Seminário de Pós-doutorandos em Antropologia Social: Música, Cinema e Antropologia

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Docente responsável pelo evento
Rose Satiko Gitirana Hikiji
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LISA-USP: Rua do Anfiteatro, nº 181, favo/sala 10, Cidade Universitária, SP
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Descrição

Nos dias 19 e 20 de agosto de 2026, o LISA-USP sediará o Seminário de Pós-doutorandos em Antropologia Social: Música, Cinema e Antropologia. Organizado pelos grupos de pesquisa GRAVI e PAM, o objetivo do evento é divulgar as pesquisas em andamento dos/as pós-doutorandos/as em Antropologia Social da FFLCH/USP cujas temáticas envolvem "Música, Cinema e Antropologia", bem como fomentar o diálogo e o debate acadêmico em torno desses temas. O evento é gratuito e aberto ao público.

Programação:

19/08/2026 (Quarta-feira)
Mediação: Rose Satiko Gitirana Hikiji
14h - 18h: Música, Etnografia e Antropologia (Jorge Lampa, Rafael B. A. Norberto, Mateus de Oliveira e Gabriel Improta França)
18h: Roda de música

20/08/2026 (Quinta-feira)
Mediação: Vitória Grunvald
14h - 17h30: Audiovisual e Antropologia (Isabel Wittmann, Leandro Oliveira e Diego Pinheiro)
19h - 21h: IAs generativas e trabalho acadêmico (Isabel Wittmann, Rafael B. A. Norberto, Mateus de Oliveira e Leandro Oliveira)

PARTICIPANTES:

Diego Alano Pinheiro é antropólogo, pesquisador, documentarista e produtor cultural, natural de Santarém (PA). Doutor e mestre em Antropologia Social, desenvolve uma trajetória interdisciplinar entre antropologia, cinema, dramaturgia e cultura popular amazônica. Atualmente, é pós-doutorando em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Nova de Lisboa (NOVA), com financiamento da FAPESP (Processo nº 2023/06358-6), desenvolvendo pesquisa acerca do “Cinema Amazônida” sobre a produção cinematográfica da e na Amazônia, com ênfase nas relações entre antropologia visual, cinema, identidade e território. Foi pesquisador visitante na Universidad de Buenos Aires (UBA), em 2020, e atuou como docente no PARFOR/CAPES/UFOPA. Sua tese de doutorado, premiada pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA) em 2020 na categoria Antropologia e Direitos Humanos, investigou itinerários terapêuticos e mobilização social e política de vítimas de escalpelamento na Amazônia, resultando também em peça técnica para o Ministério da Saúde. No audiovisual, dirigiu e produziu obras documentais, etnográficas e ficcionais, como Minha Vida por um Fio, Encante e Erveiras: a cura vem das plantas, premiado no Festival Curta Xingu 2023. Interessa-se pelos temas Cinema, filme etnográfico, Corpo e Amazônia na intersecção com a Antropologia Social.

Gabriel Improta França é violonista, compositor e arranjador, lançou diversos álbuns solo e trabalhou com grandes artistas da música brasileira como Caetano Veloso e Roberto Carlos, Maria Bethânia, Gal Costa, Paulo Moura, Francis Hime e Jaques Morelenbaum. Improta França é mestre em Composição musical pela UNIRIO, estudou guitarra e improvisação no GIT, Musicians Institute, em Los Angeles, EUA, e se doutorou em Ciências Sociais, pela PUC-RJ/EHESS (França), com uma pesquisa voltada para a etnografia dos músicos de samba-jazz. Atualmente, Gabriel Improta é professor de Violão Popular na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO e realiza um estágio pós doutoral na Universidade de São Paulo, USP, na área de antropologia audiovisual com foco na prática de levadas ao violão.

Isabel Wittmann é antropóloga, pesquisadora e crítica de cinema. Atualmente pós-doutoranda em Antropologia-Social da Universidade de São Paulo (USP), com o projeto ''Fúria e Cromo: ciborguização e gênero na construção pós-humanista de Furiosa de George Miller'', com bolsa Capes PIPD. Doutora no mesmo programa em 2023 com tese intitulada ''Feminilidade Maquínicas: gênero, sexualidade e corpo de mulheres artificiais no cinema fantástico''. Realizou estágio doutoral em 2021 no curso Antropologia e Linguaggi dell'Immagine da Università degli Studi di Siena, com bolsa Capes por meio do Programa PRINT (Programa Institucional de Internacionalização). Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2008 e Mestra em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em 2016, com dissertação intitulada ''Corpo, Gênero e Identidade: experiências transgênero na cidade de Manaus'', na linha de pesquisa Cidade, Patrimônio e Práticas Culturais Urbanas, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). Criou em 2016 o projeto de crítica de cinema Feito por Elas, que visa analisar, discutir e divulgar as obras cinematográficas realizadas por mulheres. É membra da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) e votante internacional do prêmio Globo de Ouro. Trabalha de maneira interdisciplinar com antropologia do cinema, gênero e sexualidade.

Jorge Luiz Ribeiro de Vasconcelos (Jorge Lampa) é professor do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - CECULT/UFRB, com graduação em Música Popular (1993), mestrado em Artes (2002) e doutorado em Música (2010) pela UNICAMP. De 2020 a 2021 e no período atual (até fevereiro/2027), realizando pós-doutorado na FFLCH USP, vinculado ao LISA USP, com supervisão da Profa. Dra. Rose Hikiji. Como resultado dessa parceria realizou o filme Adó, Mestre dos Sons (2025), sobre o mestre de capoeira angola de Santo Amaro da Purificação de quem é discípulo. Educador musical, mantém uma carreira artística em que gosta de se apresentar como cantor, cantador, cantautor e cantator. Seu atual projeto de pesquisa intitula-se “Entre gungas e gungas: um estudo etnomusicológico de saberes musicais” e tem como tema os estudo de dois instrumentos musicais bastante diversos, que possuem a mesma denominação: o gunga (berimbau mestre da capoeira) e a gunga (chocalho de tornozelo dos maçambiques e moçambiques), suas práticas sonoras em seus contextos e suas rotas afrodiaspóricas. Integra a diretoria da ABET (Associação Brasileira de Etnomusicologia) como 2º secretário. Está vinculado aos grupos de pesquisa PAM – USP (Pesquisas em Antropologia Musical) e mesclas UFRB – Grupo de Pesquisa Memória, Espaço e Culturas.

Leandro Oliveira é antropólogo, músico e escritor. Graduado em Ciências Sociais pela PUC-Campinas (2010), mestre em Ciências Sociais pela UNESP (2013) e doutor em Sociologia pela UFSCar (2018), realiza atualmente pós-doutorado no Departamento de Antropologia da USP, com a pesquisa “Eduardo Coutinho: etnógrafo”, dedicada às relações entre cinema e etnografia. Com interesse nas relações entre artes visuais e sonoras, é trompetista, com passagem pelo Conservatório Estadual de Tatuí, e coproduziu o curta Cássia Eller Fashionista. Integra o GRAVI – Grupo de Antropologia Visual e o PAM – Pesquisas em Antropologia da Música. É autor do livro Real e de Viés e da tese Cinema de Favela: o real da ficção, a estética do político (prelo). Participou de projetos como Brasil-África: Histórias Cruzadas (UNESCO/MEC/UFSCar), Projeto Paidéia (FAPESP/UNESP) e junto ao NaMargem/UFSCar, além de ter sido editor da revista Cadernos de Campo (UNESP). Atua em formações no sistema S e em outros dispositivos culturais, bem como em programas educacionais como o MIPID/Campinas e o NEAB/UFSCar. Sua trajetória profissional inclui experiências como professor da rede pública estadual e servidor público em diferentes municípios, atuando desde 2022 na Secretaria de Administração da Prefeitura de Campinas. Recentemente, tem mobilizado o trânsito por diferentes campos de atuação ao seu interesse pelas relações entre arte, urbanismo e gestão da coisa pública, incorporando também a experiência cotidiana das instituições como uma dimensão possível da investigação etnográfica.

Mateus Marcilio de Oliveira é antropólogo, professor, pesquisador e músico natural de Itatiaia (RJ). Atualmente é pós-doutorando na Universidade de São Paulo (USP) com o projeto “Antes foi árvore: uma etnografia da via social da madeira na fabricação de instrumentos musicais” financiado pela FAPESP (Processo nº 2025/24509-7). Doutor e mestre pelo programa de pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (PPGAS/MN - UFRJ), desenvolve pesquisa nas áreas de antropologia do som e das práticas musicais, cultura material, estudos dos sentidos e ecologia política. Também atuou como pesquisador visitante no departamento de música da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY - Graduate Center) em 2019/2020. Sua tese de doutorado, intitulada “O Fazer dos Sons: Materialidade, Escuta e Valor no Regime de Fabricação de Instrumentos Musicais” versa sobre as implicações materiais, técnicas, sensoriais e sonológicas por detrás da fabricação de instrumentos musicais, tendo a escuta e o som como linha condutora principal. Está vinculado ao Núcleo de Estudos Fonográficos (NuSon/UFRJ), ao Grupo de Pesquisas em Antropologia Musical (PAM/USP) e ao Music and Sound Interest Group (MSIG/AAA).

Rafael Branquinho Abdala Norberto é natural da cidade de Ariquemes (RO), onde iniciou suas vivências musicais com a mãe e com o avô materno na infância, além de aulas particulares de piano, violão/guitarra e teoria musical ocidental; vivenciou, ainda, culturas musicais de rua como o Hip Hop/Rap e atuou como guitarrista na banda Os Químicos entre os anos de 2004 e 2006. Sua formação acadêmica contempla, em síntese: Bacharelado em Música (Violão) pela UEA (2010), com iniciação científica pelo PAIC (bolsista FAPEAM); Mestrado (2016) e doutorado (2020) em Música (Musicologia/Etnomusicologia) pela UFRGS, com período sanduíche como Visiting Researcher/Scholar na University of Georgia (EUA); bolsista CAPES no Brasil (Proex) e nos EUA (PDSE n. 47/2017). É pós-doutorando no Departamento de Antropologia da FFLCH/USP desde setembro de 2025, quando também se tornou pesquisador no/do grupo PAM – Pesquisas em Antropologia Musical, liderado por sua supervisora, Profa. Dra. Rose Satiko Gitirana Hikiji. Suas pesquisas e publicações se concentram, principalmente, nos fenômenos musicais amazonenses do Beiradão e do circuito do “Rap AM”, bem como, atualmente, em uma pesquisa de levantamento bibliográfico para mapeamento das produções sobre Hip Hop/Rap no Brasil. Atua, desde abril de 2022, como professor no curso de Licenciatura em Música da UFRR. É membro associado da ANPPOM, ABET, ABEM e do Coletivo de Etnomusicologia Negra. Integrou a diretoria da ABET, entre janeiro de 2022 e setembro de 2024, como editor da revista Música e Cultura, além de ter participado ativamente dos eventos dessas e de outras associações acadêmicas reconhecidas nacional e internacionalmente. É pesquisador nos Grupos de Pesquisa (CNPq): PAM/USP, CEN/UFBA, GEM/UFRGS, MusiCuir/UFRR e OREMUS/UFRR.

Local: Auditório do LISA, na Rua do Anfiteatro, nº 181, favo/sala 10, Cidade Universitária, SP
Evento sujeito à limitação do espaço
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