CEstA Dupla com Fernanda Aires Bombardi e Rafael de Almeida Lopes

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Docente responsável pelo evento
Eduardo Natalino dos Santos
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Sede do CEstA: Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia - Favo 8
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Descrição

CEstA Dupla com Fernanda Aires Bombardi e Rafael de Almeida Lopes
10/04/2026, às 17h30

Fernanda Aires Bombardi
Doutora em História Social pela USP e professora do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, atuando na cidade de Cametá. Tem experiência em América indígena colonial, focando no estudo das missões religiosas e redes comerciais indígenas de longa distância na Amazônia dos séculos XVII e XVIII.

Povos Tupi e Aruak na construção de redes comerciais indígenas no Médio e Alto Amazonas (Século XVII e XVIII)
Desde as primeiras crônicas que descreveram as sociedades indígenas amazônicas no século XVI, há farta referência sobre uma rica e diversificada produção de artefatos e gêneros alimentícios que percorriam os interiores amazônicos em redes de trocas regionalizadas. Ao longo do século XVII, com a crescente incorporação de produtos europeus, essas redes não apenas se expandiram, como também se complexificaram, transformando-se em um sistema indígena de circulação e trocas que era, ao mesmo tempo, multidirecional e de longa distância. Nessas redes, eram mobilizadas tanto produtos de origem indígena quanto manufaturas holandesas, espanholas e portuguesas, além de indígenas capturados em guerras interétnicas. Dessa forma, esta apresentação propõe mapear essas redes de circulação e analisar, de forma específica, o papel dos povos Tupi e Aruak em sua construção, articulação e dinamização, evidenciando seu protagonismo na conformação de territorializações complexas na Amazônia colonial.

Rafael de Almeida Lopes
É pós-doutorando em arqueologia pelo MAE-USP, doutor em arqueologia pela mesma instituição, mestre em arqueologia pela Universidade Federal de Sergipe e graduado em História pela FFLCH-USP. É pesquisador associado do Laboratório de Arqueologia dos Trópicos e do Grupo de Pesquisa de Arqueologia e Gestão do Patrimônio Cultural do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) em Tefé, onde desenvolve a maior parte de suas pesquisas. Estuda grupos ceramistas amazônicos, em especial dos produtores da cerâmica da Tradição Polícroma da Amazônia, e a História Indígena de longa duração da Amazônia durante o Holoceno Tardio e o período colonial.

Entre a história antiga amazônica e seu presente etnográfico: colonialismo e persistências nas trajetórias indígenas de longa duração do médio Solimões, Amazonas
Nesta apresentação, propõe-se um diálogo entre registros históricos e arqueológicos da Amazônia, focando na história indígena de longa duração do médio Solimões, especialmente no período associado às ocupações da Tradição Polícroma da Amazônia (TPA), que ultrapassa o período pré-colonial e colonial. Discuto como a integração entre fontes escritas e dados arqueológicos pode aprimorar a compreensão do colonialismo na região e, por outro lado, elucidar os momentos mais recentes da TPA. São expostos de forma sucinta os contextos, fontes, métodos e resultados da pesquisa, que, embora abranja até o início do século XX, prioriza os séculos XVI a XVIII. Por fim, reavalio a história e as periodizações da TPA e debato caminhos para ampliar o diálogo entre história, arqueologia e etnologia na Amazônia, com atenção especial à arqueologia do colonialismo.

Imagens do cartaz:
Museu Quai-Branly: coleção Constant Tastevin
Museu Fünf-Kontinente: coleção Spix e Martius
Índio Kambeba: In.: FERREIRA, 1971, vol. I, prancha 117

Atividade presencial
Entrada gratuita, sujeita à limitação do espaço
Não há inscrições

Sede do CEstA: Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia - Favo 8
Cidade Universitária, São Paulo-SP
www.cesta.fflch.usp.br
cesta@usp.br
Instagram: cestausp

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