Semana da Consciência Negra na FFLCH debate cultura, trabalho e educação

As discussões serão realizadas nos dias 18, 19 e 21 de novembro, das 18h às 19h30, no Auditório Milton Santos
Por
Eliete Viana
Data de Publicação

 


*Matéria atualizada em 18/11/2019, às 15h10

 

consciência
Dentro da FFLCH, a temática negra é bastante abordada, seja em suas pesquisas e nos cursos de extensão oferecidos, como nas discussões sobre a implantação de políticas de ações afirmativas nos programas de Pós-Graduação da Faculdade, por exemplo - Foto: Divulgação


O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, próxima quarta-feira. Para marcar esta data, a Comissão de Cultura e Extensão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP realiza a Semana da Consciência Negra na FFLCH, com uma série de debates sobre a situação da população negra no País, abordando as áreas de cultura, trabalho e educação.

O evento tem a participação de alunos, ex-alunos da FFLCH, assim como de docentes da FFLCH e de outras universidades, além de pesquisadores e militantes da causa negra em geral, com o intuito de apresentar uma diversidade de visões e informações.  

Confira, abaixo, a programação dos debates, com as temáticas abordadas e os participantes:

18 de novembro (Arte e Negritude)
-Profa. Dra. Luciana Xavier de Oliveira – Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do ABC (UFABC)
-Luiz Antonio Nascimento Cardoso (Mestre Pinguim) – Mestre de Capoeira, integrante do Núcleo de Extensão e Cultura em Artes Afro-Brasileiras, Departamento de Antropologia/FFLCH   
-Thiago Mendes – fundador e diretor do Núcleo de Extensão e Cultura em Artes Afro-Brasileiras, Departamento de Antropologia/FFLCH     
-Eliany Funary – fundadora e diretora do Núcleo de Extensão e Cultura em Artes Afro-Brasileiras, Departamento de Antropologia/FFLCH

19 de novembro (A escravidão acabou?)
-Preta-Rara (Joyce Fernandes) – historiadora e escritora, autora do livro Eu, empregada doméstica
-Profa. Dra. Lorena Féres da Silva Telles – historiadora e ex-aluna do curso de pós-graduação em História Social (Departamento de História/FFLCH), autora do livro Libertas entre sobrados: mulheres negras e trabalho doméstico em São Paulo (1880-1920)
-Prof. Dr. Rafael de Bivar Marquese – Departamento de História/FFLCH

21 de novembro (Educação para tod@s?)
-Profa. Dra. Mona Mohamad Hawi – presidente da Comissão de Graduação/FFLCH
-Ricardo Freitas de Almeida – graduando em Geografia, Departamento de Geografia/FFLCH
-MSc. Lourival Aguiar Teixeira Custódio – doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), Departamento de Antropologia/FFLCH

Em todos os dias, as mesas de debate serão realizadas das 18h às 19h30 (um horário em que as apresentações podem ser acompanhadas tanto pelos alunos que estudam no período vespertino quanto pelos do noturno), no Auditório Milton Santos do Edifício Eurípedes Simões de Paula (Geografia e História), localizado na Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Cidade Universitária, São Paulo.

A participação no evento Semana da Consciência Negra na FFLCH é gratuita, aberta à comunidade universitária e à sociedade em geral, sem necessidade de inscrição.

Mais informações pelo telefone: 3091-4645 ou por e-mail: agenda@usp.br.

Temática negra: pós-graduação, pesquisas e cursos  

Dentro da FFLCH, a temática negra é bastante abordada, seja em suas pesquisas e nos cursos de extensão oferecidos, como nas discussões sobre a implantação de políticas de ações afirmativas nos programas de Pós-Graduação da Faculdade, por exemplo.

Desde o processo seletivo para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado no ano de 2019, realizado no segundo semestre de 2018, os programas das áreas de Ciência Política e Sociologia implantaram uma política de ações afirmativas para candidatos que se autodeclararem pretos, pardos e indígenas (PPI). No programa de Antropologia Social, as políticas foram implantadas em 2017, no qual há dois editais: um destinado à ampla concorrência, no qual também há uma reserva de vagas para candidatos autodeclarados pretos e pardos e com deficiência; e outro destinado somente aos indígenas. 

Nos cursos de mestrado e doutorado dos programas de Pós-Graduação da Unidade, de abril de 2013 até outubro de 2019, cerca de 40 pesquisas foram realizadas abordando a temática negra, sob diversos aspectos. Neste ano, pode-se citar três pesquisas, por exemplo.

Na área de História Social, a dissertação 'Ensinando História com mãos negras': histórias de vida de professores negros da cidade de São Paulo, realizada por André de Pina Moreira e orientada pela professora Antonia Terra de Calazans Fernandes, defendida no final de outubro deste ano.

A mulher e a mãe negra é colocada em foco na dissertação Discutindo os sentidos de mãe-preta: uma leitura feminista negra da produção visual de artistas negras, feita por Thaís Silva dos Santos, sob orientação da professora Márcia Regina de Lima Silva, na área de Sociologia. E a história de vida do jogador de futebol negro também é lembrada na tese Dentro e fora de outros gramados: histórias orais de vida de futebolistas brasileiros negros no continente europeu, estudada por Marcel Diego Tonini, com a orientação do professor José Carlos Sebe Bom Meihy. 

Clique aqui para ver mais pesquisas defendidas nos programas de Pós-Graduação da FFLCH.

Na área de cultura e extensão, foram oferecidos os seguintes cursos: Aspectos da Cultura e da História do Negro no Brasil (módulo I), Introdução aos Estudos de África - módulo I e II - promovidos pelo Centro de Estudos Africanos (CEA); Branco sai, Preto fica: uma introdução à antropologia de autores negros e Vozes negras na Antropologia - pelo Departamento de Antropologia; e Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África e Audiovisual e diáspora africana no Brasil e em Cuba - promoção do Departamento de História.


*os currículos dos participantes foram atualizados