Outras Informações
Para a utilização da verba PROAP o Programa, que recebeu em 2010 a quantia de R$ 44.600,00, elabora um orçamento para utilização da referida verba, suprindo gastos com i) auxílio para desenvolvimento de estudos e pesquisa, ii) material de consumo, iii) passagem e despesas com locomoção, iv) serviços de terceiros pessoa jurídica, v) diárias, vi) auxílio. Recursos individuais são obtidos junto a instituições como o Ministério de Educação, Editoras, Escolas e IES particulares, além de algumas instituições internacionais que apóiam pontualmente alguma pesquisa. O Projeto história do português paulista (PHPP- Projeto caipira), projeto temático de equipe FAPESP (Proc. 06/55944-0), conta com duas salas informatizadas, como sede própria dentro do campus da USP, para a realização das tarefas dos pesquisadores envolvidos.
O Programa tem desenvolvido esforços no sentido de realizar um maior número de atividades de pesquisa envolvendo grupos de docentes e discentes. A maioria dos docentes está envolvida em Grupos de Pesquisa certificados pelo CNPq.
Conforme já mencionado na parte inicial desta proposta são os seguintes os 11 grupos de pesquisa cadastrados junto ao CNPq liderados por docentes permanentes do Programa:
GRAMÁTICAS: HISTÓRIA, DESCRIÇÃO E DISCURSO, liderado por Marli Quadros Leite. O Grupo conta com a participação de 4 docentes e 3 discentes do programa, além dos participantes externos.
GRUPO DE ESTUDOS DO DISCURSO – GEDUSP, liderado por Zilda Gaspar Oliveira de Aquino. Participam do GEDUSP os seguintes docentes do Programa: Sheila Vieira de Camargo Grillo, Elis de Almeida Cardoso, Manoel Luiz Gonçalves Correa, Beatriz Daruj Gil, Maria Inês Batista Campos, Maria Lúcia Victório de Oliveira Andrade, Luiz Antonio da Silva.
GRUPO DE ESTUDOS DE LÍNGUAS EM CONTATO – GELIC, liderado por Gabriel Antunes de Araújo. Participam do grupo os docentes permanentes Márcia Santos Duarte de Oliveira, Valdir Heitor Barzotto, Maria Helena da Nóbrega e Rosane de Sá Amado.
GRUPO DE ESTUDOS DE PORTUGUÊS PARA FALANTES DE OUTRAS LÍNGUAS – GEPFOL, liderado por Rosane de Sá Amado. Participam do grupo as docentes permanentes Beatriz Daruj Gil e Maria helena da Nóbrega.
GRUPO DE ESTUDOS DE RETÓRICA E ARGUMENTAÇÃO – GERAR, liderado por Lineide do Lago Salvador Mosca.
GRUPO DE MORFOLOGIA HISTÓRICA DO PORTUGUÊS – GMHP, liderado por Mário Eduardo Viaro. Participam do grupo as docentes permanentes Valéria Gil Condé e Elis de Almeida Cardoso.
OBSERVATÓRIO DE NEOLOGISMOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO, liderado por Ieda Maria Alves. Participa do grupo a docente permanente Mariângela de Araújo.
GRUPO DE PRÁTICAS E ESCRITA EM PORTUGUÊS LÍNGUA MATERNA, liderado por Manoel Luiz Gonçalves Correa. Participa do grupo a docente colaboradora Helena Nagamine Brandão.
GRUPO HISTÓRIA DO PORTUGUÊS PAULISTA – PHPP, liderado por Ataliba Teixeira de Castilho. Participam do grupo os docentes permanentes Marcelo Módolo, Maria Célia Pereira Lima Hernandes, Manoel Mourivaldo Santiago Almeida, Marilza de Oliveira, Manoel Mourivaldo Santiago Almeida, Maria Lúcia V.O. Andrade, Zilda Gaspar Aquino e as docentes colaboradoras Helena Nagamine Brandão e Ângela Rodrigues.
GRUPO MUDANÇA GRAMATICAL DO PORTUGUÊS - GRAMATICALIZAÇÃO (MGP-G), liderado por Maria Célia Pereira Lima Hernandes. Participam do grupo os docentes permanentes Ataliba Teixeira de Castilho e Patrícia de Jesus Carvalhinhos.
GRUPO EXPROSODIA – ANÁLISE AUTOMÁTICA DA ENTONAÇÃO NA FALA DE LÍNGUA PORTUGUESA, liderado por Waldemar Ferreira Netto. Participa do grupo a docente permanente Rosane de Sá Amado.
O Grupo Gramáticas: história, descrição e discurso visa a reunir pesquisadores interessados na pesquisa da gramática como um instrumento linguístico importante tanto à constituição quanto à divulgação (pela incorporação) de teorias linguísticas vigentes ao longo do tempo, ou em época determinadas. O ponto de partida e agregação dos trabalhos, portanto, é o objeto de estudo: a gramática. Cada pesquisador tratará esse objeto a partir de seus interesses científicos, estudando, assim, ou o discurso que a constitui, ou as teorias que a conformam, do ponto de vista sincrônico ou diacrônico. A cada ano, um tema deverá ser escolhido pelo grupo para o desenvolvimento da pesquisa.
O GT parte de perguntas, como as apresentadas a seguir, que conduzirão as pesquisas a serem realizadas:que teorias subjazem ao texto das gramáticas em cada período da história? quais as características das gramáticas em cada período histórico? qual a relação de diferentes teorias que regem as gramáticas, em cada período histórico, com a sua organização? qual a relação entre a elaboração das gramáticas e a construção de outros saberes em cada período histórico ? como a gramática se organiza discursivamente? como se desenvolve o tratamento de cada nível de análise linguística nas gramáticas? que relação há entre a teoria gramatical e os exemplos que integram as gramáticas? que importância pedagógica têm as gramáticas para o ensino de língua materna ou de línguas estrangeiras? como se organizam e que importância têm as gramáticas bilíngues para o ensino de línguas? que relação tem as gramáticas com o uso linguístico, a variação linguística e a normalização da língua?
O Grupo conta com a participação de 4 docentes e 3 discentes do programa e em 2010 desenvolveu as seguintes atividades:
- reuniões de discussão em presença e por videoconferência;
- seminário Internacional com Paris VII, realizado por videoconferências. Com apresentação de trabalhos por 4 membros do GT, dentre eles a docente permanente Marli Quadros Leite.;
- realização de convênio internacional com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
O Grupo de Estudos do Discurso – GEDUSP reúne professores e estudantes de todos os níveis (da Iniciação Científica ao Doutorado) que comungam o interesse pelo discurso ou texto, entendidos, em termos amplos, como a unidade de análise que considera a linguagem em uso. Seu objetivo central é a compreensão da produção de sentido pelos textos em condições determinadas. Articulado em torno de um objeto de estudo, o GEDUSP não se filia a uma abordagem teórica única, mas tem por princípio e finalidade o debate e a discussão entre diferentes correntes teóricas sobre o discurso ou texto. O grupo funciona por meio de reuniões periódicas de estudos, cursos de pós-graduação, simpósios, ciclos de palestras e publicações dos resultados de pesquisa. Participam do GEDUSP 08 docentes do programa e 61 discentes.
No ano de 2010, o GEDUSP promoveu com o apoio do Programa as seguintes atividades:
Conferências:
1) Letramento: mosaico multifacetado, Leda Verdiani Tfouni (USP-RP), financiamento: DLCV-USP;
2) Investigando questões de gênero (gender) sob a perspectiva da análise crítica do discurso, Viviane Heberle (UFSC), financiamento: DLCV-USP;
3) O Cruzeiro: formas de vida da mulher, Edna Maria Fernandes dos Santos Nascimento (UNESP/UNIFRAN/CNPq);
4) O estudo da compreensão nas interações faladas: fundamentos teóricos e metodológicos, José Gaston Hilgert (Mackenzie);
5) Comparaison et analyse de discours, Ute Heidemann (Université de Lausanne), financiamento PROCAD, Capes, PRP-USP;
6) Apports de l´analyse textuelle dês discours à l´analyse de discours, Jean-Michel Adam (Université de Lausanne), financiamento PROCAD, Capes, PRP – USP.
Debates de projetos de pesquisa de discentes do programa com a participação dos docentes convidados: Profª Drª Ana Lúcia Tinoco Cabral (UNICSUL), Profª Drª Mercedes Fátima de Canha Crescitelli (PUC - SP), Profª Drª Guaraciaba Micheletti (USP - UNICSUL).
O Grupo de Estudos de Línguas em Contato (GELIC) reúne pesquisadores docentes e discentes interessados na questão do contato linguístico. O Brasil e o mundo português oferecem um sem-fim de situações de contato históricas e atuais. Desta forma, os membros do GELIC se interessam por e desenvolvem estudos sobre: as línguas crioulas de base portuguesa, a língua portuguesa como L2 e língua estrangeira, a língua portuguesa popular em contato com as variedades consideradas 'cultas', a língua portuguesa de comunidades quilombolas, a língua portuguesa em contato com línguas indígenas brasileiras, a língua portuguesa em contato com línguas de imigrantes, a língua portuguesa em contato com línguas nas fronteiras, as línguas indígenas em contato com outras línguas indígenas, as línguas indígenas em contato com línguas de fronteira, o multilinguismo: português/línguas indígenas/línguas de imigrantes/línguas de fronteira, estudos históricos sobre o contato de línguas.
Participam do Gelic 4 docentes do programa e 16 discentes.
Em 2010, o GELIC promoveu as seguintes atividades com o apoio do Programa:
Conferências:
1) Contato de línguas: revisitando alguns conceitos, Prof. Dr. Hildo Honório do Couto (UnB);
2) Língua portuguesa e língua indígena em contato: relato de experiências das pesquisas com os Timbira, Profa. Dra. Rosane de Sá Amado (USP)
3) Instrumentos linguísticos e línguas crioulas, Prof. Dr. Gabriel Antunes de Araújo (USP)
4) Aspectos etnolinguísticos de comunidades quilombolas - Belém do Pará, Prof. Dra. Márcia Santos Duarte de Oliveira (USP)
5) Isto não é pra inglês ver: aulas de português na Universidade de Londres, Profa. Dra. Maria Helena da Nóbrega (USP)
Seminário Internacional do GELIC – USP
Conferências:
1)Harmonia vocálica nas línguas crioulas do Golfo da Guiné, Prof.Dr. Gabriel Antunes de Araújo (USP)
2) Bilinguismo e bilingualidade em situações de contatos linguísticos, Profa. Dra. Ana Cláudia Peters (UFJF)
3) Reconstrução fonológica, Prof. Dr. Valteir Martins (Universidade do Estado do Amazonas)
4) O Português Afro-brasileiro: Contato entre línguas e mudança linguística: o caso do português afro-brasileiro, Prof. Dr. Dante Luchessi (UFBA/CNPq)
5) O Português Afro-brasileiro: Contextos de uso de DPs nus no português afro-brasileiro. Resultados de aquisição do português em situação de contato?, Profa.Dra. Ilza Ribeiro (UFBA/CNPq)
Workshop: O português brasileiro em comunidades isoladas - Prof. Dr.Dante Lucchesi (UFBA/CNPq), Profa.Dra. Ilza Ribeiro (UFBA/CNPq), Profa. Dra. Márcia Santos Duarte de Oliveira (USP), Profa. Dra. Margarida Petter (USP)
O Grupo de Estudos de Português para Falantes de Outras Línguas (GE-PFOL) tem como principais objetivos inserir as atividades de ensino e pesquisa em PLE/PL2 desenvolvidas na FFLCH-USP na área mais ampla de aquisição e aprendizagem do português por falantes de outras línguas e sistematizar o conhecimento produzido pela área de português do Centro de Línguas a partir da prática de ensino de português como língua estrangeira (PLE) para estudantes de graduação e pós-graduação da USP. Dele participam pesquisadores universitários (professores e estudantes de graduação e pós-graduação), bem como professores de centros de línguas e escolas de idiomas. Em reuniões quinzenais, são discutidos temas relacionados ao estudo de textos teóricos, ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e à prática em sala de aula.
O GE-PFOL conta com a participação de 2 docentes e 13 discentes do Programa.
Em 2010, o GE-PFOL desenvolveu as seguintes atividades:
1.I EEPFOL – I Encontro de Estudos de Português para Falantes de Outras línguas, nos dias 18 e 19 de novembro de 2010. Participaram do evento os conferencistas: Prof. Dr. José Carlos Paes de Almeida Filho (UnB) e Profª Drª Matilde Scaramucci (Unicamp).
2. Conferências dos seguintes pesquisadores: "O ensino do português para falantes de outras línguas - contributo para o desenvolvimento de competências de escrita",“Para uma proposta de manual didático de português para falantes de outras línguas”, Profa. Dra. Maria Madalena Telles Teixeira (Instituto Politécnico de Santarém e Universidade de Lisboa, Portugal) e “Construção da competência comunicativa em Português Língua Estrangeira: algumas observações sobre o trabalho dos alunos e sobre a prática pedagógica”, “Ensino de Português Língua Estrangeira: Criação de módulos audiovisuais para utilização on-line”, Profa. Dra. Liliane Santos (Université de Lille-3, França).
Os eventos contaram com financiamento do DLCV- USP, e das Pró-Reitorias de Pesquisa e Extensão e de Pós-Graduação da USP.
É objetivo do Grupo GERAR propiciar reflexão sobre a importância da intervenção de fatores retórico-argumentativos nas atividades discursivas dos falantes, assim como apontar as contribuições trazidas pelas diversas abordagens das Teorias da Argumentação. O ponto de partida é a Retórica greco-latina, em sua continuidade nos estudos contemporâneos, com destaque para a Nova Retórica de procedência perelmaniana, num trabalho de reexame e expansão daquela que está à sua base. Cabe compreender e analisar a natureza, o âmbito e os procedimentos da argumentação nas variadas práticas discursivas em circulação na sociedade, em seus distintos universos. Para tanto, a base de sustentação teórica é de natureza sêmio-discursiva e enunciativo-pragmática. Como resultado, espera-se maior tomada de consciência em relação ao discurso e às estratégias que envolvem a sua produção/recepção, ou seja, a sua discursivização num sentido amplo. A consideração da situação discursiva como elemento determinante da produção de sentido, a preocupação com o público/auditório, a busca de adesão do interlocutor, a diminuição da distância e das diferenças entre os sujeitos por meio da argumentação/persuasão constituem os focos básicos dos estudos em andamento e de outros a GERAR.
O GERAR conta com a participação de um docente e 10 discentes do Programa e em 2010 promoveu as seguintes atividades:
Seminários de Pesquisa
1) Discurso Literomusical Brasileiro: conferencista convidado Prof. Dr. Marcos Napolitano (FFLCH/USP);
2) Perspectivas Dialógicas da Argumentação: Igor Sacramento (UFRJ/ECO), Profa Dra Maria Helena Cruz Pistori (PUC/SP)
Conferências:
1) Manipulação e Ajustamento: Dois regimes de Sentido e de Interação, Prof. Dr Eric Landowski (CNRS/Paris/ Sciences Politiques).
2) La web : Aproximación desde la Participación Política y formación de públicos activos, Profa Dra Neyla Graciela Pardo Abril, Universidade Nacional da Colômbia/Bogotá e presidente da ALED (Associação Latino-americana de Estudos do Discurso)
O Grupo de Morfologia Histórica do Português (GMHP) é um grupo interdisciplinar criado em 2005 e se tem dedicado aos estudos diacrônicos da flexão, derivação e composição da língua portuguesa. Entre alguns de seus objetivos, alguns já cumpridos estão: A catalogação das palavras derivadas por sufixação do português atual (fase concluída); O estabelecimento de critérios semânticos de classificação para definir os significados dos sufixos, separando, dessa forma, a palavra de étimo válido dos casos de homonímia e de falso étimo, bem como prevendo os fenômenos de convergência e divergência etimológica (fase concluída); A descrição de outros mecanismos de formação de palavra (prefixação, composição, derivação regressiva entre outros), bem como da flexão na língua portuguesa do ponto de vista diacrônico, associando-se produtividade, diacronia e polissemia; A compreensão das diferenças de produtividade no quadro da diversidade do português brasileiro bem como na variação da língua portuguesa em todos os países lusófonos; A análise da produtividade da língua portuguesa comparativamente com línguas neolatinas, sobretudo da Península Ibérica (análise da influência do latim vulgar, medieval e científico); A investigação dos empréstimos (sobretudo do francês e do inglês), bem como a transmissão do étimo, da palavra derivada ou dos seus componentes (sobretudo afixos) para demais línguas, românicas ou não; A datação com mais precisão de fenômenos e acepções de palavras, com base em corpora próprios.
Participam do GMHP 3 docentes do programa e 7 discentes. Em 2010, o grupo promoveu colóquios mensais com a participação dos docentes e discentes.
O Observatório de Neologismos do Português Brasileiro Contemporâneo, Projeto TermNeo, tem a finalidade de coletar, analisar e difundir aspectos da neologia geral e da neologia científica e técnica do português contemporâneo do Brasil. Cumpre ainda o objetivo de elaborar glossários e dicionários terminológicos em algumas das áreas estudadas. Paralelamente a esses objetivos principais, o Projeto TermNeo também procura:
contribuir para o desenvolvimento da pesquisa em Neologia no que concerne ao estudo: da formação de unidades lexicais neológicas; dos processos de formação mais usuais; dos elementos afixais (prefixos e sufixos) mais produtivos; da concorrência entre estrangeirismos e elementos vernáculos na evolução do léxico português;
contribuir para o desenvolvimento da pesquisa em Terminologia no que concerne a: estudo da neologia técnico-científica; elaboração de glossários e dicionários terminológicos; estabelecimento de critérios para a elaboração de definições terminológicas; estabelecimento de critérios para a elaboração de verbetes; estudo comparativo de corpus (de divulgação e especializado) quanto à observação da variação terminológica, da formação de termos metafóricos e do emprego de empréstimos; utilização de bases textuais para aplicações terminológicas.
Em 2010, o grupo que conta com a participação de 2 docentes e 12 discentes do programa, além dos participantes externos, promoveu as seguintes atividades:
VI COLÓQUIO – OS ESTUDOS LEXICAIS EM DIFERENTES PERSPECTIVAS
Conferências:
1) Questões teóricas e metodológicas das pesquisas terminológicas em interface com outras áreas do saber, Profa. Dra.Lídia Almeida Barros (UNESP)
2) Da conjuntura social portuguesa ao uso lexical - o caso dos estrangeirismos, Profa. Dra. Madalena Teixeira (Instituto Politécnico de Santarém, Portugal)
3) Aspectos cognitivos de marcadores linguísticos do léxico relativo ao espaço, Profa. Dra. Teresa Leal Pereira (UFBA)
Minicurso: Le sentiment néologique, Prof. Dr. Jean-François Sablayrolles (Université Paris XIII, França)
Debate: O papel do especialista em Terminologia: Profa. Dra.Nelly Carvalho (UFPE) e Prof. Dr. José Guilmar (USP-EEFE)
Seminários:
1) Créativité lexicale et évolution du lexique: deux réalités qui se recoupent sans se superposer et quelques conséquences de cette distinction, Prof. Dr. Jean-François Sablayrolles - Université Paris XIII, França
2) La néologie comme processus: distinction entre analyse morphologique et identification des matrices
3) Extraction des néologismes syntactico-sémantiques: une nécessaire clarification et l'apport du modèle des classes d'objets
4) Le sentiment néologique
Trabalhando na linha de pesquisa de ESTUDOS DE LINGUÍSTICA APLICADA DO PORTUGUÊS, o ponto de partida das atividades do Grupo de Práticas e Escrita em Português Língua Materna, iniciadas em 07/11/2003, são as teorias do letramento e a abordagem linguístico-discursiva de fatos da linguagem, em especial daqueles ligados à relação falado/escrito. No campo científico, atenta-se para as relações inter e transdisciplinares e priorizam-se, no campo linguístico, as contribuições da análise do discurso e da teoria da enunciação, sem que isso signifique desatenção às áreas que lidam com a descrição da língua. Tendo como foco principal, embora não exclusivo, o ensino-aprendizagem da escrita no nível universitário, as atividades do grupo apresentam duas características principais: (1) um caráter de formação do pesquisador, repercutindo: (a) na formação do leitor-pesquisador, pela confrontação de diferentes perspectivas localizáveis nos textos e/ou em discussões com especialistas em linguística e áreas afins; (b) na formação do pesquisador, pelo trabalho de escolha entre várias perspectivas teórico-metodológicas; (c) na formação do pesquisador cooperativo, consciente de que a produção de conhecimento envolve a presença do outro (sob a forma de conhecimentos produzidos em épocas anteriores, de conhecimentos buscados junto a informantes ou sob a forma da parceria propriamente dita, de que o próprio grupo de pesquisa é um exemplo); (d) na formação do pesquisador propositivo, entendido como aquele que busca, com base nos resultados obtidos, formas de intervenção na realidade que o circunda; (2) um caráter prático, com vistas a repercutir: (a) no ensino superior, em função dos resultados da análise de material produzido por alunos de nível universitário; (b) no ensino fundamental e médio, em função da inseparabilidade dos três níveis de ensino; (c) em diferentes demandas sociais em que o conhecimento técnico-científico sobre a linguagem seja relevante; (d) no posicionamento crítico dos diferentes profissionais da linguagem.
Participam do grupo 1 docente permanente, 1 colaborador e 8 discentes do Programa. Em 2010, além dos encontros quinzenais para discussão de textos teóricos. No segundo semestre, o grupo contou com a conferência da Profa. Dra. Adriana Fischer (Universidade do Minho – PT).
O Grupo História do Português Paulista (PHPP) integra um conjunto de pesquisas sobre a história do Português paulista, tendo por objetivo estudar a formação e a expansão de suas variedades, emparelhadamente com a formação da sociedade paulista. As seguintes áreas estruturam o PHPP: 1) Gramática e mudança linguística: a) Linguística funcionalista e mudança linguística: abordagem multissistêmica das preposições, conjunções e sentença; b) Linguística gerativa e mudança linguística: pronomes e preposições; sintaxe do falar caipira; c) comparação entre o falar caipira e o galego; 2) discurso e variação linguística: a) documentação e estudo do desenvolvimento do Português caipira e de sua difusão pelo território a partir do séc. XVI b) documentação e estudo da variedade culta do Português paulista; c) diacronia dos processos textuais e das tradições discursivas; 3) léxico e mudança fonológica: reconstrução lexical do Português paulista, antigo e estudo de sua mudança fonológica e morfológica. Este projeto é fruto de um largo amadurecimento da Linguística paulista, em sua busca de temas fundamentais para o conhecimento científico do Português do Estado de São Paulo e do país. Ele dialoga com estudos anteriores sobre o Português contemporâneo de São Paulo.
Financiado pela Fapesp, em 2010, o projeto contou com 61 pesquisadores dentre docentes e discentes de vários programas e instituições. Participaram do grupo em 2010, 8 docentes permanentes do programa, 2 docentes colaboradores e 20 discentes. Em 2010, os pesquisadores desenvolveram atividades organizadas sob a forma de grupos de pesquisa, a saber:
1. Sócio-história do português paulista, estudando a ocupação demográfica do território, a formação das variedades culta e popular, e a difusão da variedade popular em direção a Mato Grosso.
2. Mudança gramatical da variedade paulista do Português Brasileiro, do ângulo funcionalista-cognitivista e do ângulo gerativista, com ênfase nas classes de palavras e nas construções sintáticas.
3.Diacronia dos processos constitutivos do texto e a transformação dos gêneros discursivos, como uma nova frente de trabalhos na Linguística Histórica da Língua Portuguesa.
4.Reconstrução do léxico primordial do português paulista, estudando suas alterações fonológicas e morfológicas.
5.Organização e disponibilização do Corpus Diacrônico do Português Paulista, de forma a estimular novas pesquisas sobre essa variedade.
Os resultados das pesquisas são discutidas no interior dos grupos respectivos, e depois em seminários coletivos. Muitos dos temas são versados em dissertações de mestrado e teses de doutorado. Alguns dos seminários foram dirigidos por assessores do projeto: Profs. Drs. Augusto Soares da Silva, Ivo Castro e Clarinda Maia (Portugal), Wulf Oesterreicher e Johannes Kabatek (Alemanha). Foram realizados 11 seminários. Dentre as atividades de 2010, citam-se também:
1.Seminário orientado: O Português em tempos de Cabral. Profa. Dra. Clarinda Maia (Universidade de Coimbra)
2. Conferência: Nova Gramática do Português Brasileiro. Prof. Dr. Ataliba Teixeira de Castilho (USP)
3. I Workshop de Linguística de Corpus do PHPP. Organização: Prof. Dr. Marcelo Módolo. Professores convidados: Profa Dra Maria Clara Paixão de Sousa (USP), Prof. Dr. Fabio Kepler (IME) e Prof. Pablo Faria (Unicamp)
O grupo Mudança Gramatical do Português - Gramaticalização foi constituído a partir da reunião de estudantes interessados em repensar os axiomas linguísticos sob uma orientação de base funcionalista moderada. Durante as reuniões, promove-se o encontro de estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores interessados na compreensão das movimentações linguísticas em abordagens pancrônicas, tendo como foco primitivo a gramaticalização no português. Este grupo compõe-se de dois vieses de análise diferenciados pelo tipo de objeto que priorizam: a língua-produto e a língua-processo. O primeiro subgrupo analisa movimentações gramaticais (rotas de gramaticalização) e as implicações para a norma culta enquanto o segundo subgrupo busca identificar as rotas de gramaticalização subjacentes aos usos inovadores em consonância com os efeitos pragmáticos apreendidos em interações registradas entre falantes nativos e não-nativos do português.
Participam do grupo 3 docentes e 18 discentes do programa, além dos participantes externos.
Em 2010, o grupo desenvolveu as seguintes atividades:
Videoconferências: Projeto A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO
Encontro Anual do Grupo de Pesquisa Mudança Gramatical do Português – Boituva/2010
Financiamento: Grupo de Pesquisa Mudança Gramatical do Português - Gramaticalização
V Encontro Anual do Grupo de Pesquisa "Mudança Gramatical do Português – Gramaticalização"
Professores convidados e suas atividades:
Graciela Barrios (UDELAR), Luís Behares (UDELAR), Ataliba Castilho (USP/UNICAMP), Vânia Cristina Casseb-Galvão (UFG), Maria Rosa Petroni (UFMT), Madalena Teixeira (IP-Santarém), Elisete Mesquita (UFU), Paulo Osório (Un. Beira Interior), Madalena Teixeira (Instituto Politécnico de Santarém).
Financiamento: Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas/Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa.
O Grupo Exprosodia – Análise automática da fala de língua portuguesa formou-se com o propósito de discutir a entonação do PB a partir da premissa de que a entonação da fala poderia descrever-se tomando-se os princípios da análise musical. Dessa maneira, entende-se que FO é uma série temporal cujas componentes sujeitam-se individualmente à análise automática. Para essa análise automática desenvolveu-se o software ExProsodia, registrado no INPI pela USP (RS 08992-2) em 2010. O grupo apresenta cinco linhas de pesquisa, que são desenvolvidas por pesquisadores de níveis diversos: A entonação da fala e sua vinculação com tradições musicais; A entonação em textos narrativos memorizados; Aspectos da entoação da fala; História das comunidades falantes e percepção da prosódia. Todas as linhas de pesquisa, com exceção da última têm seu desenvolvimento realizado tanto pelo ponto de vista da produção, quanto da percepção da entoação.
No ano de 2010, realizou-se com o apoio do Programa, entre os dias 17, 18 e 19 de março, o II EPED, Encontro de Pós-Graduandos em Estudos Discursivos. O evento contou com a presença dos professores convidados Beth Brait e Sírio Possenti, além de outros professores da USP.




