Autores negros da área de Antropologia é tema de curso na FFLCH

São oferecidas 70 vagas. As matrículas são totalmente gratuitas e estarão abertas de 13 de maio a 4 de junho, via on-line, pelo Sistema Apolo da USP
Por
Eliete Viana
Data de Publicação
Editoria

 

autores negros na Antropologia
Da esq. p/ dir., a partir de cima: Katherine Dunham, Lélia González; Joseph-Anténor Firmim; e Zora Neale Hurston - Montagem sobre fotos de divulgação 


Joseph-Anténor Firmim, Zora Neale Hurston, Katherine Dunham, Lélia González e Archie Mafeje. Em comum, além da etnia, esses autores negros têm o fato de suas obras terem contribuído com a história da Antropologia e das Ciências Sociais, mas ainda serem desconhecidas ou pouco estudadas nas disciplinas dos cursos universitários. Por isso, com o objetivo de apresentar uma introdução às obras destes autores, será realizado o curso de extensão Vozes negras na Antropologia, oferecido pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Totalmente gratuito, o curso oferece 70 vagas que são voltadas aos alunos de Ciências Sociais e aos interessados em geral também. As matrículas estarão abertas de 13 de maio a 4 de junho, ou enquanto houver vagas, via on-line, pelo Sistema Apolo da USP.

O ministrante é o pós-graduando Messias Moreira Basques Junior, sob a coordenação do professor Renato Sztutman, do Departamento de Antropologia da FFLCH. Basques Junior é graduado em Ciências Sociais pela FFLCH, tem mestrado pela Universidade Federal de são Carlos (UFSCar) e é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com a ementa, os autores selecionados para o curso se caracterizam por seus diferentes estilos, trajetórias e abordagens, mas compartilham o interesse por temas-chave das Ciências Sociais, tais como: a construção da raça enquanto categoria ficcional entre os séculos XVIII e XIX; o racismo e o surgimento de antropologias antirracistas; as comunidades negras e as diversas formas de ativismo político; os usos contemporâneos dos conceitos de classe, raça, gênero, etnicidade e negritude; o pensamento anticolonial e as críticas pan-africanistas; alteridade e identidade na diáspora; as políticas de ações afirmativas e o combate ao racismo institucional. 

Este conteúdo será abordado durante quatro aulas, realizadas de 4 a 25 de junho, às terças-feiras, das 14h às 17h, em um total de 12h, no Edifício de Filosofia e Ciências Sociais (em sala ainda a definir), localizado na Av. Luciano Gualberto, 315 – Cidade Universitária, São Paulo.

As matrículas para o curso Vozes negras na Antropologia são gratuitas e estarão abertas de 13 de maio a 4 de junho, ou enquanto houver vagas, apenas via on-line, pelo Sistema Apolo da USP.

Mais informações pelo telefone: (11) 3091-4645 ou e-mail: agenda@usp.br.