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Universidade de São Paulo 

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas 

Departamento de Sociologia

Curso de Pós-Graduação em Sociologia


 


 

Plural

Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia

 

 

Plural Plural, nº 1, 1º semestre de 1994
(esgotado)

Plural, nº 2, 1º semestre de 1995
(esgotado)

Plural, nº 3, 1º semestre  de 1996 
(esgotado)

Plural, nº 4, 1º semestre de 1997


 

Plural, nº 1, 1º semestre de 1994

Artigos

Fernando Afonso Salla  Os escritos de Alexis de Tocqueville e Gustave de Beaumont sobre a prisão: o problema da participação dos negócios privados
Resumo: O artigo apresenta algumas reflexões de Alexis de Tocqueville e Gustave de Beaumont sobre as formas de encarceramento, a partir principalmente da viagem que realizaram aos EUA na década de 30 do século passado. Ressalta as observações que estes autores fizeram quanto ao envolvimento de empresas privadas na prisão. São discutidos também os problemas que esta presença provoca e ao mesmo tempo as questões relativas às atribuições e competências de setores da esfera pública e da esfera privada. 
Palavras-chave: prisão - privatização - esfera pública - estado - empresas - encarceramento - condenados
 
Luís Antonio Francisco de Souza  Polícia, classe trabalhadora e delinqüência na Primeira República: um debate a ser refeito
Resumo: Procura-se nos limites desse artigo, abordar questões relativas à ação institucional em geral, e à policial, em particular, no que se refere à inserção dos trabalhadores recalcitrantes na esfera do trabalho. Agindo de forma seletiva, a polícia de São Paulo reprimiu com violência o movimento operário, ao mesmo em que procurava manter a população urbana sob vigilância administrativa. Nessa prática policial, pode-se discernir o gradual e constante processo de constituição daqueles indivíduos que, em sua biografia, registravam passagens policiais: os delinqüentes. 
Palavras-chave: polícia - polícia civil - violência - instituições de controle - Primeira República - trabalho - classe trabalhadora - delinqüência - crime - criminalidade
 
Antonio Ribeiro de Almeida Júnior   Corpo e autômato 
Resumo: A partir de distinções entre o pré-capitalismo e o capitalismo aceitas como existentes por autores de diferentes linhagens teóricas, o autor propões a existência também de uma ruptura na forma de constituição da subjetividade. Esta ruptura é investigada através do conceito de corpo formulado por Marx. O possível parentesco entre este conceito de corpo e o conceito de autômato também é pesquisado. 
Palavras-chave: corpo - autômato - subjetividade
 
Silene de Moraes Freire  Suportes ideológicos do corporativismo brasileiro
Resumo: O presente artigo, de caráter fundamentalmente teórico-interpretativo, tem como objetivo contribuir para a análise dos suportes ideológicos do corporativismo nesta latitude, focalizando a sua relação com o processo de consolidação do capitalismo no país. Busca evidenciar o caráter instrumental do pensamento político dos ideólogos autoritários na fase inaugurada em 1930. Discute a cultura política brasileira nos anos 30, ressaltando a forma específica do corporativismo no Brasil e a sua eficácia prática dentro do projeto político dos grupos dominantes. Tece análises relevantes sobre a relação do corporativismo com a consolidação da hegemonia burguesa industrial. 
Palavras-chave: cultura política - corporativismo - sindicalismo - pensamento político autoritário - “História das Idéias”- “Revolução de 30” - Revolução Burguesa no Brasil
 
Myriam Mitjavila Sobre a densidade social do mito: notas para uma leitura sociológica do tema
Resumo: O artigo tem por objetivo propor alguns parâmetros para a análise sociológica do mito nas sociedade contemporâneas. parte-se de uma breve revisão do tema no quadro atual das ciências sociais, identificando posteriormente suas potencialidades como espaço analítico relevante na elaboração de teoria sociológica. Nesse sentido, indagam-se as relações entre mito, história e espaço social e, por outro lado, as construções míticas como um tipo de conhecimento ou saber. O artigo conclui com algumas reflexões sobre orientações teórico-metodológicas para o desenvolvimento de pesquisas nesta área temática. 
Palavras-chave: mito - teoria sociológica - história - espaço social - conhecimento - saber - orientações teórico-metodológicas
 
Fátima de Paula  Tensões e ambigüidades em Walter Benjamin: a modernidade em questão 
Resumo: Este trabalho versa sobre o modo como Walter Benjamin pensa a questão da modernidade, sob a ótica das tensões e ambigüidades, atribuindo-lhe um caráter simultâneo de tempo do inferno, da catástrofe, e tempo da salvação. O autor analisado mostra-nos, na modernidade, a coexistência de pólos e categorias opostas, como violência x experiência, esquecimento x memória, flâneur x passante, embora aponte-nos o predomínio de determinadas categorias sobre outras. Nesse sentido, Benjamin analisa a modernidade sob o ponto de  vista da ambigüidade e da contradição, mostrando-nos o mundo moderno na sua dupla faceta: a que desumaniza o homem, tornando-o um autônomo, e a que aponta um caminho para sua re-humanização. A primeira parte do texto trata da tensão entre memória e esquecimento no mundo moderno, ressaltando as ambigüidades da perda da experiência e da aura. A segunda parte refere-se à tensão entre flâneur e passante, indivíduo e multidão, nas grandes cidades. 
Palavras-chave: Walter Benjamin - tensão - ambigüidade - modernidade - experiência - vivência - memória - esquecimento - aura - flâneur - passante
 

 

Tradução 

Antonio C. Freddo  Teoria crítica e análise organizacional, de John Forester 

Resenha 

Ana Maria Cristina Schindler  Uma sociologia do estranho 

 

Entrevista 

Francisco de Oliveira 

 
 
 

Plural, nº 2, 1º semestre de 1995

Artigos

Francisco R. Rudiger Historiografia e pós-modernismo em Paul Veyne
Resumo: Através da análise dos principais escritos de Paul Veyne, o artigo mostra como a preocupação pós-modernista com o conhecimento do cotidiano, contida na chamada epistemologia do senso comum, questiona diversos conceitos do ofício do historiador. Num segundo momento, sublinha-se criticamente os principais preconceitos presentes nessa perspectiva do ponto de vista metodológico.
Palavras-chave: Paul Veyne - pós-modernismo - conhecimento - história - senso comum
 
Kleber Prado Filho Controle social x subjetividade na genealogia do poder de Michel Foucault
Resumo: Este artigo pretende analisar as relações entre o conceito de controle social, tradicionalmente trabalhado pela sociologia, e a noção de produção da subjetividade, central à genealogia foucaultiana do poder. Apesar da aparente proximidade entre as duas idéias, elas operam em níveis teóricos muito diversos, que traduzem perspectivas bastante diferentes daquilo que se poderia entender por sociabilidade. Enquanto a sociologia opera usualmente no registro tradicional da repressão como forma básica de controle, a genealogia de M. Foucault rejeita a noção de repressão, operando numa perspectiva mais propriamente nietzchiana da produção dos sujeitos nas lutas e afrontamentos sociais cotidianos.
Palavras-chave: genealogia do poder - subjetividade - controle social - Michel Foucault.
 
Mário A. Eufrasio A formação da Escola Sociológica de Chicago
Resumo: As “escolas” ou tradições sociológicas, devido a sua complexidade, são difíceis de caracterizar, mas pode-se falar numa Escola Sociológica de Chicago, de que o artigo esboça as linhas gerais de desenvolvimento, constituindo um roteiro expositivo com indicação de leituras para o leitor interessado em aprofundar-se no tema. Caracterizam-se inicialmente o surgimento e as grandes fases da história da sociologia nos Estados Unidos. Indica-se o caráter inovador da Universidade de Chicago, criada em 1892, que se confirmou na criação de seu Departamento de Sociologia, o primeiro dos Estados Unidos a oferecer ensino de graduação e de pós-graduação associado a pesquisa em alto padrão e numa perspectiva de prestação de serviços à comunidade. Indiferenciado dos demais departamentos de sociologia do país durante suas primeiras duas décadas, após a  I Guerra Mundial o Departamento de Sociologia de Chicago assumiu uma posição de destaque. Indica-se o papel de Small, Vincent, Thomas, Park, Burgess e outros nesse desenvolvimento, que levou, nas circunstâncias da própria cidade, à afirmação e ao predomínio da Escola Sociológica de Chicago durante a terceira fase da sociologia americana, entre 1920 e 1935.
Palavras-chave: Sociologia Americana - Inícios da Sociologia nos Estados Unidos - Escola Sociológica de Chicago.
 
Roberto Tadeu Noritomi  Sociologia, literatura e a crítica dialética
Resumo: As análises sociológicas de forma geral têm abordado a obra literária ou como documento ilustrativo dos fatos ou como reflexo da infra-estrutura econômica. Partindo da discussão dos limites de tais abordagens, o presente texto percorre algumas alternativas da contribuição dialética, especificamente a de Adorno, para o estudo da literatura.
Palavras-chave: literatura - sociologia da literatura - dialética - crítica literária.
 
Tania Midori Yoshida Os alunos de ciências sociais na encruzilhada da ciência com a magia
Resumo: Esse artigo propõe uma reflexão sobre a orientação do curso de Ciências Sociais da USP, com base em uma pesquisa realizada em 1992, entre os alunos desse curso. O artigo apresenta um novo perfil dos alunos de Ciências Sociais, marcado, não pela militância política, mas pelo interesse por práticas mágico-religiosas.
Palavras-chave: Curso de Ciências Sociais - evasão - demanda - mercado de trabalho - valores.
 
Maria Helena Bueno Trigo Maria Antônia: um mito?
Resumo: O objetivo deste artigo é fazer uma reconstrução do espaço da Faculdade de Filosofia da USP quando funcionava na rua Maria Antonia, décadas de 50 e 60, tomando como base depoimentos (publicados) de alunos, depois professores, dessa instituição. O texto examina os códigos de sociabilidade praticados pelo grupo universitário e pretende, ainda, examinar os ritos instituídos, mostrando como essa reconstrução do passado deu origem a uma memória mítica.
Palavras-chave: Mito - Memória _ Reconstrução - Sociabilidade - Rituais - Identidade - Grupo Universitário - Faculdade de Filosofia.
 

 

Projeto de Pesquisa

José Jeremias de Oliveira Filho Teoria das explicações científicas, regras metodológicas e a metodologia das ciências sociais

 

Entrevista

Juan Félix Marteau A morte das penas, uma conversa com o abolicionista penal Louk Hulsman

 

Tradução

Aico Sipriano Nogueira e Joaquim Aguiar Duarte Movimentos sociais, de Joseph Huber

 
 

Resenha

Iris Kantor Minas colonial: na fronteira da história

 

Plural, nº 3, 1º semestre  de 1996

Artigos

Maria José de Rezende  A democracia em Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda
Resumo: Este artigo é uma reflexão sobre a problemática da democracia segundo dois importantes pensadores brasileiros: Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda. Buscou-se demonstrar os fundamentos de duas estratégias de análises distintas, as quais elaboraram, cada uma a seu modo, uma reavaliação da sociedade brasileira no que consiste aos seus padrões de domínio e de cultura.
Palavras-chave: Brasil - democracia - autoritarismo - raça - cultura - público - privado.
 
Plínio Freire Gomes A musa sem paradigmas
Resumo: Durante os anos 70, certos autores começaram a duvidar de seus modelos explicativos. Embora possa parecer algo circunscrito ao meio acadêmico, este fenômeno estava diretamente relacionado com muitos acontecimentos concretos no mundo real. A “crise dos paradigmas”, que já se tornou tão familiar para nós, era o complexo resultado de uma série de revoluções, movimentos políticos e instabilidades, bem como de inquietações muito pessoais. Dentre todas as humanidades, a História foi aquela que sofreu o seu impacto mais profundo. Com o declínio da teoria, nosso interesse está se deslocando dos problemas estruturais para o homem propriamente dito.
Palavras-chave: Crise dos paradigmas - epistemologia - marxismo - estrutura - pós-modernidade - narrativa.
 
Heloísa Rodrigues Fernandes Infância e modernidade: doença do olhar
Resumo: o artigo problematiza a invenção da modernidade que preconiza como lugar da infância a escola e analisa os vários processos que levaram a essa construção. Entre os inúmeros campos de saber que realimentaram essa invenção, observa mais atentamente a sociologia, especificamente as idéias de  Durkheim, que formula um dispositivo pedagógico autoritário ao converter as diferenças entre adultos e crianças em desigualdades. A autora percebe que atualmente desistiu-se da imagem idealizada da infância  e associa esse processo com a redução do campo político ao assistencial e sua degradação marcada pelas regras do jogo do mercado. Nesse movimento, a modernidade abriu mão também do projeto de uma transformação radical das relações sociais. A partir da obra de Lacan, pode-se pensar que a doença da modernidade seja a morte do desejo e a doença do olha do adulto levou-o a, ao mesmo tempo, idealizar e temer a criança-objeto.
Palavras-chave: infância - modernidade - escola - Durkheim - pedagogia - Lacan.
 
Alvaro G. Bianchi O que estava em jogo na greve dos petroleiros? Neoliberalismo e resistência operária no governo Fernando Henrique Cardoso
Resumo: A greve de 30 dias, realizada pela categoria petroleira em maio de 1995, foi tratada com extremo rigor pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. As refinarias foram ocupadas militarmente e o governo se recusou a negocias com os sindicatos. Para compreender esta atitude é preciso interpretar a relação existente entre os ajustes estruturais de caráter neoliberal e o movimento sindical. Para viabilizar tais ajustes, é necessário derrotar ou domesticar os sindicatos. Apesar dos petroleiros encerrarem seu movimento sem conquistarem suas reivindicações, o governo não conseguiu cumprir seus objetivos.
Palavras-chave: greve - sindicalismo - neoliberalismo.
 
Annie Dymetman  Memória crítica e crítica da memória
Resumo: O texto consiste na elaboração de algumas reflexões sobre o lugar da memória na contemporaneidade, seja como técnica de conhecimento, seja como forma de saber. Neste sentido, através de uma metodologia anacrônica, num movimento de vai-e-vem à multiplicidade de significações da memória no passado, a problematização do tempo vertiginosos da modernidade e do esgotamento do novo, possibilita a emergência das memórias inscritas no presente.
Palavras-chave: anacronismo - modernidade - arquivo - preservatório - memória crítica.
 
Maria da Conceição Quinteiro Contribuição para os estudos das relações entre os gêneros
Resumo: Na análise sociológica aqui proposta são contempladas, não só as especificidades dos contextos dos fenômenos sociais, como as normas e os valores estáveis que os amalgamam, pano de fundo das relações sociais. A concepção ainda vigente da inferioridade social feminina e superioridade social masculina, (apoiada no fato de que a mulher age com a “emoção” e o homem age com a “razão”), é o ponto primordial da relação dominação-subordinação entre os gêneros. Como a razão e a emoção são parte de uma mesma unidade e homens e mulheres são portadores de ambas, e como toda relação social é suscetível de crítica e questionamento dialógicos, a relação vigente entre os gêneros pode ser mudada. Como o espaço doméstico é comunicativo de caráter intersubjetivo é o locus da expressão da afetividade, da manifestação da crítica e das primeiras aprendizagens, portanto é o espaço onde pode ser iniciado o fim da relação dominação-subordinação entre os gêneros.
Palavras-chave: gêneros - subjetividade - emoção - razão - espaço doméstico.
 

 
Entrevista
Boaventura de Souza Santos As ruínas emergentes da modernidade e a pós-modernidade

 
Traduções
Anamaria Cristina Schindler  A organização da alma: Elias e Foucault sobre a disciplina e o eu, de Robert Van Krieken
Mário A. Eufrásio Sistemas de investigação e paradigmas

 
Resenha
Carolina Moreira Marques Cotidiano e sobrevivência: a vida do trabalhador pobre na Cidade de São Paulo

 

Plural, nº 4, 1º semestre de 1997

Artigos

 
Sérgio Adorno O social e a sociologia em uma era de incertezas
Resumo: O artigo aborda a contemporaneidade como contexto histórico no qual indagações sobre o presente, o passado e o futuro vêm sendo formuladas de modo específico. Persegue as ressonâncias destas indagações em diferentes campos da existência social como nos domínios da sociabilidade, da política e da cultura. Ao debruçar-se sobre essas ressonâncias, o autor indaga sobre os desafios e dilemas do pensar sociológico nesse momento histórico. Para desenvolver o tema, o autor explora tese defendida por Hannah Arendt segundo a qual a crise profunda em que acha mergulhado o mundo moderno resulta de lacunas entre o passado e o presente, manifesta pelo esfacelamento da tradição.
Palavras-chave: contemporaneidade - modernidade - tradição - sociabilidade - cultura - política.
 
Marina de Macedo Soares Nietzche e as artes da interpretação
Resumo: este artigo procura recuperar as contribuições que certos aspectos do pensamento de Friedrich Nietzsche podem trazer ao debate atual sobre a crise da modernidade e os problemas da interpretação.
Palavras-chave: Nietzsche - modernidade - relações sujeito-objeto - interpretação.
 
Flávia Schlling Marx e Foucault: um estudo sobre o papel da violência, das leis, do Estado e das normas na construção do operário disciplinado
Resumo: Trata-se de ensaio que apresenta uma leitura do Cap. XXIV do livro O Capital de Karl Marx, que tem como tema a chamada “acumulação primitiva” na formação do capitalismo. Deste texto recolhi as sugestões de Marx a respeito do papel da violência, da relação entre a violência, as leis e o Estado na construção desse “produto artificial da história moderna”, o operário assalariado. Prolongo a análise marxista sobre estas relações com as propostas de Foucault sobre o papel das disciplinas e das normas.
Palavras-chave: Marx - Foucault - violência - leis - Estado - acumulação primitiva - disciplina - normas - operário.
 
Valéria Sanches Ao encontro de Mnemosyne: reflexões sobre a morte na periferia de São Paulo
Resumo: A despeito das  transformações que vêm ocorrendo na sociedade contemporânea com relação às atitudes diante da morte, restringindo-se, cada vez mais, a um pequeno círculo de amigos e familiares, o presente artigo procura mostrar que, aos menos na periferia da cidade de são Paulo, a morte é um fenômeno vivido publicamente e compartilhado com um grande número de pessoas, contribuindo, assim, para o fortalecimento das relações sociais.
Palavras-chave: morte - periferia - sociabilidade.
 
Nilse Davanço Rizzi Visões do transe religioso
Resumo: O ponto de partida é o fenômeno do transe considerado num contexto ritual religioso, procurando, num primeiro momento, conceituar os diferentes tipos de transe, relacionando-os às religiões nas quais aparece. Num segundo momento, a preocupação é desvendar como o transe é visto pelas pessoas e quais opiniões elas têm a respeito. Neste sentido, buscamos resgatar a partir de quais religiões o transe está mais freqüentemente associado, quais manifestações estão identificadas a ele e como as pessoas vêem tais manifestações.
Palavras-chave: Religiosidade popular - transe - possessão - identificações - visões do fenômeno.
 
Wagner Venceslau Dias Redes de dominação e conflitos no campo: uma problematização da análise sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)
Resumo: O objetivo deste texto é adequar a noção de redes de dominação às formas de sujeição dos camponeses ao modo de organização política e social da estrutura fundiária no Brasil. Para isso, serão repassados aspectos de trabalhos de alguns pensadores destas realidades históricas, em suas mais diferentes formas, seguindo um percurso dentro da história brasileira, chegando à atual posição de luta pela terra e da chamada Reforma Agrária, proposta pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Portanto, pretende-se entender a rede que amarra ou disciplina as lutas sociais no campo, mesmo quando ela aparece de maneira mais moderna e eficaz; procurar-se-á evidenciar questões políticas postas em jogo, como as da mediação, partidarização e sindicalização do campo.
Palavras-chave: redes de dominação - paternalismo - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - conflitos rurais - movimentos camponeses - mediadores.
 
Juan Romero O moderno agricultor familiar no Uruguai 
Resumo: A modernização operada no Uruguai, constituída pela integração agro-industrial e pela formação de complexos agorindustriais, é uma imagem do que ocorreu nos países mais desenvolvidos na matéria. Devido às características no uso dos recursos básicos, é possível haver na agricultura diversas combinações de fatores de produção e diferentes formas de organização social, levam à formação de complexos culturais ligados à produção agrícola. As novas formas de produção agrícola dos atuais produtores familiares, adaptadas às dinâmicas condicionantes de processo de modernização, geraram um novo tipo de agente e de cultura produtiva no cenário da agricultura uruguaia. Essa nova organização e adaptação produtiva por parte dos agentes sociais da agricultura redimensiona seus problemas; sem eliminá-los, razão pela qual se torna necessário redefini-los.
Palavras-chave: sociologia rural - agricultura familiar - processos de modernização agrária - horticultura uruguaia.
 

 
 

Tradução

Samuel Titan  Junior Que é uma nação?, de Ernest Renan

 

Resenhas

Stélio A. Marras  (Des)Figurações - a vida cotidiana no imaginário onírico da Metrópole, de José de Souza Martins
Wagner Iglecias Teorias da Globalização, de Octávio Ianni

 

Entrevista

Peter H. Smith As relações Estados Unidos - América Latina

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