Políticas para povos indígenas isolados e de recente contato

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Docente responsável pelo evento
Eduardo Natalino dos Santos
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Sede do CEstA: Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia - Favo 8
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Descrição

Tanaru, ou o “Índio do Buraco” como era popularmente conhecido, foi o único sobrevivente de um dos massacres ocorridos nas décadas de 1980 e 1990 na Gleba Corumbiara, no sul do Estado de Rondônia. Após o derradeiro massacre de seu povo, em 1995, Tanaru viveu por 26 anos em uma ilha de floresta de 8 mil hectares rodeada por destruição até 2022, quando servidores da Funai encontraram seu corpo adornado na rede, dentro de sua palhoça. Durante esse período, Tanaru ocupou 53 locais distintos no interior da Terra Indígena. Sua história nos últimos anos de vida foi, portanto, uma história de fugas, esquivas e luta para viver livre em um cenário de privações. Na presente comunicação, pretendemos retomar o fio dessa trajetória por meio da descrição, do processo de colonização do sul de Rondônia, de um lado, e das violências sofridas por Tanaru em vida e em morte, de outro. A recusa de viver em um mundo compartilhado com os invasores e a ação persistente de manter um modo de vida ancestral circundado por uma paisagem de destruição traz consigo uma potente crítica do processo colonial. Vista da perspectiva de uma história de longa duração, essa ameaça progressiva à habitabilidade coloca a questão de qual o destino de um território de ocupação indígena imemorial quando o povo sofre um processo de genocídio. Essa é a questão principal que propomos discutir.

Amanda Villa - Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Antropologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é doutoranda em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, coordena o Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (Opi). Atua principalmente na região de Rondônia, com foco na temática dos povos indígenas em isolamento e de recente contato.

Fabio Ribeiro - É pós-doutorando no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP), doutor em Antropologia Social (PPGAS-USP, 2020), e atual Presidente do Observatório dos Direitos Humanos de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (Opi). Atua principalmente na região norte do Pará e tem como áreas de interesse a história, a etnologia e a arqueologia da Amazônia e das Guianas e os direitos humanos de povos indígenas isolados e de recente contato

Sugestão de leitura:
https://povosisolados.org/relatorio-tanaru-sobre-a-terra-onde-viveu-e-m…

Atividade presencial
Entrada gratuita, sujeita à limitação do espaço
Não há inscrições

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