Dez membros e ex-membros da FFLCH são finalistas do Prêmio Jabuti

Professor Augusto Massi, do Departamento Letras Clássicas e Vernáculas, é finalista na categoria de Literatura infantil
Por
Maria Fernanda Friano
Data de Publicação
Editoria

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Na última terça-feira, 14 de outubro, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou os finalistas do Prêmio Jabuti. Entre eles, estão dez membros e ex-membros da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, indicados em diferentes categorias. A cerimônia da 68ª edição do Prêmio Jabuti será no dia 27 de outubro na Sala São Paulo, contando com uma transmissão pelo canal de YouTube da CBL.

Entre as áreas da premiação, autores e tradutores da FFLCH são finalistas nos eixos de Literatura, Produção Editorial, Não Ficção e Inovação. Cada categoria possui cinco finalistas. Integrantes da FFLCH estão indicados nas categorias de Escritor Estreante, Infantil, Juvenil, Poesia, Tradução, Incentivo à Leitura e Artes. 

Augusto Massi, professor do Departamento Letras Clássicas e Vernáculas, concorre ao prêmio na categoria Infantil do Eixo Literatura com o livro Eletricista. Na categoria de Escritor Estreante - Romance, criada na 65ª edição do Prêmio Jabuti, a aluna do curso de Letras Mariana Lobato Botter é finalista com a obra Pitangas verdes. 

Na categoria Juvenil, Silvana Salerno, formada em Letras pela FFLCH, é finalista com Ana & Artur desvendam a China. Em Poesia, a obra Boris e Marina, de Alberto Martins, graduado em Letras, concorre ao prêmio.

No Eixo Eixo Produção Editorial, na categoria Tradução, são finalistas os doutores da FFLCH Zsuzsanna Spiry, Cecília Rosas, Lucas Simone e Juvino Alves Maia Junior. Zsuzsanna é doutora em Estudos da Tradução e concorre O retorno do Barão de Wenckheim. Cecília Rosas e Lucas Simone são doutores em Literatura e Cultura Russa e concorrem ao prêmio com Os irmãos Karamázov. Plotino Enéadas, traduzido pelo doutor em Letras Clássicas Juvino Alves Maia Junior, concorre na mesma categoria.

No Eixo Inovação Cartovivências nas periferias da cidade, de Ricardo Barbosa da Silva, disputa a categoria de Incentivo à Leitura - Projeto. Na categoria de Artes no Eixo Não Ficção, o organizador Tulio Custódio concorre com Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990.  

Sobre o Prêmio Jabuti

Criado em 1958, o Prêmio Jabuti é uma das maiores premiações literárias do Brasil e tem como objetivo ampliar o alcance da cultura literária nacional. As discussões para a criação do Prêmio foram lideradas pelo então presidente da CBL, Edgar Cavalheiro, e pelo secretário Mário da Silva Brito, juntamente com outros membros da diretoria que estavam interessados em reconhecer e premiar autores, ilustradores, livreiros, editoras e gráficas que se destacassem a cada ano.

 No final de 1959, no auditório da antiga sede da CBL, foi realizada a cerimônia do 1º Prêmio Jabuti, onde foram reconhecidos nomes como Jorge Amado, na categoria Romance, pela obra Gabriela, Cravo e Canela, e Isa Silveira Leal, na categoria Literatura Juvenil, pela obra Glorinha.

O nome do prêmio se refere ao contexto cultural e político da época, influenciado pelo modernismo e pelo nacionalismo, que valorizavam a cultura popular brasileira, suas raízes indígenas e africanas, assim como suas figuras míticas, símbolos ancestrais carregados de sabedoria e experiência de vida, transmitidos de geração em geração.

A nova 68ª edição do Prêmio Jabuti inaugura a categoria Incentivo à Leitura - Cultura Digital. Nesta edição, o Jabuti recebeu 4.675 obras e projetos inscritos em 22 categorias, enquanto a nova categoria reuniu 402 concorrentes válidos indicados pelo público.

Com informações de Prêmio Jabuti