Pós-Graduação da FFLCH abre inscrições para alunos regulares, de 6 a 10 de agosto

Atualmente, a FFLCH tem 23 programas de Pós-Graduação, 2.673 alunos, sendo 1.169 no mestrado e 1.504 no doutorado. Em 2017, ocorreram ao todo 635 defesas de dissertações e teses, 320 mestrados e 315 doutorados
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Eliete Viana
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Estarão abertas, de 6 a 10 de agosto, as inscrições do processo seletivo para ingresso no ano de 2019 nos cursos de mestrado e doutorado dos programas de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A única exceção é para o Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa, cuja data de inscrição será de 7 a 11 de agosto.

As inscrições devem ser feitas via formulário eletrônico disponível na página de cada programa.

São oferecidas quase 800 vagas nos programas da FFLCH. Porém, a Faculdade reserva-se o direito de não preencher o total de vagas caso os candidatos não atinjam os requisitos mínimos para aprovação.

Atualmente, a FFLCH tem 23 programas de pós-graduação, mas quatro deles não realizarão processo seletivo neste semestre. No momento, a Faculdade tem 2.673 alunos matriculados, sendo 1.169 no mestrado e 1.504 no doutorado.

Estes números correspondem a cerca de 9% do total de pós-graduandos de toda a USP, que gira em torno de 30 mil alunos, fazendo da FFLCH a Unidade com maior número de alunos nesta categoria. Em 2017, ocorreram ao todo 635 defesas de dissertações e teses, 320 mestrados e 315 doutorados.

Segundo o presidente da Comissão de Pós-Graduação da FFLCH, Edelcio Gonçalves de Souza, os fatores de destaque da área na Faculdade são “a ampla variedade de estudos e pesquisas oferecidas, que cobrem várias questões da área de Humanas e que possibilita uma maior interdisciplinaridade para os alunos; e, além disso, temos programas diferenciados que não são oferecidos em outras instituições de ensino superior”.

Antes de realizar a inscrição, os interessados devem consultar os requisitos gerais do Regimento da Pós-Graduação da USP e as normas e procedimentos da área na FFLCH.

Na página de Pós-Graduação da FFLCH, os candidatos encontram o edital de cada programa (clicando no título do mesmo), no qual podem conferir os requisitos específicos, como bibliografia, que podem mudar de acordo com a coordenação dos mesmos. No mesmo local, há  informações gerais a todos os programas como os formulários de inscrição, a documentação exigida, como pagar a taxa de inscrição que é de R$ 80,00 ou pedir a isenção desta taxa; e informações específicas clicando no título dos programas que são direcionados para  cada edital.

Mais informações gerais sobre o processo seletivo pelo e-mail: posfflch@usp.br ou por telefone: (11)3091-4626. Porém, as dúvidas específicas de cada edital devem ser esclarecidas com as secretarias dos programas.

Ações afirmativas

O debate sobre a implantação de políticas de ações afirmativas na pós-graduação da Faculdade vem sendo feito na Comissão de Pós-Graduação. Porém, por avaliar que cada programa tem suas particularidades, preferiu-se não adotar uma política neste sentido que fosse obrigatoriamente adotada de forma única em todos os programas.

A novidade deste processo seletivo é que os programas de Pós-Graduação em Ciência Política e em Sociologia implantaram uma política de ações afirmativas para candidatos que se autodeclararem pretos, pardos e indígenas (PPI).  

A coordenadora do programa em Sociologia, Marcia Regina de Lima Silva, destaca a relevância desta decisão.

“É importante atrair e aumentar o número de alunos negros na pós-graduação da Faculdade também, criando uma maior diversidade. Pois, para diminuir a desigualdade social e racial, temos de fazer ações afirmativas em todas as instâncias, não só na graduação, mas na pós-graduação e em concursos públicos”, ressalta a docente, que é negra e pesquisa sobre identidades, diferença e desigualdade no mercado de trabalho e nas relações raciais.

Marcia explica que as ações afirmativas não envolvem só o processo seletivo, mas também o acolhimento dos futuros alunos com bolsas e auxílio para o domínio de outras línguas e também o acompanhamento deles, o que ajudará a Comissão Coordenadora e o Colegiado do programa a realizarem ajustes na próxima edição.

No programa de Antropologia Social, as políticas foram implantadas em 2017. Mas, há cerca de quatro anos o programa vem realizando discussões na FFLCH e na USP para adoção destas políticas também no âmbito da pós-graduação. Na Antropologia Social há dois editais: um destinado à ampla concorrência, no qual também há uma reserva de vagas para candidatos autodeclarados pretos e pardos e com deficiência; e outro destinado somente aos indígenas.