Palestra: “A ressurreição do autor: os usos do pseudônimo na
obra de Elena Ferrante”, dia 4/3/26, às 14h (online)
Resumo: No famoso ensaio “A morte do autor”, Roland Barthes
anuncia o desaparecimento do autor, “figura moderna” que,
apesar de ter reinado soberana na literatura, na teoria e na crítica
desde pelo menos o século XVIII, teve sua morte proclamada por
Mallarmé, Proust, o Surrealismo, a linguística e… o próprio
Barthes. Meu objetivo, nesta fala, é refletir sobre como a escritora
italiana Elena Ferrante, ao utilizar um pseudônimo e ocultar sua
identidade biográfica, posiciona-se em relação ao conjunto de
obras literárias, produzidas nas três últimas décadas, com uma
clara vocação testemunhal, confessional e autobiográfica, que
buscam ressuscitar a figura do autor em sua relação identitária
com o escritor.