Seis trabalhos da pós-graduação da FFLCH têm destaque no Prêmio Capes de Tese 2020

Três projetos de pesquisa foram premiados e três receberam menções honrosas. Neste ano, a Capes registrou 1.421 candidatos ao prêmio, um recorde desde sua criação, em 2006

Por
Eliete Viana
Data de Publicação

 

*Com pesquisa de Pedro Vivas
**
Matéria atualizada em 23/10/2020, às 12h18

 

O resultado do Prêmio Capes de Tese Edição 2020 foi anunciado nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, no qual foram avaliadas as melhores teses de doutorado defendidas no ano de 2019, de um total de 1.421 candidatos inscritos na premiação, um recorde desde sua criação, em 2006.

Em sua 15ª edição, a premiação foi concedida a 49 trabalhos científicos e cerca 90 teses receberam menções honrosas. A USP foi a instituição brasileira com o maior número de premiados: 12 no total, e outras 14 receberam menções honrosas. E a FFLCH foi a Unidade de Ensino e Pesquisa da Universidade com o maior número de trabalhos premiados: três, e de menções honrosas também: três.

Dos trabalhos premiados sairão os vencedores do Grande Prêmio Capes de Tese, oferecido ao destaque de cada uma das três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida, Humanidades e Exatas. A cerimônia de premiação será on-line, em dezembro, por causa da pandemia no novo coronavírus (Covid-19). 

Os autores das teses selecionadas de cada uma das áreas de avaliação receberão uma bolsa de estágio pós-doutoral em instituição nacional e seus orientadores, um prêmio para participação em evento acadêmico-científico nacional, no valor de R$ 3 mil. Dos trabalhos escolhidos para o Grande Prêmio, os orientadores receberão R$ 9 mil para participação em congresso internacional e os autores ganharão uma bolsa para estágio pós-doutoral de 12 meses em uma instituição internacional.

Também serão oferecidos prêmios adicionais pelos parceiros. A Fundação Carlos Chagas premiará as teses vencedoras nas áreas de Educação e Ensino. Cada autor receberá R$ 15 mil. Serão ainda agraciados com R$ 5 mil os quatro autores que receberem menções honrosas, duas em cada uma destas áreas. O Instituto Serrapilheira premiará com R$ 20 mil cada autor vencedor do Grande Prêmio nos colégios de Ciências Exatas e da Vida.

Já a Comissão Fulbright concederá uma bolsa de pós-doutorado em uma universidade norte-americana, por quatro meses, no valor de US$ 16 mil, para a tese que melhor evidenciar a relação Brasil-Estados Unidos.
​​​​​​​
​​​​​​​Atualmente, a Faculdade possui 23 programas de pós-graduação com 2.625 pós-graduandos.

​​​​​​​          
“Nesta última edição do Prêmio Capes de Tese, a FFLCH foi contemplada com 3 premiações e 3 menções honrosas. Se considerarmos o total de prêmios que a USP recebeu, é flagrante o peso que a FFLCH contribui para a qualidade da produção desenvolvida na Universidade. Duas das premiações provém de programas PROEX [Programa de Excelência Acadêmica], que possuem as mais altas avaliações da Capes. Isso é fruto da excelência de boa parte dos programas que a FFLCH abriga e reflete a qualidade do trabalho de todos nós. Mas, em geral, todos os programas da Faculdade estão em constante evolução, dado que mesmo um programa que não é PROEX, recebeu uma premiação que muitos nos honra”, destaca o professor do Departamento de Filosofia Edélcio Gonçalves de Souza, que até o final de setembro exercia o cargo de presidente da Comissão de Pós-Graduação da FFLCH.
 

Conheça, abaixo, um pouco sobre as teses premiadas e as menções honrosas

Prêmios 

Na área de avaliação Ciência Política e Relações Internacionais, Victor Augusto Araújo Silva, foi premiado com a tese Religião distrai os pobres? Pentecostalismo e voto redistributivo no Brasil, orientado pela professora do Departamento de Ciência Política Marta Arretche, no programa de pós-graduação em Ciência Política. 

Em Geografia, o prêmio foi para Carolina Batista Israel que realizou a tese Redes digitais, espaços de poder: sobre conflitos na reconfiguração da internet e as estratégias de apropriação civil, sob orientação da professora do Departamento de Geografia María Mónica Arroyo, no programa de pós-graduação em Geografia Humana. 

Na área de Linguística e Literatura, Fernanda Rodrigues de Miranda conquistou o prêmio com a tese Corpo de romances de autoras negras brasileiras (1859-2006): posse da história e colonialidade nacional confrontada, com orientação do professor do Departamento de Letras Clássicas Mário César Lugarinho, no programa de pós-graduação em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa. 

Menções Honrosas

Na área de avaliação Filosofia, Virgínia Helena Ferreira da Costa foi lembrada com o trabalho “A personalidade autoritária”: Antropologia crítica e psicanálise, sob orientação do professor Vladimir Pinheiro Safatle, do do Departamento de Filosofia, pelo programa de mesmo nome.

Em Linguística e Literatura, além da premiação, outra tese feita na FFLCH também recebeu menção honrosa com o título Dicionário multilíngue de termos do setor feirístico: Português, Inglês, Francês e italiano, realizada por Ariane Dutra Fante Godoy, com orientação da professora do Departamento de Letras Modernas Adriana Zavaglia, pelo programa de pós-graduação em Estudos da Tradução.

Na área de Sociologia, a tese Faces e interfaces de um dispositivo tecnopenal: o monitoramento eletrônico de presos e presas no Brasil, feita por Ricardo Urquizas Campello, sob orientação de Marcos César Alvarez, do Departamento de Sociologia, no programa de mesmo nome. 

Confira aqui a lista geral dos trabalhos premiados e dos que receberam menções honrosas.

​​​​​​​
Com informações da Assessoria de Comunicação e Difusão do CEM e da Assessoria de Imprensa da USP

**O texto foi atualizado para incluir os valores das premiações