanto apenas algumas observações serão feitas acerca da sua utilidade, relevância e benefícios.

Marcello Modesto é doutor em sintaxe gerativa pela University of Southern California (USC) e pós-doutor pela University of California, Los Angeles (UCLA). Professor do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), trabalha sob a perspectiva Biolinguística inaugurada por Noam Chomsky atualmente representada pelo Programa Minimalista de sintaxe.

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Sexta-feira, 29 de abril de 2011.
Das 13h00 às 14h30.
Prédio de Letras USP, sala 261.

A palestra é aberta a todos os interessados. Não é necessário inscrever-se previamente.