Nova edição de A montanha mágica traz posfácio de Marcus Mazzari sobre os embates ideológicos que moldam Hans Castorp

Professor da FFLCH analisa as “vozes ideológicas” que disputam a formação do protagonista do clássico de Thomas Mann
Por
Juliana Morais
Data de Publicação
Editoria

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A Editora Penguin Companhia lançou recentemente uma nova edição de A montanha mágica, obra de Thomas Mann publicada originalmente em 1924, agora acompanhada de posfácio por Marcus Vinicius Mazzari, professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. 
Intitulado Vozes ideológicas na formação de Hans Castorp, o texto analisa os embates intelectuais que atravessam o romance e influenciam a trajetória de seu protagonista. Ambientada em um sanatório nos Alpes suíços, a narrativa acompanha sete anos da vida de Hans Castorp, período marcado por intensos debates sobre ciência, política, religião e os rumos da modernidade europeia às vésperas da Primeira Guerra Mundial.
O posfácio aborda o confronto entre duas personagens centrais da obra: o italiano progressista Giuseppe Settembrini e Leo Naphta, judeu que, após fugir de um pogrom na Galícia — região que hoje corresponde ao sul da Polônia e ao oeste da Ucrânia —, torna-se jesuíta e defensor da ditadura do proletariado. Segundo a análise, é a partir dessas posições opostas que se configuram os embates ideológicos que moldam o percurso de Hans Castorp.
Mais de um século após sua publicação, A montanha mágica permanece como uma referência do chamado “romance de ideias”, gênero que se consolidou com a obra e cujas discussões seguem atuais e abertas a novas leituras.
O livro pode ser adquirido no site da Editora Companhia das Letras
Com informações do professor Marcus Vinicius Mazzari  e do site da Editora Companhia das Letras.