Relatório Divulgações
| Title | Tipos de divulgação | Tipo | Status | Início do evento | Final do evento | Departamento | Descrição | Anexos | Auditório / Sala / Outro local | Benefícios e valores | Como se inscrever? | Docente responsável pelo evento | Final da inscrição | Horários e carga horária | Imagem | Início da inscrição | Local do evento | Página do evento | Telefone | É necessário fazer inscrição? | |
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| Workshop: Tópicos de Redação e Estilo da Língua Portuguesa para Textos Acadêmicos | - Objetivo: Capacitar os participantes a identificar e empregar alternativas de pontuação e estilo da língua portuguesa em textos acadêmicos, com o reconhecimento de implicações para o posicionamento do autor quanto à produção de conhecimento - Tópicos Previstos: Sinais de pontuação | Pessoas gramaticais | Voz ativa e voz passiva | Tempos verbais | Frase e parágrafo - Público-Alvo: Estudantes de graduação e pós-graduação, funcionários e docentes da USP - Número de Vagas: 30 - Ministrante: Prof. Me. Rodrigo M. L. de Aragão - Inscrições: Enviar nome completo, categoria, unidade e curso (apenas estudantes) para letramento.portugues@gmail.com (as inscrições serão recebidas até o preenchimento de todas as vagas ou até 28/11) |
letramento.portugues@gmail.com | Prédio de Letras (Sala 130). Av. Prof. Luciano Gualberto, 403, Cidade Universitária, São Paulo | Marília Mendes Ferreira |
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http://letramentoacademico.fflch.usp.br/ | Com inscrição prévia | ||||||||||||||
| Palestra e lançamento: Militarização no Rio de Janeiro - Da Pacificação à Intervenção | Palestra: Democracia e militarização no Rio de Janeiro: “pacificação”, intervenção e seus efeitos sobre o espaço público. Evitando o caminho de discutir como a “pacificação” deveria ter sido, busca-se compreender como ela foi, que efeitos produziu e o que permanece dessa experiência. Argumenta-se, a partir desses dados, que a “pacificação” deixa como legado a disseminação da militarização como dispositivo de disciplinamento, controle e tutela dos trabalhadores e pobres urbanos, dos moradores de favelas e periferias e também, em determinados momentos, de manifestantes ocupando o espaço público: todos classificados, dentro dessa lógica, como insurgentes urbanos. Livro: Militarização no Rio de Janeiro: da Pacificação à Intervenção. Organizado por Márcia Leite, Lia Rocha, Juliana Farias e Monique Carvalho. Editora Mórula. • Sobre a palestrante: |
bfreiremedeiros@gmail.com | Prédio de Filosofia e Ciências Sociais (sala 118). Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo | Bianca Freire-Medeiros |
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http://sociologia.fflch.usp.br/node/345 | Sem inscrição prévia | ||||||||||||||
| I Congresso Internacional de Numismática: novos diálogos e perspectivas | O I Congresso Internacional de Numismática – Novos Diálogos e Perspectivas apresenta-se como uma oportunidade única de troca de conhecimento nesta área. Entre os dias 26 e 28 de Novembro de 2018 congregaremos na Universidade de São Paulo renomados especialistas internacionais e nacionais, atuando em pesquisas acerca do Mundo Mediterrânico Antigo; Mesoamérica e região andina; e o Brasil colônia. Nosso país possui importantes coleções de moedas antigas, salvaguardadas em instituições museológicas públicas e privadas. A Proposta do Congresso é promover o debate interdisciplinar e atual sobre os mais diferentes tópicos desde a Economia, Política, Religião, às Humanidades Digitais, o Colecionismo e as sociedades numismáticas privadas, dentre outros. |
vagnerporto@usp.br | Prédio de Geografia e História (Auditório Milton Santos). Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo | __ | https://sites.google.com/usp.br/numis2018/home | Com inscrição prévia | |||||||||||||||
| Seminário : Vizinhanças nas entrelinhas - alianças e conflitos, trocas (des)iguais e cooperação na África Austral e Brasil | O mote do seminário é a apresentação dos resultados de projeto de pesquisa internacional financiado pelo Edital Pro-África/CNPq, intitulado “A Vizinhança nas entrelinhas: alianças e conflitos, trocas (des)iguais e cooperação entre Moçambique e África do Sul”, em parceria com pesquisadores do Centro de Estudos Africanos (CEA/USP) e NUMAS/USP. |
cea@usp.br | Cartaz Programação Seminário CEA-PPGAS Pró-África 3.pdf | Prédio de Filosofia e Ciências Sociais (salas 08 e 24). Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo | Laura Moutinho e Tania Macedo |
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Sem inscrição prévia | ||||||||||||||
| Jornada Migrações, diásporas e exílios na América Latina | É com grande alegria que o Encontro de Pesquisadores da América Latina (EPAL), em comemoração aos seus cinco anos de atividades, convida a todos (as) para a III Jornada de Estudos Latino-Americanos, intitulada “Migrações, diásporas e exílios na América Latina”, que ocorrerá no dia 12 de novembro de 2018, nas dependências da Universidade de São Paulo, reunindo especialistas de diversas áreas do conhecimento para tratar das múltiplas questões que envolvem estes fenômenos na região, desde o século XIX até o XXI. 9:00-10:00 horas: Abertura 10:15-12:00 horas: Reflexões históricas sobre os deslocamentos humanos Os Imigrantes e a Terra: o Acesso à Propriedade Rural no estado de São Paulo no começo do século XX O Degredo como método de violação aos Direitos Humanos na Ditadura Militar Chilena A mobilidade indígena Warao na fronteira do Brasil com a Venezuela Mediadora: Profa. Dra. Alessandra Cavalcante de Oliveira (PROLAM/USP) 12:00- 13:30: Almoço 13:30-15:30 horas: Perspectivas interdisciplinares Fluxos Migratórios na América Latina: Terra, Ocupação e Conquista Direitos Humanos dos Refugiados A integração de refugiados e solicitantes de refúgio na cidade de São Paulo Mediadora: Profa. Me. Sabrina Rodrigues (PROLAM/USP) 15:30 -15:45 horas: Apresentação do dossiê ´´Movimentos Migratórios´’ da revista Cadernos PROLAM/USP 15:45-17:00 horas: O Brasil frente ao regime global de controle das migrações: Direitos Humanos, securitização e violências Profa. Dra. Bela Feldman-Bianco (UNICAMP) |
epal.prolam@gmail.com | Jornada do EPAL 2018-convite.pdf | Prédio de Filosofia e Ciências Sociais (sala 24). Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo | Margarida Nepomuceno |
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https://encontrodepesquisadoressobreaamericalatina.com | Sem inscrição prévia | |||||||||||||
| Pesquisas em diálogo: Marina de Mello e Souza e Thiago C. Sapede | Além do Visível O Reino do Kongo frente à "cruzada comercial" portuguesa |
napbrasilafrica@usp.br | Prédio de Geografia e História (sala de vídeo do Departamento de História). Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo | Marina de Mello e Souza |
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http://www.brasilafrica.usp.br | Sem inscrição prévia | ||||||||||||||
| Chamada Revista Via Atlântica: Dossiê 35 - Antonio Candido | É indiscutível a importância e a vitalidade do pensamento crítico e teórico do Prof. Antonio Candido, pensamento que acompanhou e acompanha de forma significativa pesquisas desenvolvidas no âmbito das imbricações entre literatura e vida social, literatura e história, literatura e transformação social. Esses temas, predominantemente presentes em suas reflexões, indicam uma sistemática atenção para o debate nacional brasileiro e latino-americano, constituindo um pensamento autônomo e essencial que configura estética e historicamente os antagonismos que marcam as relações sociais no modo de produção capitalista. Os textos teórico-críticos e as análises literárias realizadas por Antonio Candido convocaram e continuam a convocar pesquisadores de literatura e das áreas das Ciências Sociais e Humanas a refletir sobre a existência humana, seus conflitos, suas contradições em universos que se movem entre o indivíduo e o coletivo, entre o subjetivo e a dimensão objetiva da realidade social. São muitas e múltiplas as referências que emergem desde “Brigada ligeira”, “Os parceiros do Rio Bonito”, “Ficção e confissão: estudo sobre a obra de Graciliano Ramos”, “Formação da literatura brasileira: momentos decisivos”, “O observador literário”, “Tese e antítese: ensaios”, “Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária”, “Introducción a la literatura de Brasil”, “Vários escritos”, “Teresina etc”, “Na sala de aula”, “A educação pela noite e outros ensaios”, “O estudo analítico do poema”, “Recortes”, “O discurso e a cidade”, para citarmos alguns. Suas reflexões superam expectativas, geram debates muitas vezes acalorados, mas convidam, sempre, a todo e qualquer leitor, a se debruçar sobre as questões sociais tão profundamente implicadas, como não poderia deixar de ser, na esfera da produção literária. Neste número da revista Via Atlântica, acolheremos artigos teórico-críticos inéditos que reflitam sobre a produção intelectual de Antonio Candido, bem como, temas associados, tais como: literatura e vida social, literatura e história, literatura e transformação social, literatura e resistência. Ementa: literatura e vida social, literatura e história, literatura e transformação social, literatura e resistência. |
viaatlantica@usp.br | __ | Daniel Puglia; Rejane Vecchia da Rocha e Silva; Rosângela Sarteschi |
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https://www.revistas.usp.br/viaatlantica | Sem inscrição prévia | ||||||||||||||
| Chamada Revista Via Atlântica: Dossiê 36 - A Literatura-Mundial e o Sistema-Mundial Moderno | Atribui-se a Goethe tradicionalmente a cunhagem do termo Weltliteratur, conceito que tem vindo a ser desenvolvido e aplicado de maneiras múltiplas desde então e que representa hoje em dia – principalmente na sua versão inglesa, World Literature – um dos campos mais férteis e mais contestados dos estudos literários. Aliás, o próprio termo resiste a uma tradução simples, pois o seu significado é sutilmente alterado em várias línguas. Se inicialmente o termo já designava um desejo cosmopolita, ainda padecia naturalmente de uma visão tradicional e diretamente associada a noções românticas de gênio e do que deveria ser o cânone de grandes autores. Depois de ser usado principalmente para referir um grupo de grandes expoentes da literatura ocidental, com raras inclusões de outras culturas, o conceito de World Literature começou a ser explorado e debatido em vários contextos académicos e teóricos. Sarah Lawall, Cristopher Prendergast, Pascale Casanova, Franco Moretti, David Damrosch, Emily Apter, entre outros, contribuíram vigorosamente para trazer à luz algumas das questões fundamentais sobre os estudos literários no presente. Franco Moretti, em dois ensaios fundamentais, “Conjectures on World Literature” (2000) e “More Conjectures” (2003), publicados na New Left Review, assumiu uma posição distinta e com ramificações heurísticas para uma reconceituação, além do cânone tradicional, e com base no fundamento proporcionado pela teorização do Sistema-Mundial Moderno de Immanuel Wallerstein. Em 2015, com a publicação de Combined and Uneven Development: Towards a New Theory of World-Literature, a Warwick Research Collective (WReC) lançou as bases para se poder aplicar as sugestões de Moretti e a teoria de Wallerstein de modo sistemático e metódico numa perspectiva materialista. A definição de World-Literature sugerida pela WReC é simples: a literatura-mundial é a literatura do sistema capitalista moderno. Uma das preocupações subjacentes à proposta da WReC centra-se nas relações entre centro e periferia e na necessidade de as pensar de modo diferente: não só recusando a primazia assumida pelo centro, como reconhecendo que a modernidade, tal como Fredric Jameson propõe, é singular. Esta teorização da Literatura-Mundial – refletindo a designação de Wallerstein – entende-se como uma forma de teoria crítica oposta à hegemonia cultural, política, e económica do presente que se apropria de tudo e todos ao mesmo tempo que alastra e expande o manto da desigualdade. O debate sobre o conceito de Literatura-Mundial necessita levar em conta realidades múltiplas. As várias literaturas de língua portuguesa, no seu tênue equilíbrio entre centro e periferia, constituem um campo privilegiado para se pensar a Literatura-Mundial. Não se trata de ver a literatura brasileira ou portuguesa ou angolana e todas as escritas em Língua Portuguesa, ou, tampouco, algumas obras mais reconhecidas, tal como O Manifesto Antropofágico, Os Lusíadas, ou Luuanda como figurando nas constantes antologias da Literatura Universal, Global ou Planetária, mas, sim, trata-se de pensar em como essas literaturas, ou “obras primas” contribuem para uma reconfiguração da Literatura-Mundial. Deste modo numa tentativa de alargar este trabalho urgente de pensar a Literatura-Mundial, de modo teórico e sistemático, não só na sua viabilidade no contexto das literaturas de língua portuguesa, como em relação com, e a partir de, um contexto tido como periférico em geral, o número 36 da revista Via Atlântica convida para a publicação de artigos e ensaios sobre A Literatura-Mundial e o Sistema-Mundial. Curta a página da Revista no Facebook: https://www.facebook.com/reviaatlantica/?tn-str=k*F |
viaatlantica@usp.br | __ | Mário César Lugarinho | |
http://www.revistas.usp.br/viaatlantica | Sem inscrição prévia | ||||||||||||||
| Mostra Filmes do Homem 2018: Etnografias Audiovisuais - a humanidade através das lentes | O Festival Internacional de Documentário de Melgaço - FILMES DO HOMEM – acontece desde 2014 na vila portuguesa que fica no distrito de Viana do Castelo, região do Norte de Portugal, onde se encontra o único Museu de Cinema do país. Do Museu e de seu grande acervo cinematográfico, doado por Jean Loup Passek, surge a vontade de ousar um festival de cinema documental. Assim a Associação de Produção e Animação Audiovisual AO NORTE cria o Festival promovendo, divulgando o cinema etnográfico e propiciando uma reflexão sobre identidade, memória e fronteira, eixos fundadores e norteadores de sua programação, que tangenciam a problemática das migrações e dos deslocamentos dos seres humanos. Em Portugal, a Câmara Municipal de Melgaço e a AO NORTE organizam o Festival, que se tornou um evento de referência nacional e internacional. |
diversitas@usp.br | PROGRAMAÇÃO MOSTRA FILMES DO HOMEM.pdf | Casa de Cultura Japonesa (Av. Prof. Lineu Prestes, 159 ), Prédio de Geografia e História (Auditório Milton Santos - Av. Prof. Lineu Prestes, 338), CINUSP (Rua do Anfiteatro, 181, Colméias Favo 4), Matilha Cultural (Rua Rego Freitas , 542, República) | Maurício Cardoso e Sandra Nunes |
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http://diversitas.fflch.usp.br/ | (11) 3091-2441 | Sem inscrição prévia | ||||||||||||
| Chamada – Revista Malala 10 | Novo deadline para contribuições: 02 Dezembro 2018 Os Intelectuais e anti-intelectualismo: o debate e o papel dos intelectuais no Islã, Oriente Médio e Mundo Muçulmano e suas consequências Intelectuais historicamente são figuras peculiares. Alguns escolhem uma vida quase herege fugindo dos centros de atenção, enquanto outros pensam indispensável o debate público e chegam a entrar na política, certos deles alcançando até mesmo cargos legislativos e executivos. Outros tantos dedicaram suas vidas às construções teóricas, não raramente legando uma obra cujo reconhecimento segue apenas muito mais tarde. No debate mais contemporâneo surge a figura do especialista que não só participa do debate público como também assessora governos influenciando políticas públicas - inclusive a externa. E com o crescimento também recente da polarização ideológica, surgem novos tipos de intelectuais que estão (conscientemente ou não) dispostos a “ganhar o debate”, como alertava Schopenhauer, usando e abusando de subterfúgios retóricos e de sofismos. Estes tentam manipular as emoções buscando apenas afirmar uma posição ideológica ou a defesa de sua posição. Debates do tipo “Pró vs. Contra” ou “Esquerda vs. Direita” se popularizaram em canais de TV, em universidades e em grandes jornais impressos, alimentando a sensação de descrédito, criando “narrativas alternativas”, e, finalmente, confundindo os fatos e minando a opinião pública. As consequências deste processo levam à formação de “bolhas ideológicas” que, quando se chocam, produzem “guerras culturais” muitas vezes com consequências reais. Há desde “patrulhas ideológicas” dispostas a denunciar supostas doutrinações ideológicas[1] até casos nos quais o “politicamente correto” vence temas que muitos acreditavam superados como “censura”, “liberdade de expressão” e “objetividade científica”, que voltam ao centro do debate. A ascensão de figuras de perfil autoritário como o presidente dos EUA Donald J. Trump, o presidente russo Vladimir Putin, o turco Recep T. Erdoğan, o filipino Rodrigo Duterte ou Viktor Orbán na Hungria revelam que há – não só – uma crise intelectual, como se os intelectuais (principalmente liberais) estivessem falhado na defesa de suas ideias, como se fossem culpados pela decadência do Ocidente, ou da Grã-Bretanha, da Turquia, das Filipinas etc. O anti-intelectualismo volta ao centro e manifesta-se como instrumento de mobilização política e de legitimação para forças anti-liberais e anti-democráticas. No mundo muçulmano e no Oriente Médio o debate é intenso, cobrindo desde intelectuais jurados de morte por suposta blasfêmia, como líderes políticos que manipulam o elemento religioso e culpam os intelectuais pelas desgraças e fracasso nacional. Salman Rushdie e Gilles Kepel[2] são há tempos jurados de morte, e muitos jornais e jornalistas, cartunistas, romancistas e cantores precisam de escolta e vigilância policial para seguirem trabalhando, seja em Londres, Paris ou Cairo. Ao mesmo tempo crescem – como apontam relatórios de monitoramento da democracia e das liberdades democráticas do mundo[3] – as intervenções autoritárias por todo mundo. Desde a Venezuela onde ONGs ou Institutos de Pesquisas interdependentes são descredenciados e proibidos de trabalhar depois de apresentar algum resultado que desagrada ao governo[4], até a Polônia, onde está em trânsito um projeto que torna crime afirmar que o governo polonês em algum momento colaborou com o regime nazista, e no Reino Unido, onde a primeira ministra Teresa May afirmou aos que se vem como “cidadão do mundo” que na verdade são “cidadão de lugar nenhum”[5]. Estes fatos revelam um contexto político no qual as grandes utopias intelectuais parecem mortas. Em muitos países ricos, como Japão e Coreia do Sul, ou mesmo nos países do norte da Europa, há cortes, quando não se elimina totalmente, no ensino das chamadas “ciências humanas”, mantendo um currículo básico de língua, história e geografia, mas evitando debates sociológicos ou polêmicas identitárias, priorizando - como tem feito a China e Cingapura – o ensino da matemática e suas aplicações para as áreas de engenharia, computação e indústria. Priorizando assim, a formação mais técnica e voltada ao “mercado de trabalho” em detrimento de uma formação mais acadêmica e intelectual. De certa forma, os resultados deste processo já são evidentes[6]. Neste sentido, quais são os grande intelectuais de nosso tempo? Quais são os grandes debates (para além de polêmicas sobre nomes de prédios ou manifestações contra um palestrante) que saem dos departamentos de humanas[7] das universidades mais renomadas? O sonho de uma integração econômica que evitaria novas guerras mundiais, de um Europa Cosmopolita, de uma ordem liberal pós-Guerra Fria, são hoje motivo de piada em encontros promovidos não por Organizações Políticas Internacionais como as Nações Unidas ou União Europeia, mas sim, por regimes autoritários como China[8], Rússia e Venezuela que estão mais ricos, mais articulados e dispostos a derrotar seus inimigos[9] políticos, econômicos, mas também intelectuais. Em contrapartida, no Ocidente, vozes abertamente racistas ou que manipulam medos e preconceitos chegam cada vez mais próximo do centro do debate. De uma crítica ao “politicamente correto” para a volta do antissemitismo, dos nacionalismos identitários e de movimentos neofascistas à ideia de “choque de civilizações” de Samuel Huntington ou de uma nova[10] “era de extremos” de Eric Hobsbawm são desafios para entender nosso – conturbado – presente. Convidamos neste número para contribuições sobre os efeitos, causas e consequências do Anti-Intelectualismo para e no Oriente Médio e Mundo Muçulmano, bem como em suas manifestações no Ocidente. Trabalhos que refletiam – ou que versem - sobre intelectuais (ou escolas intelectuais) em geral também serão bem vindos.
Solicitamos contribuições em forma de artigos, ensaios, relatos de campo, resenhas e textos opinativos. Outros formatos são permitidos. As propostas de publicação (em português, inglês ou espanhol) em formato Word devem ser submetidas online pelo site da Revista. As normas de publicação deverão ser estritamente observadas pelos autores e colaboradores.
Notas [1] Cf. < https://www.thisamericanlife.org/645/my-effing-first-amendment > Acessado em 24/06. [2]Cf. < https://www.nytimes.com/2017/04/05/magazine/france-election-gilles-kepe… > Acessado em 26/06/2018. [3]Cf. <http://bigthink.com/scotty-hendricks/a-new-report-shows-democracy-is-in… > Acessado em 24/06/2018. [4] Cf. debate em < https://www.hrw.org/pt/world-report/2018/country-chapters/313461 > Acessado em 20/06/2018. [5] Cf. debate em < https://www.independent.co.uk/news/uk/politics/theresa-may-mein-kampf-a… > Acessado em 24/06/2018. [6] Cf. debate em < https://thediplomat.com/2015/09/the-japanese-governments-attack-on-the-… > Acessado em 24/06/2018. E em < https://www.insidehighered.com/news/2017/01/19/finlands-universities-fe… > Acessado em 24/06/2018. [7] Cf. debate em <https://www.theatlantic.com/education/archive/2013/12/the-real-reason-t… > Acessado em 24/06/2018. [8] Cf. em < https://www.independent.co.uk/news/world/asia/putin-xi-jinping-china-ru… > Acessado em 22/062018. [9] Cf. debate em < https://freedomhouse.org/report/special-reports/breaking-down-democracy… > Acessado em 22/06/2018. [10] Cf. debate de Luis Fernando Ayerbe (2014) < http://www.ieei-unesp.com.br/portal/wp-content/uploads/2014/12/ENSAIO-D… > Debate mais amplo em e-book disponível em < http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/sem-diplomacia/ > Acessado em 24/06/2018. MALALA - Revista Grupo de Trabalho Oriente Médio e Mundo Muçulmano GTOMMM, LEA - Laboratório de Estudos Asiáticos |
malala@usp.br | __ | Peter Robert Demant | http://www.revistas.usp.br/malala/announcement | Sem inscrição prévia |
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