Exposição sobre a obra de Osman Lins chega a Biblioteca Florestan Fernandes

Quadros foram produzidos por 12 artistas pernambucanos após leitura da obra de Osman Lins
Por
Maria Fernanda Friano
Data de Publicação
Editoria
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Imagem: Gabriela César / Serviço de Comunicação Social da FFLCH 

A Biblioteca Florestan Fernandes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP recebeu, a exposição Nove, novena, sinfonia de sinos e silêncios. A programação reúne palestras, exposição e momentos de debate sobre diferentes aspectos da produção literária de Osman Lins. O evento foi realizado de 15 a 17 de setembro, e a abertura do evento foi feita pela diretora técnica da Biblioteca, Adriana Cybele Ferrari, e a professora do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada, Sandra Nitrini.

Na abertura, Adriana Ferrari reforçou que é uma grande felicidade para a Biblioteca  receber novas exposições e ideias. “É uma biblioteca que realmente quer mudar, melhorar, aprimorar, ajudar as pessoas e esse acolhimento. Para mim, só é uma biblioteca se ela tiver um acolhimento para as pessoas”, explicou a diretora. 

A primeira mesa foi intitulada Da palavra ao traço: breve notícia sobre a gênese de O retábulo de Lins, com a professora da Universidade de Brasília, Elizabeth Hazin. Elizabeth conta que a ideia da exposição começou em 2008, quando ela começou um grupo de pesquisa e leram O recado de Santa Joana Carolina de Osman Lins. A partir da leitura surgiu a ideia de reproduzir os quadros que estavam na narrativa, a professora então reuniu um grupo de 12 artistas pernambucanos que se encontravam mensalmente para ler a obra. O processo de produção durou dois anos.

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Imagem: Gabriela César / Serviço de Comunicação Social da FFLCH 

“Eu diria que a primeira regra do projeto foi ter uma mistura de restrição e liberdade. Restrição na medida em que cada um tinha que se ater ao seu quadro, e liberdade porque a ideia também era que eles criassem algo novo. Eles tentaram criar alguma coisa original, trazendo elementos advindos da própria leitura do texto”, contou a professora. Após a mesa, as palestrantes realizaram uma visita monitorada à exposição.

“Eu diria que a primeira regra do projeto foi ter uma mistura de restrição e liberdade. Restrição na medida em que cada um tinha que se ater ao seu quadro, e liberdade porque a ideia também era que eles criassem algo novo. Eles tentaram criar alguma coisa original, trazendo elementos advindos da própria leitura do texto”, contou a professora. Após a mesa, as palestrantes realizaram uma visita monitorada à exposição.

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Imagem: Gabriela César / Serviço de Comunicação Social da FFLCH 

A programação seguiu nos dias 16 e 17 de setembro, com palestras e discussões sobre diferentes aspectos da obra de Osman Lins. No dia 16, a programação contou com a palestra da professora Elizabeth Hazin, que abordou a relação entre o texto de Osman Lins e as artes plásticas. Em seguida, a professora Sandra Nitrini falou sobre a poética e as obras Os gestos e Nove, novena. 

No último dia do evento, o escritor Hugo Almeida falou sobre Nove, novena, seguido pela palestra do professor Everton Lins, que apresentou uma experiência de ensino da obra de Osman Lins no ensino básico. A programação terminou com um encontro sobre a produção literária do autor.