Relatório Divulgações

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PPG Ciência Política - Seminário "Economic Displacement: China and the End of US Primacy in Latin America" Eventos Seminário/Webinário Aprovado

A programação de seminários do DCP-USP constitui uma das principais atividades de formação da pós-graduação em Ciência Política da USP. Os seminários incluem conferências de caráter abrangente e outras voltadas à produção de ponta no interior das linhas de Teoria Política e Pensamento Político (TP), Democracia, Instituições Políticas e Sociedade (IP), Políticas Públicas (PP) e Relações Internacionais (RI), que compõem o Programa. Nossa programação busca tornar mais viva a dinâmica acadêmica, envolvendo alunas e pesquisadoras no debate de conceitos, métodos e resultados de pesquisa, num trabalho coletivo de aperfeiçoamento permanente da própria Ciência Política.

Sobre o conferencista:

Francisco Urdinez
Professor Associado do Instituto de Ciência Política da Pontifícia Universidade Católica do Chile, onde também atua como diretor do Centro de Estudos Asiáticos. Atualmente dirige o ICLAC, um projeto Núcleo Millennium financiado pelo Ministério da Ciência do Chile. Possui doutorado conjunto pela Universidade de São Paulo e pelo King's College London na área de Relações Internacionais. É Fellow do Fundo Chileno para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, e foi Fellow do Wilson Center em Washington DC.

seminariosdcp@usp.br Sala 118, haverá transmissão pelo Youtube: https://youtube.com/live/9BBhCg4hNLE Prof. Dr. Sérgio Simoni Júnior - Coordenação de Seminários Edifício de Filosofia e Ciências Sociais - Av. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária - São Paulo-SP http://dcp.fflch.usp.br (11) 3091-0348 Sem inscrição prévia
Aula Aberta: A Bíblia segundo Balzac, com Prof. Dr. Lucius Flavius de Mello Eventos Palestra Aprovado

O evento "A Bíblia segundo Balzac", ministrado pelo Prof. Dr. Lucius Flavius de Mello, apresenta uma leitura intertextual da presença da Bíblia na obra do escritor francês Honoré de Balzac. A partir de trechos de A Comédia Humana, serão discutidas as formas como o autor dialoga com as Escrituras — por meio de citações, paródias, inspirações simbólicas e reinterpretações de personagens bíblicos como Deus, o Diabo e os heróis sagrados.

Balzac via a literatura como continuação da obra divina e chegou a se considerar um “moderno evangelista”. Assim, o evento explora como ele transforma elementos bíblicos em matéria literária, criando uma espécie de “Bíblia mundana” que atravessa e enriquece seus romances.

cejudaic@usp.br sala 261 Profª. Drª. Suzana Chwarts Edifício Prof. Antonio Candido (Letras) - Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 - Cidade Universitária - São Paulo-SP Sem inscrição prévia
A presença feminina na literatura brasileira: um caminho difícil Eventos Aprovado

A Academia Paulista de Letras e o Instituto Peck Pinheiro trazem a exposição literária “A presença feminina na literatura brasileira: um caminho difícil”. Esta exposição conta com o apoio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP) e da Vice-reitoria da USP.

A abertura será no dia 30 de maio, sexta, com um ciclo de debates coordenado pela acadêmica e professora Mary Del Priore, iniciando às 9h30.

 

A visitação é gratuita, de quinta a domingo, das 10h às 17h, até o dia 27 de junho.  
 

O evento oferece ao público os livros, quase todos em primeiras edições, de escritoras brasileiras dos séculos XVIII ao XXI. São autoras que enfrentaram algum tipo de preconceito pré ou pós publicação, misoginia, rejeição da crítica, da sociedade ou editorial. Autoras que sentiram receio de mostrar sua arte, que rejeitaram seus primeiros livros por receio de recepção negativa. Autoras que assumiram causas sociais e políticas em defesa dos direitos das mulheres.

Serão apresentadas mais de 65 escritoras brasileiras e mais de 85 obras, entre elas:

- O primeiro romance escrito por um natural do Brasil, Aventuras de Diófanes, (1777) de Teresa Margarida da Silva e Orta, cujo reconhecimento só aconteceu em meados do século XX;

- O primeiro livro de poesias escrito por um natural do Rio Grande do Sul, Poesias oferecidas às senhoras Rio-grandenses (1838), da poeta cega Delfina Benigna da Cunha;

- O livro da primeira escritora feminista do Brasil, a professora Nísia Floresta Brasileira Augusta, com seu Itinerário de uma Viagem à Alemanha, publicado em Paris, em francês, em 1857, fato inédito para qualquer escritor brasileiro;

- Os poemas de Maria Firmina dos Reis, primeira escritora preta do Brasil, incluídas no Parnaso Maranhense (1861), do qual ela foi a única mulher a fazer parte;

- O único livro de poesias de Narcisa Amália, Nebulosas (1872), poeta que sofreu todo tipo de preconceito por conta de seus divórcios e morreu esquecida;

- Um dos dois exemplares conhecidos de Espectros (1919), de Cecília Meireles, escrito aos 16 anos e renegado pela autora. É considerado o livro mais raro da literatura brasileira do século XX;

- Os primeiros livros, também renegados, de duas grandes escritoras: Fogo fátuo (1925), de  Henriqueta Lisboa, e Porão e Sobrado (1938), de Lygia Fagundes Telles, jamais reeditado;

- Os livros de grandes escritoras pretas do século XX: Horto (1910), de Auta de Souza,  Água funda (1946), de Ruth Guimarães, e Quarto de despejo (1960) e Provérbios (1965), de Carolina Maria de Jesus.

Estarão também expostos os principais livros, em primeira edição, de grandes autoras como Júlia Lopes de Almeida, Maria Benedita Bormann (Délia), Francisca Júlia da Silva, Amélia Beviláqua, Albertina Bertha, Gilka Machado, Rachel de Queiroz, Carolina Nabuco, Adalgisa Nery, Julieta Bárbara, Patrícia Galvão (Pagu), Clarice Lispector, Maria José Dupré, Dinah Silveira de Queiroz, Hilda Hilst, Cora Coralina, Adélia Prado, Zélia Gattai, Ana Cristina César e Conceição Evaristo, entre diversas outras.

O Instituto Peck Pinheiro pertence à advogada Patricia Peck Pinheiro e ao administrador Romulo Pinheiro, reunindo uma das maiores coleções particulares de literatura brasileira, com cerca de 22 mil livros.

 

secretaria@academiapaulistadeletras.org.br Academia Paulista de Letras, Largo do Arouche, 324 - República Academia Paulista de Letras Outro local Sem inscrição prévia
Tornar-se palestina Eventos Seminário/Webinário Aprovado

Trata-se de uma conferência da premiada escritora chilena Lina Meruane seguida de conversa como escritor Milton Hatoum e a professora Arlene Clemesha (CEPal), a ser coordenada pela professora Laura Janina Hosiasson (DLM).

lhosiass@uol.com.br cartaz palestina em pedaços.pdf Auditório Milton Santos Laura Janina Hosiasson Edifício Eurípedes Simões de Paula (Geografia e História) - Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Cidade Universitária - São Paulo-SP (11) 9997-1870 Sem inscrição prévia
VII Encontro de Teoria Crítica e Filosofia Política da USP | Crise: diagnóstico e emancipação Eventos Aprovado

VII Encontro de Teoria Crítica e Filosofia Política da USP | Crise: diagnóstico e emancipação
02, 03, 04 e 05.JUN.2025

SEGUNDA-FEIRA ::: 02/06

MESA DE ABERTURA
Crise, diagnóstico e emancipação
14h00-18h00
Auditório 8

Daniela Mussi (UFRJ)
Felipe Taufer (UCS)
Leonardo da Hora (UFBA)
Nathalie Bressiani (UFABC)

TERÇA-FEIRA ::: 03/06
Mesas de comunicação
Auditório 8

MESA 1 ::: 12h00-14h30
Comentários: Felipe Catalani (UFF)

André Cardoso Sznajder (Filosofia/USP)
À procura das esquisitices nacionais: A crítica de Maria Sylvia de Carvalho Franco a Roberto Schwarz

Henrique Almeida Valle (Filosofia/USP)
Otília Fiori e a crítica da arquitetura

Jailson Ramos (Filosofia/USP)
Paulo Emílio e a Teoria Crítica

Vitor Morais Graziani (História/USP)
O zigue-zague da Lira e o drible do Coiso: sobre "Rainha Lira", de Roberto Schwarz

MESA 2 ::: 15h00-18h00
Comentários: Felipe Taufer (UCS)

Carlos Eduardo de Moraes Corrêa (Filosofia/USP)
Ideologia em disputa: sobre a hipótese de Étienne Balibar em terreno uspiano

Ismael de Oliveira Gerolamo (Filosofia/USP)
Dialética do nome e dialética da sociabilidade: Giannotti na contramão de Adorno

Lutti Mira (Filosofia/USP)
Crise, limite e emancipação: O excerto sobre a maquinaria nos Grundrisse (1857-1858), de Karl Marx

Pedro Pimenta Barbosa de Sousa (Filosofia/UFMG)
Ruína ou revolução? Sobre o teor de verdade extemporâneo de uma formulação problemática em Marx

Roan Matthaeus Chimello Dias (Filosofia/UNESP)
O que há (se de fato há algo) de crítico nos Manuscritos de 1844? Três vias de crítica do capitalismo em Marx

MESA 3 ::: 19h00-22h00 (SALA 115)
Comentários: Leonardo da Hora (UFBA)

Amanda Caroline Vieira Costa (Filosofia/UFMG)
Entre a normatividade e o funcionalismo: os movimentos da teoria frasereana

Maria Jose Goulart Vieira (Filosofia/UEL)
As condições de possibilidade de fundo no capitalismo financeirizado: análise de crise e contradições políticas no modelo téorico de Nancy Fraser

Niege Pavani (Filosofia/Unicamp) A imaginação feminista como contra-x’ataque aos massacres contra a democracia

Rayssa Siqueira Moreira (Direito/UFMG)
Entre o normativo e o sistêmico: três momentos da obra de Nancy Fraser

Victória Santos de Faria Veloso (Filosofia/UFABC)
Entre Crise e Emancipação: A teoria Crítica diante do capitalismo financeirizado

QUARTA-FEIRA ::: 04/06
Mesas de comunicação
Auditório 8

MESA 4 ::: 12h00-14h30
Comentários: Jorge de Almeida (USP)

Lóri Estevez Sanz (Filosofia/USP)
Ser Assombrado por um Outro: a Morte do Sujeito Moderno, a Impossibilidade de Inovação Formal no Pós-modernismo e a Assombrologia na Construção de Identidades Dissidentes

Rafael Neri Oliveira (História/USP)
Sonhos de aniquilação: a Grande Recusa e o Cosmicismo de H.P. Lovecraft

Ray Marloon (Filosofia/UEM)
A Epifania de Roquentin e o Fracasso da Identidade: Uma Leitura Adorniana
.
Rodrigo Mortara Almeida (Filosofia/USP)
Apresentação do texto "A recepção de Dostoiévski na Alemanha do pré-guerra" de Löwenthal

MESA 5 ::: 15h00-18h00
Comentários: Nathalie Bressiani (UFABC)

Adriana Pereira Matos (Filosofia/USP)
Crise da democracia ou crise da democracia liberal?

Camila Paiva (Ciências Sociais/USP) Implicações da concentração do poder econômico para as democracias
Guilherme Salamuni Gonzaga de Oliveira (Ciência Política/USP)
Fetichismo de Estado e o dilema das esquerdas

Matheus Alves de Medeiros (Filosofia/USP)
Tempo Histórico e Imaginação Política: a dimensão temporal da pós-modernidade

Rafael Palazi (Filosofia/Unicamp)
Sociedade em dois níveis: uma interpretação crítica

MESA 6 ::: 19h00-22h00
Comentários: Tomaz Amorim (Mecila/Cebrap)

Consuelo Pardo Cortés (Letras/USP)
Visiones del paraíso en la estructura de pensamiento colonial latinoamericano

Diogo Oliveira Dias (Filosofia/UNIFESP)
Inervações anestéticas e seus circuitos

Emanuel Djaci de Oliveira Leal (Filosofia/UFRN)
Theodor Adorno: antropologia e crise da individualidade.

Luisa Pereira Harduim (Sociologia/UERJ)
Por uma teoria crítica ecológica: o conceito de natureza em Lukács, Adorno e Horkheimer

QUINTA-FEIRA ::: 05/06
Mesas de comunicação
Auditório 8

MESA 7 ::: 13h00-15h30
Comentários: Jonas Medeiros (Cebrap)

Ana Uhía Pérez (Filosofía y Sociedad/UCM)
Una libertad para el daño: sufrimiento social y resentimiento en tiempos de neoliberalismo autoritario

Enzo Rosa Chiavarini Altavista (Ciências Sociais/USP)
A extrema-direita midiática: o neoliberalismo de mãos dadas com as redes sociais e a "economia do ódio"

Heribaldo Lopes Maia Neto (Filosofia/UFPE)
Crise, sofrimento de indeterminação e a depressão como revolta: experiência e emancipação no capitalismo neoliberal

MESA DE ENCERRAMENTO
Crise e genocídio em Gaza
16h00-18h00
Auditório 8

Michel Gherman (UFRJ)
Natalia Calfat (ICArabe)
Vladimir Safatle (USP)

Coordenação
Profs. Luiz Sérgio Repa (DF/FFLCH-USP) e Rúrion Melo (DCP/FFLCH-USP)
Apoio
PPG-Fil/FFLCH-USP, CAPES-PROEX
Local
Auditório 08
Endereço
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. FFLCH/USP. Cidade Universitária, São Paulo-SP
Informações e inscrições: http://filosofia.fflch.usp.br/eventos/11671

eventosdf@usp.br 2025_vii_encontro_teoria_critica_programa.pdf Auditório 08 e SALA 115 Profs. Luiz Sérgio Repa (DF/FFLCH-USP) e Rúrion Melo (DCP/FFLCH-USP) , Edifício de Filosofia e Ciências Sociais - Av. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária - São Paulo-SP https://filosofia.fflch.usp.br/eventos/11671 Sem inscrição prévia
Entre Adaptação e Tradução: Uma proposta de tradução da adaptação em mangá do jogo digital OMORI Eventos Seminário/Webinário Aprovado

O presente webinar tem como objetivo apresentar uma tradução comentada do primeiro capítulo do mangá OMORI, uma adaptação do jogo homônimo, buscando analisar as especificidades culturais, linguísticas e narrativas envolvidas no processo tradutório, ao mesmo tempo em que a adaptação busca recriar a experiência narrativa, demonstrando a natureza intermidiática da obra e os desafios de manter sua coerência estética e afetiva em outro formato.

great.usp@gmail.com Canal do FFLCH no Youtube. John Milton e Silvia Cobelo Sem inscrição prévia
50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa Eventos Seminário/Webinário Aprovado

O Seminário Internacional “50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa: narrativas, memórias e temporalidades” propõe-se como um espaço de reflexão crítica e de intercâmbio acadêmico sobre os processos de independência nos países africanos de língua portuguesa. Passadas cinco décadas desde esses marcos históricos, o seminário convida pesquisadores, docentes, estudantes e demais interessados a revisitarem as lutas anticoloniais e seus projetos que emergiram em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, lançando luz sobre os legados e as complexidades dessas trajetórias.

O evento enfatiza a importância das narrativas produzidas em diferentes temporalidades – seja durante os períodos de luta, na construção das nações independentes ou nas releituras contemporâneas dessas histórias. Ao privilegiar a análise de memórias, documentos, produções culturais e discursos políticos, o seminário busca também ressaltar o papel dos intelectuais e revolucionários africanos no enfrentamento ao colonialismo e na formulação de projetos de emancipação.

Homenageando Mario Pinto de Andrade, figura central do pensamento anticolonial africano e da crítica literária comprometida com os processos de libertação, o seminário reafirma o compromisso com a preservação e a atualização desses legados. A proposta é construir um espaço de escuta e diálogo transnacional, capaz de articular diferentes perspectivas sobre o passado e o presente das independências africanas, com especial atenção às suas reverberações no campo historiográfico, literário, político e social.

O seminário será realizado no Auditório Milton Santos, no Edifício de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), localizado na Av. Prof. Luciano Gualberto, 338 – Cidade Universitária, São Paulo.

Para mais informações, acesse o perfil do Instagram do Centro de Estudos Africanos (CEA) - @ceausp - e no site: https://cea.fflch.usp.br/.

eventocinquentaanos@gmail.com Auditório Milton Santos Profa. Rosangela Sarteschi , Edifício Eurípedes Simões de Paula (Geografia e História) - Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Cidade Universitária - São Paulo-SP https://www.even3.com.br/eventocinquentaanos-568144/ (11) 3091-3744 Com inscrição prévia
IX CONFERÊNCIA NIMUENDAJU Eventos Conferência Aprovado

IX CONFERÊNCIA NIMUENDAJU
com RIVELINO BARRETO (UFSC e Instituto Serrapilheira)

Hierarquia e sistema de organização social: a máquina de parentesco tukano

No Brasil, assim como nas outras dimensionalidades das Terras Altas e Terras Baixas do cenário e contexto ameríndio, cada etnia indígena tem um modelo específico, particular, independente e interdependente de uma organização social pautadas pelas metodologias de abrangência étnica que permitem antes uma vivência seguidas de autoidentificações. Para tanto, do ponto de vista do cenário étnico das culturalidades indígenas brasileiras, os sistemas patrilineares e os sistemas matrilineares, é que prevaleceram como fundamentos da autoidentificação de uma etnicidade. Mais do que serem sistemas tratam-se na verdade de métodos educativos de um arcabouço sociocultural. Diante do cenário em que as demandas de identificações étnicas tornam-se fundamentais frente às políticas públicas e políticas acadêmicas, necessárias e diferenciadas enquanto aspectos do direito indígena, é que pretende-se fazer uma abordagem acerca da temática Hierarquia e sistema de organização social: a máquina de parentesco tukano, como forma de proporcionar debate a partir da leitura da organização social tukano vivenciado enquanto uma metodologia educativa e enquanto uma máquina de organização social indígena no contexto do noroeste amazônico.

DATA: 27/06/2025, 10h
Sala 14 do Prédio das Ciências Sociais - FFLCH/USP
Av. Luciano Gualberto, 315
Cidade Universitária - São Paulo - SP

cestausp@gmail.com Sala 14 do Prédio das Ciências Sociais - FFLCH/USP Av. Luciano Gualberto, 315 Cidade Universitária - São Paulo - SP Prof. Renato Sztutman IX CONFERÊNCIA NIMUENDAJU com RIVELINO BARRETO (UFSC e Instituto Serrapilheira) https://cesta.fflch.usp.br/ (11) 3091-3301 Sem inscrição prévia
Ciclo de Oficinas Mais Povos Originários em Teoria da História na Wiki Eventos Workshop Aprovado

Problemas, lacunas e silêncios relacionados à história dos povos originários não são novidade para aqueles interessados em uma abordagem mais ética e inclusiva dessas narrativas. Na Wikipédia em língua portuguesa e em outras iniciativas da Fundação Wikimedia, como o Wikimedia Commons e o Wikidata, essas questões são amplificadas por uma série de razões. Em primeiro lugar, pela própria dinâmica de construção colaborativa da enciclopédia, que reflete, em grande medida, as desigualdades e assimetrias presentes na produção do conhecimento histórico de maneira mais ampla. A sub-representação de editores indígenas soma-se à escassez de fontes de autoria indígena nos verbetes sobre a história dos povos originários.

Ao mesmo tempo, as formas indígenas de se relacionar com o passado e o presente apresentam uma série de desafios para o modo como estamos acostumados a pensar a produção do conhecimento histórico. Na teoria da história, tais desafios têm apontado para a necessidade de uma abertura conceitual que vise compreender outras formas de construção e partilha do conhecimento. Uma abertura que, no caso dos povos originários, exige repensar uma série de pressupostos universalizantes caros ao conhecimento histórico moderno, como a centralidade da escrita ou a naturalização de categorias como tempo e memória.

Apesar de tal estado de coisas refletir problemas próprios à construção do conhecimento histórico na academia, é possível vislumbrar caminhos que nos ajudem a produzir uma abordagem mais inclusiva sobre tais histórias. Entendendo que essas lacunas contribuem para a perpetuação de visões estereotipadas, incompletas ou mesmo distorcidas sobre suas histórias e culturas, o ciclo de oficinas Mais Povos Originários em Teoria da História na Wiki propõe repensar o conteúdo sobre povos originários nas plataformas da Wikimedia. Isso pode ser feito por meio da criação de novos verbetes, da revisão crítica de conteúdos já existentes e da apresentação de contrapontos que tenham como referência pessoas indígenas, organizações indígenas, associações e etc.

O objetivo é não apenas enriquecer de modo quantitativo os conteúdos sobre povos originários nas iniciativa de acesso aberto ao conhecimento da Fundação Wikimedia, mas também dialogar com os debates contemporâneos na teoria da história, que questionam as hierarquias do conhecimento e defendem a pluralidade de vozes e perspectivas na construção do saber histórico. Embora editores não indígenas devam desempenhar um papel fundamental na ampliação de verbetes relacionados aos povos originários nos projetos Wikimedia, é essencial pensar em estratégias para promover a inclusão de mais editores indígenas escrevendo sobre suas próprias comunidades, histórias e saberes. Aumentar a conscientização pública sobre essas narrativas pode ajudar a desconstruir estereótipos que simplificam e generalizam a multiplicidade própria aos povos originários e suas histórias, marginalizando o conhecimento produzido e transmitido por eles.

É nesse contexto que realizaremos, entre os dias 4 e 17 de junho de 2025, um ciclo de oficinas online síncronas voltado para o aprendizado de edição na Wikipédia, no Wikidata e no Wikimedia Commons. As atividades são pensadas para acolher participantes de todos os níveis de experiência — desde quem nunca editou até quem já tem familiaridade com os projetos Wikimedia — e propõem um espaço formativo acolhedor, colaborativo e horizontal.

gbianchi@usp.br Evento Remoto Guilherme Bianchi Moreira Agenda de oficinas Outro local https://meta.wikimedia.org/wiki/Projeto_Mais_Teoria_da_Hist%C3%B3ria_na_Wiki/Ci… Com inscrição prévia
GREAT, CITRAT e LeTra Webinar . Entre Adaptação e Tradução: Uma proposta de tradução da adaptação em mangá do jogo digital OMORI. Eventos Conferência Aprovado

*Entre Adaptação e Tradução: Uma proposta de tradução da adaptação em mangá
do jogo digital OMORI*

*Resumo: *O presente webinar tem como objetivo apresentar uma tradução
comentada do primeiro capítulo do mangá OMORI, buscando analisar as
especificidades culturais, linguísticas e narrativas envolvidas no processo
tradutório. A obra traduzida é uma adaptação do jogo homônimo, criado por
Omocat, e gira em torno dos traumas de Sunny/Omori, que alterna entre o
mundo real e um universo onírico. A pesquisa fundamenta-se em teorias da
tradução, adaptação e cultura dos mangás, destacando elementos como
oralidade, onomatopeias, referências culturais e paratextos. O estudo adota
uma abordagem funcionalista, considerando a cultura-alvo brasileira e as
expectativas do público leitor. Ao analisar os desafios da transposição de
elementos visuais, linguísticos e simbólicos entre mídias, o trabalho
evidencia o papel do tradutor como mediador criativo entre culturas.
Conclui-se que a tradução de mangás não busca a fidelidade literal, mas sim
a recriação significativa que preserve o efeito narrativo e emocional da
obra original para um novo público. Ao mesmo tempo em que a adaptação busca
recriar a experiência narrativa, demonstrando a natureza intermidiática da
obra e os desafios de manter sua coerência estética e afetiva em outro
formato.

*Convidadas*:
BLAKE OLIVER FURQUIM DE CAMARGO é licenciado em Português/Inglês (2020),
bacharel em Tradução (2021), Mestrando em Letras - Estudos Linguísticos
pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e graduando em Game Design
(UAM). Apresenta formação nas áreas de Pedagogia (UNICESUMAR) e Teatro
(UniÍtalo), além de especializações em Psicologia Educacional, Tutoria e
Gestão EAD e Educação Especial - Deficiência Intelectual (Uniasselvi).
Pesquisa os seguintes temas: gênero e sexualidade, ensino e aprendizagem de
línguas, estudos da tradução e jogos digitais. Docente de disciplinas
relacionadas à língua portuguesa, à língua inglesa e à tradução no Centro
Universitário Cidade Verde (UniCV).

FERNANDA MARTINS FERREIRA DE ARAUJO é doutoranda em Letras Estrangeira e
Tradução na Universidade de São Paulo (PPG-LETRA/USP). Mestre na área dos
Estudos da Tradução, com ênfase em Tradução e Recepção, pelo mesmo
programa. Licenciada em Letras - Inglês (Habilitação Única) pela
Universidade Estadual de Maringá (UEM), com Bacharelado em Tradução pela
mesma instituição. Tem pesquisas nas áreas de Estudo Queer, Localização de
Videogame, Adaptação Audiovisual, Transmídia e Webtoons. Docente do
Programa de Bolsas para Treinamento Teórico e Prático em Idiomas, junto ao
Programa Language Education at USP, da Agência USP de Cooperação Acadêmica
Nacional e Internacional (Aucani). Atua também como tradutora técnica e
literária.

jmilton@usp.br Online John milton Outro local (11) 3091-5041 Sem inscrição prévia