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ARTIGOS
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Verbos
denominais parassintéticos com prefixo em-/en- no
Português do Brasil
BASSANI,
Indaiá de Santana
Dentre a classe geral dos Verbos
Denominais há uma subclasse
de formações parassintéticas formada por diversos
prefixos e sufixos. Dentre os parassintéticos, estão
aqueles iniciados pelo prefixo em-/en- que apresenta homofonia com
a preposição em que expressa, sobretudo, local e tempo
em português. A pergunta que se coloca, então, é se
esses prefixos carregam valores relacionais, ou seja, de preposição.
No presente artigo, são analisados quatro verbos parassintéticos
do português do Brasil iniciados pelo prefixo em-/en-: enfrentar,
enfeitiçar, engarrafar e engavetar. Com base na análise
de Hale & Keyser (2002) para estruturas location e locatum, concluímos
que três desses verbos configuram estruturas verbais complexas
nucleadas por uma preposição prefixal, que é responsável
pela projeção da estrutura argumental desses verbos.
Entretanto, o verbo enfrentar, que possui a mesma formação
com o prefixo em-/en-, não apresenta comportamento de estrutura
depreposicional. Para esse caso, uma outra análise deve
ser sugerida.
Palavras-chave: Morfologia; Sintaxe; Verbos Denominais; Parassíntese;
Estruturas Depreposicionais.
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A
canção e a cidade: um estudo discursivo sobre a metropolitana
da cidade de São Paulo na canção população
brasileira da primeiroa metade do séculoXX.
CARETTA, Álvaro Antônio
A partir das teorias dialógicas de Mikhail Bakhtin, propusemo-nos
a estudar o discurso da metropolização da cidade de São
Paulo na canção popular da primeira metade do século
XX e realizar uma descrição do gênero canção
popular urbana. Abordando as propostas do pensador russo, associadas às
de Dominique Maingueneau para a análise discursiva, observaremos
como o estabelecimento da cena de enunciação e a construção
do ethos nas canções manifestam um posicionamento discursivo
do enunciador frente à dicotomia entre o discurso progressista
e o discurso nostálgico. Para isso, torna-se imprescindível
conhecer as características discursivas do gênero canção
popular, empreitada que pretendemos realizar fundamentos nas teorias
de Bakhtin sobre os gêneros discursivos.
Palavras-chave: Análise do discurso, Canção popular,
Gêneros discursivos, São Paulo.
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As
estratégias de enunciação no universo infantil de Manoel de
Barros no conto“O menino que carregava água
na peneira”.
MAIA, Mara Jane Sousa
Este trabalho se propõe a analisar o texto “O
menino que carregava água na peneira”, inserido no livro “Exercícios
de ser criança”, do poeta mato-grossense Manoel de Barros.
Tentaremos compreender e descrever as estratégias de enunciação
dessa obra sincrética, apontando os recursos utilizados para
sua construção. E, por se tratar de um livro que caminha
para o estético, analisamos o texto sincrético enquanto
simulacro da experiência estética, percebendo quais os
elementos figurativos que oferecem recursos para essa apreensão.
Palavras-chave: sincretismo, figuratividade, enunciação,
tensividade, Manoel de Barros.
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A
marcação
diferencial de objeto no Hebraico.
MINUSSI, Rafael Dias
O objetivo deste trabalho é discutir a Marca de Diferencial
Objeto ‘et, também chamada de Caso acusativo em algumas
gramáticas. Entre as principais questões que discutiremos à luz
da Morfologia Distribuída (MD) (Cf. HALLE; MARANTZ (1993), MARANTZ
(1997) e HALLE (1997)) está a questão de que tipo de
contribuição semântica o ‘et traz para as
sentenças em que tal marca ocorre. Como resultado da análise
dos dados do hebraico em comparação com o Turco, e também
com Armênio (Cf. YEGHIAZARYAN (2005)), chegamos a algumas conclusões
parciais: (i) o hebraico não apresenta uma especificidade ancorada
no discurso e marcada pelo ‘et; (ii) o hebraico apresenta dois
tipos de partitivo: um formado com a partícula me e ligado com
o contexto precedente e outro formado com o Construct State e que não
está ligado com um contexto dado previamente e (iii) entre as
principais contribuições semânticas do ‘et
estão a marcação de aspecto acabado e a desambigüização
entre a leitura de indefinido e a leitura de definido em certos
tipos de Construct States.
Palavras-chave: Marcação Diferencial de Objeto, hebraico,
definitude, especificidade, Construct State.
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Adjetivos:
O domínio das escaladas em PB
QUADROS GOMES, Ana Paula
Examinando a modificação de adjetivos por “todo” e “muito”,
delineamos a organização do domínio das escalas
em PB. Adjetivos de Grau (AG) mapeiam seus argumentos a graus numa
escala. Escalas são graus ordenados ao longo de uma dimensão
ou propriedade. Para Kennedy & McNally (2005), modificadores de
grau (MGs) selecionam AGs segundo a estrutura da escala. Em inglês, “well” modifica
apenas AGs de escala fechada; “very”, apenas os de escala
aberta; e “much”, os de escala fechada no grau mínimo.
Os modificadores de grau do PB “muito” e “bem” modificam
qualquer AG. “Todo” é o mais seletivo: modifica
escalas fechadas no grau mínimo e escalas abertas sem unidade
de medida associada. Entretanto, esses fatos não minam a hipótese
de que as estruturas de escalas sejam universais. Defendemos que, se “muito” pode
modificar qualquer tipo de escala em PB, o sintagma resultante da modificação
(MG + AG) tem um só tipo de escala. A expressão “muito” +
AG exibe sempre escala aberta; “todo” + AG exibe sempre
escala fechada. Logo, a estrutura das escalas importa em PB tanto quanto
em inglês, embora se manifeste diferentemente.
Palavras-chave: escalas; adjetivos; modificadores de grau; “muito”; “todo”.
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Linguística,
Semiótica e tradução:
Apontamentos
PONDIAN, Juliana Di Fiori
O presente artigo investiga quais poderiam
ser as bases para entender os mecanismos tradutológicos a partir de princípios
da linguística estrutural, e como eles poderiam ser reformulados
no âmbito da teoria semiótica, a fim de observar os problemas
de realização e avaliação da atividade
de tradução. Para isso, observamos alguns dos postulados
teóricos inerentes à língua, via Saussure e Hjelmslev,
e outros que dizem respeito a fatores extralinguísticos, via
Coseriu, que estejam diretamente implicados na tradução
para, enfim, chegarmos à semiótica discursiva, domínio
que se mostra bastante fecundo para esse tipo de descrição.
Palavras-chave: sentido; tradução; semiótica
discursiva.
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Análise
semiótica do conto “Adão e Eva”,
de Machado de Assis
PROENÇA, Paulo Sérgio
de
Machado de Assis recria a narrativa
bíblica da queda,
com a qual estabelece um diálogo polêmico. Propõe-se
análise dos mecanismos de produção de sentido
utilizados e os efeitos que produzem, a partir das ferramentas da Semiótica
francesa, mais precisamente do percurso gerativo de sentido. A narrativa
se projeta no jogo de contrários e ambigüidades, característico
do autor carioca e provoca uma tensão inicial em relação à tradição
cristã. Parece que a Bíblia foi uma fonte, usada de forma
livre, para apoiar seu projeto literário.
Palavras-chave: Percurso gerativo de sentido; Machado de Assis;
Bíblia.
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Aspectualização
do ator da enunciação no discurso de divulgação
religiosa
RAMOS-SILVA, Sueli Maria
Este
trabalho tem como fundamentação teórica
a Semiótica Greimasiana de linha francesa e a Análise
do Discurso (AD) francesa. Tomamos para nosso estudo, de modo amplo,
a divulgação religiosa, a fim de identificarmos o éthos
característico desse discurso. O objetivo específico
deste trabalho é depreender mecanismos de construção
do sentido do gênero compêndio, presente no campo religioso
instrucional católico. A fim de determinamos como os textos
que materializam a divulgação religiosa alcançam
certa especificidade rítmica para que se defina a cena enunciativa,
estabelecemos como recorte textual a análise do capítulo
terceiro: “A vida de oração”, extraído
do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. A escolha
da problemática aqui proposta justifica-se também pelo
fato de que os conceitos ora escolhidos como determinantes dessa análise:
a noção de afeto, aspecto, ritmo e presença, encontrarem-se
longe de estar completamente definidos dentro da teoria semiótica.
Assim, com apoio nos estudos sobre presença de Fontanille e
Zilberberg (2001) e dos desenvolvimentos efetuados por Discini (2005a,
2005b), buscamos articular a noção de estilo à aspectualização
do ator da enunciação, a fim de procurarmos estabelecer
com mais profundidade as diretrizes dos mecanismos de construção
do sentido que constroem os enunciados caracterizados pelo discurso
de divulgação religiosa.
Palavras-Chave: divulgação religiosa; aspectualização
do ator da enunciação; ritmo; presença.
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