Base de Termos da Economia

A terminologia da Economia tem sido estudada desde o início da criação do Projeto TermNeo. Os altos índices de inflação, as diferentes moedas e os vários planos de estabilização econômica por que tem passado o Brasil são responsáveis, dentre outros fatores, pelo emprego de uma terminologia bastante variada, muitas vezes efêmera, que reflete as mudanças econômicas que a sociedade brasileira vem sofrendo.

Por essas razões, foi elaborado o Glossário de Termos Neológicos da Economia (Cadernos de Terminologia 3, 2.ª ed., São Paulo: Humanitas, 2001, 267 p.), que reflete a neologia da terminologia econômica brasileira na década de 1990 e destina-se a leitores não especialistas, porém usuários das atividades econômicas. Nesse trabalho, o critério de consideração do caráter neológico dos termos foi a não inserção no Novo dicionário da língua portuguesa (2 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986), que, na época de elaboração do Glossário, era o dicionário de língua mais utilizado pelos brasileiros.

Os termos apresentados no Glossário estão registrados na Base de Termos da Economia, que apresenta termos dessa área do conhecimento desde 1991. Esses termos foram inicialmente coletados nas revistas Conjuntura Econômica, Exame e em cadernos de Economia dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo. Cada neologismo coletado é transcrito em uma ficha terminológica informatizada (programa Access da Microsoft), que contém os seguintes campos referentes ao termo-entrada: área e subárea; termo; sigla ou acrônimo; referências gramaticais; marca de ponderação (registro em dicionários); contexto(s); referências do(s) contexto(s); definição; observações linguísticas (tipo de formação do termo); observações complementares; dados fraseológicos; observações enciclopédicas; sinônimo(s); variante(s); data de registro; autor do registro. Os campos obrigatoriamente preenchidos são: área e subárea; termo; referências gramaticais; contexto(s); referências do(s) contexto(s); observações linguísticas; observações complementares; data de registro; autor do registro.

No decorrer da década de 2000, a Base de Termos da Economia continuou a ser alimentada, constituindo, hoje, um acervo de cerca de 9 000 termos, correspondentes a mais de 30 000 ocorrências.

Dando sequência ao trabalho de divulgação da terminologia da Economia iniciado com a publicação do Glossário, o Projeto TermNeo passa a disponibilizar, sob forma de verbete, termos da Economia coletados durante a década de 2000. Esses termos, que alimentam a Base de Termos da Economia, foram coletados na revista Exame, nos cadernos de Economia dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo, no jornal econômico Gazeta Mercantil e em sites governamentais e institucionais sobre Economia. Alguns desses termos já estão registrados em dicionários de língua e, pelo critério do filtro lexicográfico, não são mais considerados neológicos.

Os verbetes disponibilizados apresentam a seguinte estrutura: termo; referências gramaticais do termo (classe de palavra e gênero); sigla ou acrônimo, se houver; variante (Var.), se houver; definição; contexto(s); nota, se houver (geralmente de caráter enciclopédico, apresentando informações adicionais e não essenciais sobre o termo); sinônimo(s) (Sin.), se houver; remissiva(s) (Cf.), se houver (remetendo para um termo mais genérico ou relacionado).

Os termos sinonímicos apresentam definição apenas no verbete do termo mais frequente. Os demais apresentam um contexto ilustrativo e a indicação Ver, que remete para o sinônimo mais frequente
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Acesso ao Glossário
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